Revista Colorada
·23 de setembro de 2026
A passagem do novo técnico do Internacional pelo Palmeiras

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O Internacional confirmou nesta quarta-feira (23) a contratação de Eduardo Baptista para tentar reverter a crise no Campeonato Brasileiro. O clube pagou a multa rescisória ao Criciúma para liberar o treinador. O acerto entre Eduardo e o Internacional já estava encaminhado desde o domingo anterior ao anúncio, segundo o ge.globo.com.
Eduardo Baptista, de 56 anos, assina contrato até o fim de 2026 e assume o desafio de tirar o Colorado da zona de rebaixamento. Na última passagem, pelo Criciúma, somava uma vitória nas sete partidas mais recentes.
Parte da torcida rejeitou a chegada. Nas redes sociais, torcedores do Internacional organizaram uma campanha contrária à contratação, e cobraram um nome com histórico mais sólido para o momento do time.
A passagem de Eduardo Baptista pelo Palmeiras foi a mais desgastante da carreira. Ele chegou ao clube em dezembro de 2016 para ocupar o lugar de Cuca, recém-campeão Brasileiro, e ficou menos de cinco meses no cargo.
Eduardo comandou 23 jogos, com 14 vitórias, quatro empates e cinco derrotas — aproveitamento de 66,6%. Apesar da marca, o trabalho não resistiu à pressão gerada por uma eliminação dolorosa e por bastidores conturbados.
A derrota para a Ponte Preta nas semifinais do Campeonato Paulista, após perder por 3 a 0 no jogo de ida, abriu uma crise de confiança em torno do técnico. Na Libertadores, o Palmeiras conquistou vitórias importantes sobre Peñarol e Jorge Wilstermann, mas apresentou dificuldades durante as partidas.
A irregularidade dos resultados levou ao principal episódio de tensão da passagem: o embate direto com a imprensa sobre a situação de Róger Guedes.
Em abril de 2017, rumores davam conta de que o atacante teria deixado a concentração após saber que ficaria fora do time titular. Especulava-se ainda que o diretor Alexandre Mattos teria interferido na escalação para o duelo com a Ponte Preta.
Horas depois de vencer o Peñarol por 3 a 2, no Uruguai, o treinador reagiu durante a entrevista coletiva. Aos berros e batendo na mesa, rebateu informações sobre a interferência do diretor Alexandre Mattos e defendeu sua autonomia. Questionou quem teria provas para chamá-lo de maleável e pediu que as críticas ficassem restritas ao trabalho técnico, sem ataques pessoais.
Também atribuiu à imprensa a responsabilidade por espalhar informações falsas. Anos depois, Róger Guedes relatou que não gostou de ter sido colocado no banco antes daquele confronto com o Peñarol, embora reconhecesse que o treinador não devia satisfações a ele.
Em entrevista ao Bandsports, Eduardo Baptista disse que aceitava críticas ao trabalho profissional, mas não acusações sobre sua conduta. Afirmou que ficou exposto na ocasião, sem ninguém para defendê-lo, e que precisou reagir com firmeza para impedir que acusações falsas se consolidassem como verdade.
A saída ocorreu em maio de 2017, logo após a derrota por 3 a 2 para o Jorge Wilstermann, na Bolívia, pela Libertadores. A diretoria formalizou o desligamento assim que a delegação retornou ao Brasil.
O então presidente Maurício Galiotte esclareceu que a decisão não se resumia àquele tropeço. Segundo ele, a avaliação levava em conta o conjunto do trabalho, já que o Palmeiras não havia alcançado a evolução esperada no planejamento da temporada.
O desafio agora é evitar a queda do Internacional, e o clube ocupa a 18ª posição do Brasileirão, com 28 pontos em 28 rodadas, na zona de rebaixamento. O Vasco, primeiro time fora da zona, soma 31 pontos, e restam dez rodadas para o encerramento da competição.
A estreia de Eduardo em casa está prevista para 7 de outubro, contra o Corinthians, após a pausa para a Data Fifa.















