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São Paulo

·30 de junho de 2026

A primeira visita do Tricolor ao México

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A Copa do Mundo de 2026 está na fase eliminatória e México e Equador disputam uma vaga nas oitavas. No clima desse embate, o Arquivo Histórico relembra a estreia do Tricolor em campos mexicanos, há 71 anos.

Em 1955, o São Paulo excursionou pela primeira vez à América do Norte e fez uma série de sete jogos no México, colhendo ótimos resultados e conquistando, pela primeira vez de maneira solo, um troféu no exterior.


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No dia 27 de maio, a comitiva são-paulina embarcou em um avião da Braniff que partiu do aeroporto de Cumbica com destino ao Panamá, com escala em Lima, no Peru. Da Cidade do Panamá, no dia seguinte, os são-paulinos rumaram para a Cidade do México em uma aeronave da PanAm. A excursão foi organizada por uma empresa de eventos esportivos – empresas de tal tipo começaram a surgir no começo dos anos 50 – chamada Alfonso Doce & Cia, de Buenos Aires, que custeou todas as despesas da comitiva tricolor.

A delegação era composta por José César Dias, chefe; Vicente Feola, administrador (mas na realidade treinador do elenco); Dalzell Gaspar Freire, médico; Flávio Mário Borzi, massagista; Mateus Serrone, roupeiro; Sebastião Barbosa, jornalista de A Gazeta Esportiva, e os atletas: Poy e Costa; goleiros; De Sordi, Mauro e Pirani, defensores; Pé de Valsa, Bauer, Alfredo Ramos, Victor e Turcão, médios; Maurinho, Lanzoninho, Dino Sani, Gino Orlando, Paraíba, Roque, Válter, Canhoteiro e Teixeirinha, atacantes.

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Enfim no destino, os tricolores não tiveram muito tempo para descansar e repor as energias antes de encarar o primeiro adversário nessa turnê. No dia 29, no Estádio Olímpico Universitário, o São Paulo empatou em 0 a 0 com o famoso América local. A destacar dessa primeira partida apenas que a etapa inicial dela foi disputada com uma bola mexicana, e o segundo tempo, com bola brasileira, por reclamação dos jogadores tricolores.

Juego gris y empate a cero entre America y São Paulo” foi a manchete do La Afición, do dia 30.

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AMÉRICA 0 x 0 SÃO PAULO29/05/1955. Amistoso Internacional: Jogo Único.Ciudad de Mexico (México), Estádio Olímpico de la Ciudad de los Deportes – Olímpico Universitário.

SPFC: Jose Poy; De Sordi e Mauro; Pé de Valsa, Bauer e Alfredo Ramos; Maurinho, Paraíba (Lanzoninho), Gino Orlando (Canhoteiro), Roque (Válter) e Teixeirinha. TÉCNICO: Vicente Feola.

RIVAL: Manuel Camacho; Humberto Yácono e Héctor Uzal; Rubelio Esqueda, Héctor Ferrari e Pedro Nájera; Emilio Fizel, José Santiago, José Luis Lamadrid (Castillo), Manuel Cañibe e Eduardo González. TÉCNICO: Octavio Vial.

ÁRBITRO: Fernando Buergo (México).RENDA: 170.000,00 pesos.PÚBLICO: 40.000 pagantes.

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Guadalajara

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Mais descansados, no dia 2 de junho e no mesmo estádio (todas as partidas dessa série foram realizadas no principal estádio mexicano da época), os tricolores atuaram de maneira totalmente diferente da vez anterior. Tanto que, com pouco mais de 30 minutos de jogo, já vencia os donos da casa por 3 a 0.

No fim, o São Paulo atropelou o Guadalajara, vice-campeão mexicano da finda temporada 1954/1955, por 4 a 0, com gols de Bauer, Lanzoninho (duas vezes) e Maurinho.

“Arrollador el São Paulo goleó a los Rayados”, foi a chamada do jornal Novedades.

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GUADALAJARA 0 x 4 SÃO PAULO02/06/1955. Amistoso Internacional: Jogo Único.Ciudad de Mexico (México), Estádio Olímpico de la Ciudad de los Deportes – Olímpico Universitário.

SPFC: Jose Poy; De Sordi e Mauro (Pirani); Pé de Valsa (Víctor), Bauer e Alfredo Ramos (Turcão); Maurinho, Lanzoninho, Gino Orlando, Dino Sani (Roque) e Teixeirinha (Válter). TÉCNICO: Vicente Feola. GOLS: Bauer, 7/1; Lanzoninho, 34/1; Lanzoninho, 35/1; Maurinho, 16/2.RIVAL: Raúl Córdoba (Conrado Pulido); Pedro Núño e Guillermo Sepúlveda; Juan Jasso, Juan Gómez (José Cazares) e José Villegas; Alfredo Torres, José Naranjo, Adalberto López (Rafael Rivera), Crescencio Gutiérrez e Raúl Arellano (Francisco Flores). TÉCNICO: José María Casullo.

