A reviravolta que poderá acontecer, o presidente despistando e a estratégia para salvar negócio com o Vasco | OneFootball

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JB Filho Repórter

·14 de agosto de 2026

A reviravolta que poderá acontecer, o presidente despistando e a estratégia para salvar negócio com o Vasco

Imagem do artigo:A reviravolta que poderá acontecer, o presidente despistando e a estratégia para salvar negócio com o Vasco
  • O Internacional continua trabalhando para reforçar o ataque, mas as principais opções do mercado seguem cercadas de dificuldades. Niclass Eliasson está praticamente acertado e chega para oferecer velocidade, principalmente pelo lado direito, enquanto a direção ainda tenta encontrar um centroavante de referência. Alex Arce continua sendo o grande desejo, mas a negociação com o Independiente Rivadavia ficou ainda mais complicada. Ao mesmo tempo, Cédric Bakambu não está definitivamente descartado, apesar de o clube ter anunciado oficialmente o encerramento das tratativas.
  • Eliasson é justamente o reforço que mais combina com o atual modelo de jogo de Paulo Pezzolano. O sueco-brasileiro, canhoto que atua pela direita, é um jogador de velocidade, capaz de jogar aberto, puxar contra-ataques e levar a bola rapidamente da defesa para o ataque. Abel Braga, inclusive, demonstrou estar bastante impressionado com a capacidade do atacante de cruzar a bola, tratando os cruzamentos quase como passes. É uma característica que faz sentido para um Inter que passou a jogar muito mais reativo, buscando espaço para acelerar quando recupera a posse.
  • O problema agora é encontrar alguém para completar esse ataque. O Inter quer um jogador mais posicionado, capaz de fazer gols e ocupar a área, e é aí que entra Alex Arce. Só que a situação do paraguaio ficou bastante complicada. O presidente do Independiente Rivadavia, Daniel Vila, chegou a dizer publicamente que a negociação era impossível e que o negócio não aconteceria. A declaração precisa ser entendida dentro do contexto: o clube argentino está às vésperas de uma decisão histórica contra o Fluminense pela Libertadores e não vai admitir publicamente que está disposto a vender seu principal goleador antes de uma partida desse tamanho.
  • O Inter já sabe quanto precisaria gastar para tirar Arce da Argentina, com os valores girando entre US$ 3 milhões e US$ 3,5 milhões. Isso representa algo próximo de R$ 16 milhões a R$ 18 milhões. Só que, neste momento, o problema não é simplesmente ter ou não o dinheiro. O Rivadavia quer terminar sua participação na Libertadores antes de discutir qualquer transferência, e o calendário joga contra o Internacional.
  • Se os argentinos forem eliminados pelo Fluminense, a situação pode mudar rapidamente. Aí existe a possibilidade de o clube abrir conversa e liberar Arce. Mas, se avançar às quartas de final, o cenário fica praticamente inviável, porque os jogos da próxima fase podem acontecer depois do fechamento da janela brasileira. Nesse caso, o Rivadavia teria todo o interesse em manter o artilheiro durante a competição. O Inter, portanto, precisa trabalhar contra o relógio e, ao mesmo tempo, torcer por uma eliminação argentina.
  • Por isso a direção colorada já admite que existe um plano B. E esse plano passa por Cédric Bakambu. O centroavante de 35 anos teve sua negociação oficialmente encerrada pelo Inter, mas agora já se sabe que a saída foi muito mais uma decisão estratégica do clube do que uma desistência definitiva. Segundo informações de bastidor, jogador e empresário teriam alterado repetidamente as condições que já haviam sido acertadas, até que o Inter decidiu interromper a negociação.
  • Só que existe uma porta aberta para uma retomada. Caso Bakambu e seu estafe aceitem novamente os termos que estavam sobre a mesa, o negócio pode ser reaberto. O jogador receberia algo na faixa de R$ 600 mil mensais, com uma discussão importante em relação ao tempo de contrato. O Inter queria limitar o vínculo, enquanto o atacante desejava dois anos. Para um jogador de 35 anos, essa diferença pesa bastante na hora de montar a operação.
  • Ou seja, o cenário do ataque colorado é bastante claro: Eliasson está praticamente resolvido, Arce é a prioridade, mas depende diretamente do futuro do Rivadavia na Libertadores, e Bakambu permanece como uma alternativa caso o clube não consiga chegar ao principal alvo. A direção garante que existe um plano B, embora ainda não tenha revelado outro nome além dessas possibilidades.
  • Enquanto isso, uma outra situação que chama atenção é a de Denis Marfo. O volante ganês, que também passou a ser utilizado como lateral-direito nas categorias de base, terá seu empréstimo renovado pelo Internacional por um período curto. O clube quer observá-lo melhor antes de decidir se vale a pena exercer uma compra que poderia custar perto de R$ 3 milhões.
  • O Grêmio chegou a demonstrar interesse no jogador, mas Marfo teria optado pela permanência no Inter justamente por já estar adaptado ao clube e ao ambiente. A direção colorada, por sua vez, entende que ainda é cedo para investir definitivamente em um atleta que teve pouco tempo de observação e que sofreu uma lesão quando foi testado no Gauchão. A estratégia é simples: renovar o empréstimo, observar mais e só depois decidir.
  • E existe ainda uma questão financeira que pode influenciar diretamente o mercado colorado: o Vasco deve cerca de R$ 21 milhões ao Internacional por negociações envolvendo David e Zé Gabriel. O problema é que o clube carioca entrou em recuperação judicial, o que muda completamente a forma como essa dívida será paga.
  • A expectativa interna é de que o recebimento possa se estender por muitos anos, chegando potencialmente a duas décadas. Em vez de receber os valores imediatamente, o Inter terá de seguir o plano de recuperação do Vasco e aguardar os pagamentos previstos. É mais uma situação que mostra como o clube precisa fazer contas para encontrar dinheiro em um momento em que o caixa está extremamente pressionado.
  • Mas existe uma alternativa: transformar a dívida em jogadores. O próprio Inter já fez isso anteriormente com Bruno Gomes, quando recebeu o atleta do Vasco e abateu parte do valor que o clube carioca devia. Portanto, não seria surpresa se algo semelhante acontecesse novamente. Em vez de esperar anos para receber o dinheiro, o Inter pode tentar negociar algum jogador e descontar esse valor da dívida.
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