A Itália empatou com a França fora de casa e confirmou recuperação na Nations League | OneFootball

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·02 de outubro de 2026

A Itália empatou com a França fora de casa e confirmou recuperação na Nations League

Imagem do artigo:A Itália empatou com a França fora de casa e confirmou recuperação na Nations League

A Itália segurou a pressão da França, contou com uma atuação espetacular de Donnarumma e arrancou um empate por 1 a 1 no Stade de France, nesta sexta-feira, pela terceira rodada da Nations League. Olise colocou os franceses em vantagem no segundo tempo, mas Bastoni aproveitou uma falha na saída de bola adversária para igualar o marcador. O resultado levou a França aos 7 pontos, na liderança do Grupo A1, enquanto a Itália chegou aos 4 e permaneceu na terceira posição. Para além do desfecho da partida, os azzurri podem comemorar a boa atuação em Saint-Denis.

Era uma noite especial para Zinédine Zidane. Pela primeira vez como técnico da seleção, ele a comandou no Stade de France, palco de algumas das maiores lembranças de sua carreira como jogador e da França campeã mundial em 1998. A torcida recebeu o antigo camisa 10 com uma calorosa recepção, mas a festa acabou incompleta: depois de duas vitórias nas duas primeiras rodadas da Nations League, que corresponderam aos dois jogos inaugurais de seu trabalho, Zizou sofreu seu primeiro tropeço no comando da França.


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Os franceses haviam vencido Turquia e Bélgica, ambos os jogos por 1 a 0, e chegavam com 6 pontos. Contra a Turquia, em Esmirna, Mbappé marcou o gol da vitória, mas deixou o campo lesionado e acabou cortado. Sem o craque, Zidane promoveu seis mudanças em relação ao time que havia vencido os belgas. Upamecano voltou à zaga, enquanto Truffert assumiu a lateral esquerda. No meio-campo, Cherki e Rabiot começaram no lugar de Camavinga e Akliouche. No ataque, Dembélé, Olise e Doué formaram novamente o trio titular. Da Cunha, do Como, foi mantido como o homem mais recuado do meio-campo, depois de ter sido testado contra a Bélgica. Koné, que havia sido titular diante dos Diabos Vermelhos, começou no banco.

A Itália, por sua vez, chegava ao Stade de France em situação muito diferente daquela da estreia. A derrota por 2 a 0 para a Bélgica, no Olímpico, precisava ser esquecido. Roberto Mancini fez mudanças e encontrou uma resposta imediata na segunda rodada, com uma goleada por 4 a 1 sobre a Turquia. A equipe dominou o primeiro tempo e construiu uma vantagem confortável, embora ainda tivesse deixado alguns espaços defensivos na etapa final.

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Kean, jogando na ponta esquerda, perdeu uma chance inacreditável logo no início do jogo (LaPresse)

O resultado em Bursa recolocou os azzurri na disputa e deu ao time de Mancio confiança para enfrentar a França. Para o duelo em Paris, o técnico fez apenas duas alterações. Calafiori voltou à lateral esquerda no lugar de Ruggeri, enquanto Kean entrou no ataque. Raspadori, lesionado, já havia deixado a concentração, assim como Zaniolo. Ao contrário do que ocorreu contra os belgas, o camisa 9 azzurro apareceu pelo lado esquerdo, enquanto Sebastiano Esposito passou para a direita. Era uma tentativa de aproveitar melhor o atacante do Como, que não conseguiu encontrar espaços no Olímpico.

No início da partida, a França assumiu o controle da posse de bola e passou a ocupar o campo ofensivo. A Itália, porém, mostrou desde cedo que não pretendia simplesmente se defender. Aos 9 minutos, Frattesi virou o jogo para Fagioli, que encontrou a passagem de Kayode. O lateral cruzou, Pio Esposito desviou levemente e Kean teve o gol escancarado à sua frente, mas bateu sem muita força. Maignan saltou na direção certa, fez uma defesa providencial e evitou o tento italiano.

Olise era a principal ameaça francesa. Aos 20, recebeu pelo lado direito e tentou a finalização de fora da área, mas mandou por cima. Quatro minutos depois, quase abriu o placar. A França cobrou um escanteio curto, a bola voltou para o camisa 11 e seu cruzamento sofreu um desvio antes de tocar no travessão, com Donnarumma já batido.

A Itália também continuava encontrando espaços. Aos 30 minutos, Kean foi fechado dentro da área e a bola sobrou para Seba Esposito, que estava em boa posição, mas acabou furando na hora da finalização. Aos 37, foi a vez de Dembélé aparecer. A França recuperou a bola com Cherki e criou uma situação de três contra três. O melhor do mundo em 2025 arriscou de fora da área, mas Donnarumma defendeu o arremate central. Logo depois, o atacante recebeu de Olise dentro da área e tentou novamente, mas Calafiori colocou o corpo na frente e bloqueou o chute.

A Itália voltou a responder antes do intervalo. Pio Esposito tentou combinar com Frattesi dentro da área, mas o passe foi desviado e a ótima chance se esvaiu. Pouco depois, em cobrança de escanteio, o laziale apareceu livre para finalizar. Jacquet fez uma intervenção providencial, com a parte interna da perna, e a bola passou perto da trave, saindo pela linha de fundo. Aos 42 minutos, a Nazionale ainda chegou a balançar as redes após o desenrolar de uma cobrança de escanteio. Depois de uma sequência de disputas na área francesa, a bola ficou com Kean, que apareceu sozinho diante de Maignan e marcou. A comemoração, entretanto, durou pouco: o atacante estava em posição de impedimento, e o gol foi anulado.