ÁRBITRO: Ramiro Garcia (México).RENDA: 217.780,00 pesos.PÚBLICO: 47.000 pagantes

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Toluca

O único revés da excursão veio contra o Toluca, por 1 a 0, no dia 5 de junho, em partida que os mexicanos jogaram absolutamente retrancados, “defendiendose heroicamente”, como apontou o Novedades; e que, de acordo com os outros relatos conhecidos, também teve algumas cenas lamentáveis.

Como les sucede a todos los sudamericanos, el São Paulo tampoco supo perder: actitudes improcedentes… Los jugadores visitantes han perdido el equilíbrio, tambíen Láscares se há portado mal, y em lugar de hacer fútbol, quiere practicar el boxeo. No hubo nocaute”, afirmou o mesmo periódico.

Feola reconhecera a derrota: “Jugaron muy bien sus paisanos y el resultado fué justo“, mas não deixara a chance de reclamar de um lance capital que passara despercebido pela arbitragem: Alfredo acertara a bola no travessão em um forte chute que, de acordo com o treinador, caíra dentro do gol, na sequência. Fosse validado, o Tricolor seguiria invicto…

TOLUCA 1 x 0 SÃO PAULO05/06/1955. Amistoso Internacional: Jogo Único.Ciudad de Mexico (México), Estádio Olímpico de la Ciudad de los Deportes – Olímpico Universitário.

SPFC: Jose Poy; De Sordi e Mauro; Pé de Valsa, Bauer e Alfredo Ramos; Maurinho, Lanzoninho (Roque), Paraíba, Dino Sani e Teixeirinha (Válter, depois Canhoteiro). TÉCNICO: Vicente Feola.

RIVAL: Manuel Camacho; Maximino Vázquez e Jorge Romo (Kensul); Jesús Segovia (Reyes), Wedell Jiménez e Edmundo Manzotti; Pérez, Carlos Láscarez, Carlos Blanco, Rubén Malanchane (Caniz) e Salamanca (Iturbe). TÉCNICO: Fernando García. GOL: Blanco, 2/2.

ÁRBITRO: Felipe Buergo (México).RENDA: 286.068,00 pesos.PÚBLICO: 60.000 pagantes

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Necaxa

Na rodada seguinte, no dia 9 de junho, contra o Necaxa, o Tricolor seguiu muito superior ao adversário, porém, também continuou tendo problemas com a arbitragem. O time apenas empatou por 1 a 1, com gol marcado por Gino Orlando, e o goleiro Poy deixou o gramado revoltado com a forma que os mexicanos marcaram o ponto local.

“Somente deixamos de ganhar porque o juiz não acusou as irregularidades que precederam a conquista do tento!“, afirmou o goleiro ao jornal A Gazeta Esportiva. “Quando a bola que fora cabeceada por De Sordi caiu na área, eu já estava no lance e consegui detê-la ainda no ar. Carregado ilicitamente por vários adversários, fui ao solo. Formou-se o aglomerado de jogadores e nesse momento desferiram dois ou três pontapés na bola que estava em minhas mãos até que conseguiram arrebatá-la“…

“Várias faltas foram cometidas e nenhuma apitada”, concluiu o arqueiro tricolor.

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O lance do gol de empate do Necaxa e uma das faltas cometidas em cima do goleiro Poy

NECAXA 1 x 1 SÃO PAULO09/06/1955. Amistoso Internacional: Jogo Único.Ciudad de Mexico (México), Estádio Olímpico de la Ciudad de los Deportes – Olímpico Universitário.

SPFC: Jose Poy; De Sordi e Mauro; Pé de Valsa (Víctor), Bauer e Alfredo Ramos (Turcão); Maurinho, Paraíba (Roque), Gino Orlando, Dino Sani e Teixeirinha. TÉCNICO: Vicente Feola. GOL: Gino Orlando, 13/2.

RIVAL: Jorge Morelos; Edelmiro Arnauda e Renato Ruffo; Alfonso Portugal, Jaime Salazar e Enrique Llorente; Alfredo Del Águila, Julio Palleiro, Norberto Rosas (Héctor Cañibe), Antonio Jasso e José Luis Molina. TÉCNICO: Fernando Marcos. GOL: Norberto Rosas, 4/2.

