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·06 de agosto de 2026

Abel crava o critério da disputa no ataque do Palmeiras: “Joga quem tem rendimento”

Imagem do artigo:Abel crava o critério da disputa no ataque do Palmeiras: “Joga quem tem rendimento”

Abel Ferreira foi questionado, na coletiva após a derrota por 3 a 2 para o Fortaleza na Arena Pantanal, sobre como administra a boa fase simultânea dos atacantes do PalmeirasFlaco López como artilheiro do clube na temporada, Ramón Sosa com quatro gols nos últimos quatro jogos e Jhon Arias em sequência goleadora. A resposta não deixou margem.

“Para mim é muito fácil. Há regras e elas são muito claras. É rendimento”, disse o treinador. “O que cada um de vocês vê, eu também vejo. A vantagem que eu tenho é que eu ainda vejo mais que vocês, é que eu vejo nos treinos. E depois é fácil: é os jogadores que estão melhor, que têm mais rendimento, são os que jogam.”


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Na sequência, o português foi além e cutucou uma expressão do futebol brasileiro. “Na minha equipa nunca jogou o nome, nem o estatuto”, afirmou, antes de procurar a palavra: “nem a, como é que vocês chamam aqui? Os medalhões”. E concluiu: “Joga quem tem rendimento. Portanto, para mim é muito fácil de gerir”.

Na minha equipa nunca jogou o nome, nem o estatuto. Joga quem tem rendimento. Portanto, para mim é muito fácil de gerir

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras

Os três objetivos do jogo, e o que ficou de fora

O critério do rendimento se liga ao que Abel apresentou como o plano da noite. “É verdade que tínhamos três objetivos para este jogo. O primeiro era ganhar, o segundo era rodar o elenco e o terceiro era ver com que nível de forma estão uns jogadores e outros”, explicou. No fim, admitiu: “Dos três objetivos que eu tracei para este jogo, consegui dois deles, e o principal, que era ganhar o jogo, eu não consegui”.

O treinador puxou a responsabilidade para si mais de uma vez. “Olha, para ser muito sincero, acho que a responsabilidade é do treinador”, respondeu logo na primeira pergunta, ao ser questionado se o elenco entrou em campo de salto alto. “Acho que não tive arte nem engenho para os mobilizar.” Sobre a atuação, foi direto: “Hoje nós não entramos com a nossa máquina competitiva ligada. Demos muito espaço ao adversário”.

Quando um repórter sugeriu o calor de Cuiabá como fator, Abel recusou a saída: “Estava calor para os dois. Portanto, sem desculpas. A responsabilidade é minha”. Ele também disse ter pedido desculpas à torcida que viajou, e reconheceu o limite da escalação: “Se me perguntas, este é o meu melhor 11 neste momento, se calhar não é. Neste momento não é o nosso melhor 11, mas é um 11 suficiente”.

A defesa de Riquelme e o elogio a Arias

O trecho mais longo da entrevista foi dedicado a proteger um garoto. Ao ser perguntado sobre a entrada de Jhon Arias, Abel começou por outro nome: “Eu para falar do Arias tenho que falar do Riquelme“.

“É verdade que o Riquelme hoje se calhar não fez o melhor jogo dele, mas eu tenho que vos lembrar, a vocês, porque são os que amanhã se calhar vão dar uma outra crítica, que em casa com o Juventude foi ele que entrou e que nos ajudou a resolver o jogo. E eu não me esqueço disso, eu não tenho memória curta”, disse. Para o treinador, o jogador “é avaliado pela última performance. É assim que ele é avaliado para a crítica. Mas para mim não é”.

Abel ainda rejeitou o vocabulário da pergunta que falava em dar oportunidades: “Eu não dou oportunidades a ninguém. Eles trabalham para merecer essas oportunidades”. E explicou a troca pelo repertório: “Troquei o Riquelme, que tem 20 anos, e meti o Arias, que tem 26 ou 27. Tem Mundial nas costas, tem Fluminense nas costas, tem futebol brasileiro nas costas”. Sobre o colombiano, cravou: “O Arias é aquele jogador que faz qualquer treinador melhor”.

Ele também elogiou Arthur, que não jogava havia muito tempo e “fez um jogo também muito positivo”, e lembrou que o setor esquerdo foi montado com garotos: “Se vocês olharem para aquele lado esquerdo, tínhamos ali a equipa de sub-20 a jogar”. Segundo o treinador, entraram em campo “sete ou oito jogadores da base”.

Os desfalques citados por Abel

O treinador lembrou que o Palmeiras tem Bruno Fuchs, Gustavo Gómez e Alexander Barboza fora, o que reduziu as opções na defesa e levou a escalação a recorrer à base pelo lado esquerdo.

O Palmeiras avançou às quartas de final com o agregado de 5 a 3 e só conhecerá o próximo adversário em novo sorteio da CBF.

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