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·07 de setembro de 2026

Abel reclama dos três microfones ao lado do banco: 'Estamos no Big Brother?'

Imagem do artigo:Abel reclama dos três microfones ao lado do banco: 'Estamos no Big Brother?'

A parte mais longa da coletiva de Abel Ferreira depois do 0 a 0 com o Botafogo não foi sobre o jogo. Foi sobre o que estava instalado ao lado dele durante os 90 minutos. O treinador repetiu o número cinco vezes: eram três microfones perto da área técnica do Palmeiras, no Estádio Nilton Santos.

Ele disse ter percebido a montagem como uma espera — a de que ele voltasse a se exaltar, uma semana depois de ser punido pelo STJD por chutar um microfone. “Foi feito de propósito”, afirmou, antes de resumir a própria noite: “desta vez consegui controlar os demónios que tenho dentro de mim”.


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Vocês veem algum microfone na Liga dos Campeões? Vocês veem algum microfone no campeonato mundial de clubes? Pois não veem. Por que é que aqui tem? O que é que vocês estão ali à espera de apanhar? É Big Brother? Estamos no Big Brother?

Abel Ferreira, na coletiva após Botafogo 0 x 0 Palmeiras

Os três lances que ele diz ter engolido

Para sustentar o argumento, o treinador listou os momentos em que, na avaliação dele, teria reclamado — e não reclamou. Em todos, repetiu a mesma frase: “três microfones e eu segurei-me”.

Os lances que Abel apontou na coletiva

  1. 1 A falta de Marçal em Andreas Pereira Aos 24 minutos do primeiro tempo, o lateral derrubou o meia na entrada da área. Abel aplicou os critérios de distância, domínio, defensor e direção e concluiu que era expulsão. O árbitro deu amarelo.
  2. 2 A entrada de Nahuel Ferraresi O treinador afirmou que o zagueiro acertou uma entrada de sola em Andreas Pereira e que o lance pedia cartão. A súmula não registra nenhuma advertência a Ferraresi na partida.
  3. 3 A expulsão de Barboza Nos acréscimos, o zagueiro alviverde recebeu o segundo amarelo por deixar o braço no rosto de um adversário em disputa. Abel disse não saber se houve toque e questionou a diferença de critério entre esse lance e o de Marçal.

A cobrança é de critério, não de resultado

O ponto que Abel repetiu ao longo de toda a resposta foi a igualdade de critério, e ele o estendeu do campo ao tribunal: “a única coisa que eu peço é: se a lei existe, ela tem que ser igual para todos”. Sobre a comparação entre os dois lances de zaga, foi explícito — o critério usado para expulsar Barboza deveria ser o mesmo aplicado a Marçal.

Sobre o próprio processo, o treinador disse acreditar na absolvição e detalhou o que considera a incoerência da punição: o árbitro tomou ciência do que ele havia feito e escolheu não atuar em campo, e mesmo assim a pena saiu de zero para um e depois para dois jogos. Ele obteve efeito suspensivo nesta semana e por isso comandou a equipe no Rio, mas a punição não foi anulada.

No fim, sobrou autocrítica. Abel afirmou que não vai mudar a própria essência, que é competitivo e odeia perder, e assumiu a conta do empate: disse que o treinador do Palmeiras não foi suficientemente bom para ajudar os jogadores e que vai continuar trabalhando.

A entrevista completa está na coletiva de Abel Ferreira após o empate no Rio, e o resultado da partida, no pós-jogo do 0 a 0 no Nilton Santos.

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