Calciopédia
·10 de setembro de 2026
A Roma resistiu ao Fenerbahçe na Turquia e segurou empate na Champions League

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·10 de setembro de 2026

Na partida que marcou sua volta à Champions League depois de uma ausência de sete anos, Roma deixou Istambul com um empate por 1 a 1 diante do Fenerbahçe, que não jogava o torneio desde 2008. No estádio Sükrü Saracoglu, tivemos uma partida na qual os giallorossi alternaram bons e maus momentos. O time turco começou melhor, pressionou nos primeiros minutos e criou algumas oportunidades, mas a equipe italiana conseguiu equilibrar o jogo e abriu o placar ainda no primeiro tempo. Depois do intervalo, porém, sofreu o empate cedo e sofreu para segurar o resultado.
O Fenerbahçe foi mais perigoso no começo. Aktürkoğlu, Elmaz e Greenwood apareceram nas primeiras investidas e exigiram a atenção de Svilar. A Roma demorou a sair da pressão, mas encontrou mais espaço conforme o jogo avançou e passou a explorar melhor as transições. Dybala foi importante nesse processo. Aos 21 minutos, recebeu de Koné e obrigou Ederson a fazer uma boa defesa. A partir dali, a Loba conseguiu aproximar mais o meio-campo do ataque, com o francês e o argentino se juntando a Malen nas principais construções ofensivas.
A vantagem veio aos 39 minutos. Malen encontrou Cristante, que apareceu de fora da área e acertou o canto inferior esquerdo para fazer 1 a 0. A Roma havia sobrevivido ao início mais forte do Fenerbahçe e chegava ao intervalo na frente, de maneira merecida. Mesmo sem ter imposto seu futebol na etapa inicial, marcou bem e controlou o jogo mesmo sem domínio territorial.
No fim do primeiro tempo, o capitão Cristante abriu o placar para os giallorossi (Arquivo/AS Roma)
O problema foi que a vantagem durou pouco no segundo tempo. Aos 48 minutos, Greenwood lançou Brown em profundidade, e o lateral entrou na área como um centroavante para finalizar de esquerda, na saída de Svilar e empatar a partida. O gol devolveu confiança ao Fenerbahçe. Aos 52 minutos, Muriqi e Elmaz tiveram boas oportunidades. O kosovar, ex-Lazio, chegou a ficar cara a cara com Svilar, que foi bem no lance. Já a Roma perdeu fôlego pouco depois, quando Koné – lesionado – foi substituído por Pisilli.
Mesmo sob pressão, os italianos continuaram procurando o segundo gol. Aos 60 minutos, Wesley avançou pela esquerda e cruzou para Soulé, que cabeceou para fora. O jogo ficou mais aberto, com as duas equipes encontrando espaços. Greenwood voltou a ameaçar para os donos da casa, enquanto Malen teve uma boa chance aos 67, após passe de Soulé.
Dybala apareceu cada vez mais nos minutos seguintes. Aos 68, caiu na área, mas o VAR revisou a jogada e assinalou a falta próxima à risca. Pouco depois, o argentino encontrou Malen, que teve duas finalizações bloqueadas. Aos 76, foi a vez de La Joya finalizar pelo lado direito da área e obrigar o brasileiro Ederson a fazer mais uma defesa.
Em seguida, o Fenerbahçe teve oportunidade cristalina. Lukaku, ex-Roma, substituiu Muriqi e deixou na medida para Aydin, que entrara no lugar de Aktürkoglu no mesmo momento, dois minutos antes. O turco, entretanto, não aproveitou a cochilada de Rensch por méritos de Svilar – novamente. Logo depois, aos 74, Gian Piero Gasperini alterou três peças de uma vez só –Mora, Molina e Balerdi entraram nos lugares de Rensch, Soulé e Mancini.
O Fenerbahçe endureceu a partida, principalmente depois do intervalo, e obrigou os italianos a acionarem “modo sobrevivência” (Arquivo/AS Roma)
Mais tarde, já aos 87, De Roon entrou no lugar de Malen, já em um momento no qual o Fenerbahçe aumentava a pressão. Gasperini se acautelava, visto que, um minuto antes, os turcos chegaram muito perto da virada. Depois de uma bola parada, Aké cabeceou no travessão. Foi a melhor oportunidade do Fener desde o empate. Depois disso, a Roma conseguiu manter a bola mais longe de sua área e segurou o placar.
O empate deu à Roma um ponto fora de casa em uma partida na qual teve condições de vencer, mas também passou por momentos de perigo. A equipe conseguiu suportar a pressão inicial do Fenerbahçe, construiu uma vantagem e criou oportunidades depois do empate, mas também dependeu muito de Svilar para resistir. Dybala foi novamente o jogador mais influente na construção das jogadas ofensivas. Cristante traduziu o melhor momento da Loba em um belo gol, enquanto Malen participou bastante das ações de ataque, tanto na assistência quanto nas oportunidades que teve para marcar.
No fim, o 1 a 1 foi o retrato do equilíbrio de uma partida que teve períodos distintos para os dois lados. Para a Roma, fica o ponto conquistado em um campo difícil e a sensação de que a vitória esteve ao alcance, especialmente pelas chances criadas depois do empate. O Fenerbahçe, por sua vez, viu o técnico Ismail Kartal se demitir após a estreia. Na próxima rodada, os italianos recebem o Real Madrid, ao passo que os turcos visitam o Aston Villa.







































