Coluna do Fla
·28 de agosto de 2026
A nota oficial do Flamengo sobre a investigação que envolve Vasco, Palmeiras e Crefisa

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·28 de agosto de 2026

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) decidiu, nesta quinta-feira (27), iniciar uma investigação sobre a venda da SAF do Vasco. Assim, o Flamengo emitiu uma nota para prestar apoio à entidade que proibiu as negociações.
O Clube de Regatas do Flamengo considera relevante a decisão da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) de instaurar procedimento formal para avaliar eventual conflito de interesses na possível aquisição da SAF do Vasco da Gama por grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia. O tema não se restringe aos clubes envolvidos, devendo ser compreendido por todos. A possibilidade de influência, controle ou dependência econômica entre participantes de uma mesma competição gera severa assimetria competitiva, deprime o valor de mercado de ativos em recuperação, distorce a disputa esportiva em curso e cria precedente de risco sistêmico para a integridade das competições e para o mercado de SAFs no país.
O principal foco da investigação está sobre Marcos Lamacchia, empresário que negocia a aquisição de 90% da SAF vascaína. O herdeiro é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, o que pode gerar influência cruzada entre equipes da mesma competição.
Então, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, passou a ir a público para questionar a honestidade das negociações que envolvem o filho do proprietário da Crefisa. Isso porque Marcos é filho de José Roberto Lamacchia, casado com Leila.
A medida cautelar restringe diferentes tipos de relação entre Vasco e Palmeiras. Logo, os times não podem negociar atletas, realizar operações financeiras, compartilhar estruturas ou dividir funcionários e informações consideradas sensíveis.
Ademais, o Vasco não poderá contratar novos empréstimos ou ampliar operações financeiras com empresas ligadas à Crefisa. A restrição, porém, não invalida automaticamente acordos anteriores firmados entre as partes.
A análise terá prazo de até 30 dias, conforme informações divulgadas nesta quinta-feira (27). Portanto, o parecer final sobre a operação deve sair após a conclusão do procedimento, sem possibilidade de recurso segundo a decisão divulgada.
Enquanto isso, o processo segue sob sigilo em relação a contratos e informações financeiras. Assim, a negociação para a mudança de controle da SAF do Vasco entra em uma nova etapa de análise antes de qualquer definição definitiva.
Veja nota do Flamengo na íntegra:
O Clube de Regatas do Flamengo considera relevante a decisão da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) de instaurar procedimento formal para avaliar eventual conflito de interesses na possível aquisição da SAF do Vasco da Gama por grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia. A medida reforça preocupação que o Flamengo vem manifestando e que está prevista no Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), em vigor desde janeiro de 2026: a necessidade de assegurar a independência dos clubes, a integridade das competições e a aplicação efetiva das regras de Fair Play Financeiro. O tema não se restringe aos clubes envolvidos, devendo ser compreendido por todos. A possibilidade de influência, controle ou dependência econômica entre participantes de uma mesma competição gera severa assimetria competitiva, deprime o valor de mercado de ativos em recuperação, distorce a disputa esportiva em curso e cria precedente de risco sistêmico para a integridade das competições e para o mercado de SAFs no país. O Flamengo considera importante também a adoção de medidas cautelares durante a análise e entende que, para serem plenamente eficazes, elas devem alcançar todas as partes relacionadas aos envolvidos na operação, incluindo empresas controladas direta ou indiretamente pelos mesmos grupos econômicos, como a Placar Linhas Aéreas. O Flamengo confia na atuação serena, equilibrada e independente da ANRESF e considera que o caso representa importante teste para o novo sistema regulatório do futebol brasileiro e para a construção de um ambiente de maior governança, equilíbrio competitivo e segurança institucional.







