ÁRBITRO: Ricardo Tamarjo (México).RENDA: 214.008,00 pesos.PÚBLICO: 45.000 pagantes.

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Zacatepec

No dia 12 de junho, contra o então campeão mexicano, o Zacatepec , o São Paulo voltou a encontrar dificuldades em fazer valer sua qualidade e diferença técnica, praticamente consagrando o porteiro do time adversário, como noticiou o jornal La Afición: “Gracias al porteiro Murillo Zacatepc empato a S. Paulo”.

E novamente o juiz deixou a desejar – desta vez, não por falhas em lances capitais, mas por omissão em coibir a pancadaria do time da casa. “Como das vezes anteriores, o São Paulo teve de lutar não só contra a qualidade do futebol adversário, como ainda contra a parcialidade do árbitro e a violência com que atuou o conjunto local“.

E o Zacatepec começou à frente no placar, na metade da etapa final. O Tricolor, com Paraíba, somente empatou o jogo aos 37 minutos do segundo tempo, fazendo alguma justiça o que fora visto pelas 50 mil pessoas no estádio.

ZACATEPEC 1 x 1 SÃO PAULO12/06/1955. Amistoso Internacional: Jogo Único.Ciudad de Mexico (México), Estádio Olímpico de la Ciudad de los Deportes.

SPFC: Jose Poy; De Sordi e Mauro; Víctor (Pé de Valsa), Bauer e Alfredo Ramos; Maurinho (Paraíba), Roque, Gino Orlando, Dino Sani e Teixeirinha (Canhoteiro). TÉCNICO: Vicente Feola. GOL: Paraíba, 37/2.

RIVAL: Evaristo Murillo; José Vela (Figueroa) & Daniel Ortiz; José Antonio Roca, Raúl Cárdenas e Francisco Hernández; Pedro Arnauda, Carlos Turcato (Héctor Cañibe), Mario Pérez, Ernesto Candía e Mateo Nicolau (González López). TÉCNICO: Ignacio Trélles. GOL: Héctor Cañibe, 24/2.

ÁRBITRO: David Gonzales (México).RENDA: 229.114,00 pesos.PÚBLICO: 50.000 pagantes.

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León

Os dois últimos jogos do Tricolor no México, porém, encantaram definitivamente a população do país. No dia 15 de junho, o São Paulo goleou o León – equipe se sagraria campeã local na temporada que se iniciaria – por 4 a 1, tentos anotados por Gino, Paraíba, Gutiérrez (contra) e Dino Sani.

E isto com os tricolores nitidamente controlando o ritmo de jogo, se poupando fisicamente para a última partida da excursão, contra o Necaxa. Os jornais locais não perderam tempo em malhar os derrotados:

Aplasta el São Paulo al León con Pizarra de 4-1” e “Auténtico paseo de los brasileños, sin encontrar enemigo” foram as chamadas do periódico Novedades do dia 16 de junho.

LEÓN 1 x 4 SÃO PAULO15/06/1955. Amistoso Internacional: Jogo Único.Ciudad de Mexico (México), Estádio Olímpico de la Ciudad de los Deportes – Olímpico Universitário.4 X 1 LEÓN-MEX

SPFC: Jose Poy (Costa); De Sordi e Mauro; Pé de Valsa, Bauer e Alfredo Ramos (Víctor); Maurinho, Paraíba (Roque), Gino Orlando (Teixeirinha), Dino Sani e Canhoteiro. TÉCNICO: Vicente Feola. GOLS: Gino Orlando, 15/1; Paraíba, 35/1; Gutiérrez (contra), 12/2; Dino Sani, 35/2.

RIVAL: Antonio Carbajal; Oscar Nova e Jorge Marik; Miguel Gutiérrez, Luis Luna e Alfredo Bocanegra (Héctor Uzal); Alfredo Franco, Jerónimo Di Florio (Alfredo Hernández), Carlos Calderón, Oswaldo Martinolli e Leonel Bossa TÉCNICO: Antonio López Herranz. GOL: Carlos Calderón, 37/2.

ÁRBITRO: Ramiro Garcia Rosas.RENDA: 69.542,00 pesos.PÚBLICO: 15.000 pagantes.

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Necaxa (parte II)

Quatro dias depois, mais uma nova goleada do Tricolor e pelo mesmo placar, inclusive. A vítima da vez foi Necaxa, que antes passara incólume com um empate. Paraíba, duas vezes, Pé de Valsa e Dino Sani balançaram as redes para o time brasileiro.

