“A responsabilidade é minha”: Pedrinho pede desculpas à torcida, detona a 777 e cobra rapidez da Justiça | OneFootball

“A responsabilidade é minha”: Pedrinho pede desculpas à torcida, detona a 777 e cobra rapidez da Justiça | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Papo na Colina

Papo na Colina

·19 de agosto de 2026

“A responsabilidade é minha”: Pedrinho pede desculpas à torcida, detona a 777 e cobra rapidez da Justiça

Imagem do artigo:“A responsabilidade é minha”: Pedrinho pede desculpas à torcida, detona a 777 e cobra rapidez da Justiça

O presidente do Vasco, Pedrinho, concedeu uma declaração forte e extensa no embarque da delegação para Assunção, no Paraguai, onde o time enfrenta o Olimpia pela Copa Sul-Americana. O mandatário assumiu total responsabilidade pelo desempenho esportivo ruim da equipe no Campeonato Brasileiro, onde o clube ocupa a 19ª colocação, e pediu desculpas aos torcedores. Além disso, o dirigente detalhou os riscos institucionais e jurídicos decorrentes do travamento do empréstimo de R$ 150 milhões e disparou contra a atuação da 777 Partners no processo de Recuperação Judicial.


Vídeos OneFootball


Pedido de desculpas à torcida e assumindo a culpa no Brasileirão

Durante a entrevista ao canal Podcast Cruzmaltino, Pedrinho separou o cenário do futebol das questões financeiras, fazendo questão de blindar o elenco e colocar o peso do momento ruim inteiramente sobre suas costas:

“Todo o insucesso é desportivo, pelo menos com relação à pontuação, e a responsabilidade é toda minha. Eu sou responsável pelo insucesso de pontuação no Campeonato Brasileiro.”

O presidente reconheceu o direito de manifestação da arquibancada e reforçou o pedido de desculpas pelo sofrimento do torcedor vascaíno:

“Eu peço, do fundo do meu coração, desculpa aos torcedores por esse momento de pontuação. Nem eu nem nenhum atleta tem direito de reclamar algo sobre o torcedor. Torcedor do Vasco tem direito a tudo, a reclamar sobre tudo. E o maior responsável sou eu. O único responsável sou eu. Então, eu mereço todas as críticas, toda a reivindicação, todo o protesto, porque a responsabilidade é minha.”

Defesa das contratações e aval dos órgãos fiscalizadores

Ao rebater as críticas externas sobre a movimentação da SAF no mercado de transferências, Pedrinho fez uma analogia direta com as regras da Recuperação Judicial, argumentando que o clube tem o direito de se reforçar desde que mantenha os pagamentos em dia aos credores:

“Essa analogia que eu quero fazer com relação a honrar os compromissos que eu tenho dentro da RJ e, ao mesmo tempo, fazer as contratações. Eu não posso fazer a contratação porque eu estou em recuperação judicial? O que eu não poderia era contratar e deixar de pagar.”

O dirigente lembrou que todo o planejamento passa pelo crivo dos profissionais contratados e nomeados pela própria Justiça para blindar a gestão financeira:

“Nem posso fazer isso porque eu tenho um gatekeeper, eu tenho um watchdog e todos eles estão avalizando e autorizando todo o procedimento.”

O ataque à 777 Partners e o alerta sobre os riscos aos bens pessoais

Em um dos trechos mais duros da entrevista, Pedrinho expressou surpresa com a postura adotada pela 777 Carioca LLC ao solicitar uma auditoria independente na Justiça, apontando a existência de forças internas e externas que estariam agindo contra a venda definitiva da SAF:

“E aí o que me assusta e eu peço encarecidamente à juíza que ela olhe com bons olhos tudo o que está acontecendo com relação à instituição, é que foi depois dos personagens que saíram do Vasco. Eu fui tirado da cadeira, a burocracia aumentou para o empréstimo. E esses empréstimos, como eu já falei, eu não tiro da minha cabeça. O acordo entre o investidor, o futuro investidor e a 777 está muito bem construído. E me surpreende muito a 777 carioca ter pedido uma auditoria. Uma empresa falida pediu a auditoria. Quem está por trás da 777? Quem está por trás da 777?”

O presidente também revelou ameaças de perdas patrimoniais decorrentes de uma eventual decretação de inadimplência caso os recursos de custeio não sejam liberados com celeridade:

“Fui ameaçado de perder os meus bens e, obviamente, se o empréstimo continuar negado, eu vou ficar inadimplente. E a inadimplência, a falta de pagamento para os credores, é uma gestão temerária e automaticamente prejudica o processo legal da recuperação judicial. Com isso, meus bens são bloqueados. E o mais importante do que isso é a instituição, porque essas pessoas que saíram do Vasco não estão pensando na instituição. Elas não querem a venda. Elas não querem a venda.”

Reiterando o compromisso com o saneamento das contas, Pedrinho reforçou que os acordos homologados no processo vêm sendo integralmente cumpridos:

“Vai recorrer em todas as instâncias com relação a todos os procedimentos. Para ficar muito claro, tudo o que foi acordado dentro da recuperação judicial está sendo cumprido à risca. Inclusive, se não tiver o recurso, todos esses fiscalizadores. Eles são pagos por nós, colocados pela juíza, obviamente, né? O watchdog. Eles são pagos pelo Vasco. Então, eu preciso dos recursos necessários. E não é assim: ‘Ah, hoje eu quero R$ 150 milhões. Ah, amanhã acordei, quero R$ 40 milhões’. Não. Isso está dentro de um cronograma.”

