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·13 de maio de 2026

A Inter bateu a Lazio, conquistou sua décima Coppa Italia e fez dobradinha nacional

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A temporada da Inter terminou do jeito que os nerazzurri sonharam desde os últimos meses de domínio na Serie A, nos quais traçaram o caminho rumo ao 21º scudetto de sua história. Nesta quarta, 13 de maio, a equipe somou mais uma taça erguida e teve a confirmação de um ciclo nacional praticamente incontestável. Na final da Coppa Italia, disputada diante da Lazio, a Beneamata de Cristian Chivu venceu por 2 a 0, confirmou a dobradinha doméstica e chegou ao décimo título do torneio, isolando-se como a segunda maior vencedora da competição, atrás apenas da Juventus, dona de 15 troféus. A conquista também permitiu aos milaneses adicionar a estrela de prata à sua galeria.

Lazio e Inter voltavam a se encontrar em uma final de Coppa Italia 26 anos depois do confronto vencido pelos romanos em 2000. Os biancocelesti tentavam erguer o oitavo título de sua história e retornavam à decisão após sete anos, mas chegavam ao duelo com evidente inferioridade técnica diante do adversário — e na condição de azarão. No sábado, pela 36ª rodada da Serie A, haviam sido derrotados em pleno Olímpico por 3 a 0 pelos próprios nerazzurri, que atuaram com time misto e venceram de maneira categórica, sem correr riscos. Um roteiro muito similar ao que foi escrito nesta quarta.


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Maurizio Sarri apostou em Noslin no comando ofensivo ao lado de Isaksen e Zaccagni, além da improvisação de Patric no meio-campo, como volante, tal qual vinha fazendo nas últimas semanas. Do outro lado, Chivu manteve a espinha dorsal do time campeão italiano, com alguns ajustes. Lautaro e Thuram formaram a dupla de ataque, Sucic entrou na vaga de Çalhanoglu, Bastoni retornou à defesa e Pepo Martínez, goleiro das copas, foi confirmado na baliza.

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Logo no início, Thuram raspou de cabeça, Marusic fez contra e a Inter abriu o placar (Getty)

Desde os primeiros minutos, o desenho do jogo praticamente não sofreu alterações. A Inter monopolizava a posse, controlava os ritmos da partida e circulava a bola com paciência, enquanto a Lazio tentava sobreviver defensivamente para acelerar pelos lados. A diferença técnica e mental entre os times apareceu cedo.

A primeira chegada importante saiu aos 10 minutos, quando Barella encontrou Lautaro dentro da área. O argentino cabeceou firme, mas para fora. Pouco depois, a superioridade virou vantagem. Aos 13, Dimarco cobrou escanteio com precisão habitual, Thuram desviou levemente e Marusic, atrapalhado, cabeceou contra o próprio gol. O 1 a 0 reforçou um cenário que já parecia confortável para os milaneses.

A Lazio praticamente não reagia. A Inter mantinha posse e territorialidade sem acelerar demais, controlando o confronto em velocidade baixa. Dumfries ainda tentou um arremate perigoso aos 23 minutos, bloqueado por Patric, enquanto a equipe romana seguia incapaz de produzir perigo concreto.

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Ainda no primeiro tempo, Lautaro ampliou sobre a Lazio e encaminhou a vitória interista (Getty)

O golpe decisivo nasceu de um erro individual. Aos 35 minutos, Nuno Tavares vacilou na saída de bola e foi desarmado por Dumfries. O holandês serviu Lautaro, que apenas empurrou para o gol vazio para ampliar a vantagem. O argentino chegou a 175 tentos pela Inter e ultrapassou Roberto Boninsegna para se tornar, isoladamente, o terceiro maior artilheiro da história do clube, atrás apenas de Giuseppe Meazza (284) e Alessandro Altobelli (209).

Mesmo em desvantagem, a Lazio demorou para ameaçar. Zielinski ainda exigiu boa defesa de Motta em chute de média distância antes de Isaksen criar a primeira chance realmente perigosa dos biancocelesti, aos 43 minutos, em finalização cruzada que saiu pela linha de fundo.

O segundo tempo não alterou substancialmente o panorama. A Lazio tinha mais bola em alguns momentos, mas raramente conseguia desmontar a estrutura defensiva adversária. Noslin desperdiçou ótima oportunidade aos 60 minutos ao finalizar rente à trave, enquanto Isaksen seguia sendo a válvula de escape mais aguda do time romano, embora sem precisão suficiente nas decisões finais.

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Inédito: Chivu foi o primeiro técnico da Inter a faturar a dobradinha nacional em seu ano de estreia (Getty)

A Inter, mesmo sem forçar intensidade máxima, continuava criando as melhores situações. Luis Henrique perdeu chance clara aos 70 minutos após assistência de Dimarco, e Zielinski quase marcou o terceiro em bela conclusão de trivela depois de jogada individual de Thuram já aos 81: a bola sobrou e o polonês estava de cara para o gol, mas chutou para fora. Antes disso ocorreu a única defesa realmente decisiva de Martínez, aos 75. Após erro grave de Akanji, Dia saiu cara a cara com o goleiro espanhol, que respondeu com intervenção espetacular para impedir qualquer possibilidade de reação laziale.

O apito final confirmou a dimensão histórica da temporada nerazzurra. Chivu tornou-se o primeiro treinador da história da Inter a conquistar a dobradinha nacional logo em sua primeira temporada no clube, deixando de lado nomes históricos, como Helenio Herrera, Giovanni Trapattoni e José Mourinho. Em poucos meses, o romeno transformou uma equipe já competitiva ao recuperar o mental de seus atletas e fez com que ela esquecesse as decepções da última campanha e voltasse a vencer. Agora, foco em 2026-27.

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