El São Paulo bailó al Necaxa” estampou o Ovaciones, enquanto A Gazeta Esportiva, brasileira, escreveu “Espetacular vitória do São Paulo F. C. – Despediu-se brilhantemente dos gramados mexicanos o Tricolor Paulista“.

Ao todo, o São Paulo realizou sete partidas no México, com três vitórias – justamente três goleadas – três empates e apenas uma derrota. Uma excursão de sucesso.

NECAXA 1 x 4 SÃO PAULO19/06/1955. Amistoso Internacional: Jogo Único.Ciudad de Mexico (México), Estádio Olímpico de la Ciudad de los Deportes – Olímpico Universitário.

SPFC: Jose Poy (Costa); De Sordi e Mauro (Pirani); Pé de Valsa, Bauer (Víctor) e Alfredo Ramos; Maurinho, Roque (Teixeirinha, depois Válter), Paraíba, Dino Sani e Canhoteiro. TÉCNICO: Vicente Feola. GOLS: Paraíba (cabeça), 6/1; Pé de Valsa, 7/1; Paraíba, 16/1; Dino Sani (cabeça), 36/1.

RIVAL: Jorge Morelos; Edelmiro Arnauda e Renato Ruffo (Héctor Uzal); Alfonso Portugal (Castañeda), Jaime Salazar (Díaz) e Enrique Llorente; Alfredo Del Águila (Valdemar), Julio Palleiro, Manuel Cañibe (Norberto Rosas, depois Francisco Noriega), Antonio Jasso e José Luis Molina (Domingo de la Mora). TÉCNICO: Fernando Marcos. GOL: Julio Palleiro (pênalti), 23/1.

ÁRBITRO: Fernando Buergo (México).RENDA: 140.786,00 pesos.PÚBLICO: 30.000 pagante.

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Além disso, o resultado da série de jogos valeu ao clube o Troféu Jarrito – oficialmente Trofeo Jarrito de Plata – ofertado pela empresa Refrescos Jarrito e pela Federación Mexicana de Fútbol ao São Paulo caso o time brasileiro somasse mais pontos que os adversários da casa (e isso ocorreu: nove pontos contra cinco).

Foi a primeira vez que o Tricolor trouxe para casa a taça de um campeonato conquistado fora do Brasil apenas com as próprias forças – não sendo considerados as taças obtidas como combinado com o Bangu. O prêmio, aliás, tem formato bem peculiar: uma verdadeira jarrinha de prata, que é facilmente ofuscada pelos demais artefatos do memorial são-paulino, pois possui somente 18 centímetros de altura.

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Permanecendo 25 dias no México, a delegação são-paulina aproveitou para realizar um intercâmbio cultural e político, com muitas recepções, brindes e jantares, que a revista Tricolor nº 48 registrou assim:

“Homenagens Cívicas: Nossa delegação iniciou seus contactos com a gente azteca, depositando uma coroa de flôres no majestoso Monumento dos Heróis da Independência. Foi uma tocante solenidade que teve o condão de conquistar, desde logo, a simpatia geral para a nossa caravana.

Recepções: Na Embaixada do Brasil, fomos recebidos pelo snr. titular, Dr. Carlos Martins Thompson Flôres e pelos secretários Jorge Taunay, Nestor Santos Lima e Donato Denys. Em sua residência, o snr. Embaixador ainda ofereceu à nossa delegação uma suculenta feijoada, ocasião em que houve a maior e mais fraterna cordialidade. O Escritório Comercial do Brasil também ofereceu um chá a tôda a delegação.

A Federação Mexicana de Futebol realizou uma seção extraordinária, com coquetel em homenagem à nossa gente e deu um almôço de despedida à chefia da delegação. Nas residências dos srns. Pedro Vargas e Mário Saladini recebeu a chefia da delegação, respectivamente, almôço e jantar. E o casal Ramon Perida ofereceu a tôda a delegação uma linda festa, com show, bailados e opíparo almôço.

Conferências: Na televisão, a convite dos snr. Agustin Gonçalves, falou Vicente Feola sôbre ‘A Organização do Desporto no Brasil’. Presentes recebidos: O snr. José Maria Mogillon Popi, proprietário de uma cadeira cativa de nosso Estádio, nos ofereceu um xadrês em marfim e um chapéu mexicano, de prata, com finos lavores, estando ali gravado o calendário azteca”.

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Finalizados os compromissos mexicanos, no dia 22 de junho os tricolores viajaram para a Colômbia, em voo da Azteca para o aeroporto de Las Playas (atual Olaya Herrera), em Medellín, com conexão novamente no Panamá. E a história dessa etapa da excursão merece um capítulo próprio…

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