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Donnarumma foi o protagonista da Itália em Saint-Denis, com várias defesas importantes no segundo tempo (AFP/Getty)

A França teve o domínio territorial, mas a Itália foi perigosa sempre que conseguiu escapar da pressão. Ao final do primeiro tempo, os franceses haviam controlado a partida, mas as oportunidades mais claras tinham passado pelos pés de Kean e Frattesi. A segunda etapa, entretanto, começou com uma enorme pressão francesa. Os mandantes começaram, finalmente, a ser mais concretos – mas a Nazionale teve a quem recorrer e o protagonismo de Donnarumma começou a aparecer.

Aos 48 minutos, Gigio fez duas defesas extraordinárias. Doué bateu de fora da área, o goleiro italiano espalmou e Dembélé apareceu para completar o rebote. Donnarumma, porém, levantou-se rapidamente e fez uma segunda intervenção, impedindo o gol francês ao saltar na direção do arremate à queima-roupa do melhor do mundo em 2025.

Dois minutos depois, Olise tentou o canto mais distante com a perna esquerda. Novamente Donnarumma apareceu, salvando a Itália. A França havia voltado do intervalo determinada a transformar o domínio de posse e campo em vantagem no placar – e o gol finalmente saiu aos 55. Cherki sofreu falta de Fagioli e a França preparou uma cobrança ensaiada. O própria meia do Manchester City rolou a bola para Olise, que bateu diretamente. A finalização foi perfeita: tocou no travessão e entrou, sem que Donnarumma sequer conseguisse reagir. Um golaço.

A Itália, entretanto, não sentiu o golpe. Aos 68 minutos, aproveitou um erro francês para buscar o empate. Da Cunha recebeu um passe de Rabiot em posição perigosa e errou o domínio. Bastoni, muito avançado, recuperou a bola quase na meia-lua francesa e bateu na saída de Maignan.

A reação francesa foi imediata. Da Cunha, que havia cometido o erro no lance do gol, encontrou Rabiot em boa posição já aos 70 minutos. O meio-campista do Milan bateu de esquerda, bem no cantinho, mas Donnarumma apareceu novamente para fazer a defesa e mandar a bola para escanteio.

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Bem avançado, Bastoni foi esperto contra Da Cunha, roubou a bola e garantiu o empate na França (Ansa)

A partida ficou completamente aberta. A Itália também teve sua chance de virar aos 81 minutos, quando Maldini encontrou Kean dentro da área. O atacante cabeceou por cobertura e Maignan precisou se recuperar para mandar a bola para escanteio. Do outro lado, Donnarumma continuou sendo decisivo. Aos 84, Camavinga tentou colocar a bola no ângulo, mas o goleiro italiano voou e desviou para escanteio.

Um minuto depois, a França ficou com 10 jogadores. Upamecano cometeu falta em Kean na intermediária. O zagueiro já tinha cartão amarelo, recebido aos 73 após um confronto com Frattesi, e acabou expulso pelo árbitro espanhol Jesús Gil Manzano. Com a superioridade numérica, Mancini tentou buscar a vitória. Aos 89 minutos, colocou Scamacca no lugar de Fagioli para dar mais presença ofensiva à equipe, e os italianos ficaram no ataque, mas sem concluir as boas jogadas criadas.

Já a França, mesmo com um jogador a menos, ainda teve duas oportunidades nos acréscimos. Aos 92, Camavinga arriscou novamente de fora da área, mas Donnarumma estava lá mais uma vez para defender. No minuto seguinte, os franceses pediram pênalti. Bastoni entrou na disputa com Olise dentro da área, e o atacante caiu. Ciente de que o zagueiro italiano raspou a bola antes de qualquer contato com o adversário, Gil Manzano mandou o jogo seguir.

O empate acabou sendo um resultado importante para a Itália, que confirmou diante de uma das principais seleções do planeta, quarta colocada na Copa do Mundo terminada poucos meses atrás, a recuperação iniciada na goleada sobre a Turquia. Depois da derrota para a Bélgica na estreia, os azzurri somaram quatro pontos e tiveram atuações dignas de nota. Contra a França, aliás, mantiveram a hegemonia no confronto: agora, em 42 partidas, o retrospecto é de 20 vitórias da Nazionale, nove empates e 13 triunfos franceses.

A França segue na liderança do Grupo A1, agora com 7 pontos, mas perdeu os 100% de aproveitamento. A Bélgica aparece em segundo, com 6, enquanto a Itália tem 4 e a Turquia ainda não pontuou. Na quarta rodada, que encerra esta data Fifa, a Nazionale recebe novamente a Turquia, provavelmente já sem a presença do italiano Vincenzo Montella no comando, enquanto os Bleus enfrentam os belgas em casa. Contra a lanterna, a Nazionale terá a oportunidade de confirmar a reação iniciada depois da péssima estreia, e tem boas chances de terminar os compromissos de setembro e outubro com perspectiva mais positiva no horizonte.

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