Gazeta Esportiva.com
·15 de janeiro de 2026
Abel cita filosofia e desafios do Palmeiras no mercado e vê “concorrência forte” no Brasil

In partnership with
Yahoo sportsGazeta Esportiva.com
·15 de janeiro de 2026

Em busca de reforços para encorpar o elenco do técnico Abel Ferreira, o Palmeiras está atento ao mercado da bola desde o início da janela. Diversos nomes são especulados, mas o clube acertou apenas uma contratação até o momento: o volante Marlon Freitas.
A chegada de Marlon Freitas, capitão do Botafogo, foi vista pelo Palmeiras como uma oportunidade de mercado. O técnico Abel Ferreira reconheceu uma preferência pessoal por jogadores que já estão adaptados ao futebol brasileiro, mas admitiu a competitividade e a forte concorrência nas negociações.
“Da minha boca, eu gosto dos jogadores brasileiros, que são adaptados ao Campeonato Brasileiro. Gosto de buscar jogadores daqui, mas hoje está muito difícil. O Cruzeiro é uma equipe que está se reforçando muito, com poderio financeiro, o Santos foi buscar o Gabigol. Mas vocês têm que entender que o futebol brasileiro, com as equipes, estão cada vez mais fechadas, com mais recursos. As SAFs trouxeram investidores, e outros têm o dinheiro próprio. A concorrência está forte, porque os times têm poder econômico e outros podem dizer que não irão vender. Isso é demonstrativo do que é o Campeonato Brasileiro. Em termos de competitividade, está entre os melhores do mundo. Esse jogador [Marlon Freitas] foi a chamada oportunidade de mercado”, apontou Abel.
Seguindo a linha de raciocínio, o treinador palmeirense citou a aposta do Palmeiras em jogadores da base, que já estão acostumados com o dia a dia e entendem a grandeza do clube. Ele não citou um perfil de contratações, mas sim uma filosofia a ser seguida.
“Sabem que o treinador não escolhe A, B ou C, dá perfil do que quer para cada posição, não só físico, técnico e tático, mas dá tipo de jogador que é capaz de jogar no Palmeiras e que, se jogar mal, vai ter 40 mil torcedores em cima dele. As pessoas não têm muita paciência. Alguns chegam aqui e têm que ser amassados para entender a história do clube e a exigência quando ganham ou perdem. Isso não se ensina ao jogadores que vêm de fora e não conhecem a realidade do Palmeiras. Talvez seja mais fácil apostar em um jogador da base que conhece a realidade, que treina conosco, que joga no Allianz. O Palmeiras não tem um só perfil, mas tem uma filosofia, que é bastante diferente. Basta olhar para a média de idade de equipes como Cruzeiro e Flamengo. Competimos pelo mesmo objetivo, mas com filosofias completamente diferentes”, explicou.
O Palmeiras perdeu uma peça importante no meio-campo ainda no fim do ano passado — o volante Aníbal Moreno foi negociado com o River Plate. O clube também começou a temporada sem Lucas Evangelista, que se recupera de cirurgia na coxa direita.
Já na vitória por 1 a 0 sobre o Santos, na última quarta-feira, Andreas Pereira virou preocupação no Palmeiras. O camisa 8 caiu de mau jeito após uma falta e machucou o ombro esquerdo na queda. Ele precisou ser substituído ainda nos primeiros minutos de jogo.
Com isso, Abel foi questionado sobre a possível necessidade de um novo volante, mas deixou claro que quer dar espaço à base, em especial ao jovem Luís Pacheco. Ele entrou no segundo tempo do clássico contra o Santos e correspondeu.
“Eu, se contratar outro volante, esse Luis [Pacheco], que vocês viram hoje, vai ficar fechado o lugar para ele. É um jogador com muito potencial que pode nos render no presente e no futuro. São essas coisas que temos que pensar no clube. E se contratarmos um volante? Podemos contratar, mas as coisas não funcionam assim no Palmeiras. Não é da emoção, é da razão. É do equilíbrio, da responsabilidade, e não vamos tapar lugares de outros jogadores que acreditamos que podem render, seja financeira ou esportivamente”, avaliou o comandante.
“Em alguns momentos, o Palmeiras vai ter que vender. O Palmeiras, todos os anos, tem que formar, apostar na base, vender para investir e continuar competitivo. É um ciclo, uma roda que não pode parar. A mim me cabe apresentar resultados e entrar nessa engrenagem”, complementou.
Por fim, Abel também adiantou que o Palmeiras não deve ir ao mercado em busca de um novo goleiro após a saída de Weverton. A tendência é que Carlos Miguel, Lomba e Aranha, jovem da base, sejam os três jogadores da posição na equipe principal.
“Em relação aos goleiros, temos outras prioridades. Tivemos com dois goleiros, o Lomba e o Weverton por muito tempo, mas a verdade é que já pensamos e preparamos isso antes de uma possível saída. Ele tem 38 anos, com um potencial tremendo, ainda vai jogar mais 4 ou 5 anos, e temos o Carlos Miguel, que era uma aposta que nossa presidente fez, de 28 anos. Seria uma questão de tempo. Nossa presidente e o Barros falam melhor sobre esse assunto. É uma posição que estávamos bem servidos. Saiu o Weverton, e o Aranha vai ser a nossa terceira opção”, concluiu Abel.









