“Então, vai ser pago. Se eu não estivesse pagando, eu não estaria nem aqui, porque eu estaria correndo atrás dos meus bens que eu teria perdido. Mas não é sobre isso. É sobre a instituição. Estão fazendo mal à instituição, não querem a venda.”

A preferência pelo Maracanã e a defesa do trabalho de Felipe

Questionado sobre a possibilidade de mandar jogos futuros no Maracanã, o mandatário explicou que a tendência atende a um pleito logístico e técnico do grupo:

“Tem, se não tiver nenhum problema contratual que possa surgir no meio do caminho, a gente tem direito a alguns jogos e a possibilidade existe. E, até pela sensibilidade, como eu já falei, de vestiário, jogadores, comissão técnica, hoje a tendência é que seja mais Maracanã do que São Januário.”

Pedrinho também saiu em defesa do diretor Felipe, alvo de críticas de setores da torcida, detalhando a rotina de trabalho do ex-jogador e lamentando campanhas de desgaste pessoal:

“Felipe é uma pessoa mais calada e, por isso, de repente, as pessoas ficam: ‘O que o Felipe faz?’ O Felipe é o primeiro a chegar, um dos últimos a sair. O Felipe tem uma avaliação técnica dentro de um processo de avaliação de atletas. Ele sabe qual é o DNA do Vasco, sabe o que o time precisa. É a conversa com o treinador, conversa com o scout, avalia os jogadores, passa para o Admar para o Admar fazer a negociação. Existe todo um processo ali.”

“E essa rejeição pelo Felipe aconteceu por causa de um atleta que eu já falei, que foi o Capasso. É por um problema com um youtuber, que eu não vou citar o nome, em respeito, em preservar também a pessoa, porque a questão não é pessoal. A questão é sobre o tema. E, por isso, o Felipe criou uma rejeição. E esqueceram que o Felipe deixou o pai falecido, o irmão falecido no dia, e criaram que o Felipe não faz nada, que o Felipe está ali, ganha dinheiro, que é esquema. É muito fácil isso.”

O peso emocional e a busca por estabilidade institucional

O presidente abriu o coração sobre o impacto pessoal de gerir o clube em meio a turbulências políticas, ressaltando que sua prioridade absoluta permanece sendo a preservação da instituição:

“Com relação a mim, especificamente, quando ganho, eu sou o melhor, e quando perco, eu sou o pior. Eu sei que eu não sou o melhor e nem é minha intenção ser o melhor presidente da história. E também ninguém gosta de ser o pior em nada. Eu também não gosto. Eu também sofro. Primeiro, eu sofro pela instituição, de viver um momento desportivo ruim. Segundo, eu sei de toda a transformação que aconteceu no clube, toda a transformação que aconteceu no clube. E se isso um dia vai ter reconhecimento, não sei. Não sei. Eu não estou preocupado se as pessoas vão falar: ‘Porra, isso tudo começou com o Pedrinho lá atrás’. Eu não estou preocupado com isso. Eu só quero que as pessoas deixem o Vasco seguir o seu caminho.”

“O insucesso desportivo, que é responsabilidade minha, é o que eles precisam para criar esse tumulto todo. Então, assim, eu só peço que não precisa pensar em mim, nos meus bens, não, porque virou o pessoal. Eu quero que pense na instituição. Deixem o Vasco em paz. Deixem o Vasco seguir o seu caminho. Só isso. Deixem o Vasco seguir o seu caminho.”

“Com relação a ser criticado, machuca, porque o primeiro que eu sou vascaíno, pô, e eu estou fazendo o meu melhor. E o que me machuca é que o meu melhor, às vezes, não está sendo o suficiente. O que me resta é trabalhar ainda mais, me dedicar ainda mais para tirar o Vasco dessa situação. E é isso que eu vou fazer.”

Por fim, o mandatário alertou que a falta de celeridade na injeção de capital via empréstimo coloca em risco a estabilidade de todo o plano de reestruturação judicial:

“Críticas. Estão comprometidas, estão comprometidas. Um dos objetivos (de quem tenta atrapalhar o Vasco) é esse: comprometer o plano de recuperação judicial, porque causa um caos danado, causa um caos pessoal, como eu já falei, que fui ameaçado, mas, o mais importante de tudo, um caos institucional. Eu estou preocupado com a instituição. Eu estou preocupado com o Vasco da Gama, que era com isso que eles deveriam estar preocupados, independente de qualquer problema pessoal.”

“Ele está preocupado com o Vasco. Por isso, eu peço que a juíza olhe, escute bem o que o gatekeeper falou, o que o AJ falou, o que o watchdog falou, com tudo o que está sendo feito e reestruturado dentro da instituição, e que o mais rápido possível a gente possa abrir o processo de venda, porque isso de competitividade acaba com todos os problemas.”

+ Siga as redes sociais do Papo na Colina: ThreadBlueskyTwitterFacebookInstagramYoutubeTiktok e Google News.

Saiba mais sobre o veículo