Abel vê Palmeiras como protagonista, mas lamenta falta de agressividade e gols perdidos: “O futebol penaliza” | OneFootball

Abel vê Palmeiras como protagonista, mas lamenta falta de agressividade e gols perdidos: “O futebol penaliza”

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Vice-líder do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras pode ver a briga pelo título ficar um pouco mais difícil. Neste sábado, o Verdão perdeu por 2 a 1 para o Corinthians, fora de casa, pela 22ª rodada. O técnico Abel Ferreira, porém, afirmou que o seu time não merecia a derrota.

Na visão do português, o Verdão foi o protagonista do clássico, mas faltou agressividade para os seus jogadores em momentos chaves, algo que não pode acontecer em um Derby.

“A primeira parte foi muito equilibrada, sofremos um gol em um lançamento do nosso rival, uma coisa que não pode acontecer em um Derby. Você tem que ter agressividade nos duelos. É muito fácil identificar que nestes jogos as divididas são fundamentais para ganharmos e não pode sofrer um gol desta maneira. Mas a equipe manteve a serenidade, a tranquilidade e continuou a impor o seu jogo. Acabamos chegando ao empate com toda a justiça porque assumimos esse risco e mesmo após fazer o gol temos uma situação com o Dudu que podia virar”, disse.

“Na segunda parte, antes do nosso rival fazer um belo gol, nós tivemos quatro oportunidades para poder fazer o gol. O futebol penaliza muito a quem não faz gols, portanto não adianta dizer que fizemos um jogo bem conseguido, que arrematamos mais que nosso adversário porque no final o nosso adversário ganhou três pontos e nós não. Na minha opinião o Palmeiras, assumiu o jogo, foi o protagonista, mas os números valem o que valem, o que conta no final é o resultado”, completou.

O comandante ainda explicou o porque decidiu escalar três zagueiros na Neo Química Arena. Nos últimos jogos, ele vinha utilizando uma linha de quatro defensores.

“Se vocês repararem nós deixamos três jogadores para a transição: Renan, Luan e Gomez. Três são mais que suficientes e as equipas normalmente deixam dois zagueiros e um volante. Há uma coisa que chama agressividade competitiva, que chama casca, experiência, e ela só se vê jogando. Portanto, em um lance por exemplo do fora de jogo do nosso rival (gol anulado) ele pode ser matado ao nascer. É fazer falta. Nós temos uma regra que após a perda da bola temos que fazer falta, temos que ser agressivos e fazer falta para matar a transição do nosso adversário. Portanto não tem a ver com jogar com os cinco ou se jogar com dois volantes. Nós jogamos com três. Temos que acrescer na frente, no momento da perda de bola, aí temos que ser fortes, temos que matar as transições dos nossos adversários. O jogo acaba resolvido em numa ação individual de um jogador”, analisou.

Por fim, Abel também aproveitou para destacar o sistema defensivo do Corinthians. Na opinião do técnico, a tática adotada por Sylvinho dificultou as ações ofensivas do Palmeiras.

“Nosso adversário rival fez uma coisa muito bem que foi estar sempre atrás da linha da bola, um bloco bem compacto e ver sempre os rivais de frente. Quando se fecha bem e vê o seu rival de frente, os passes não existem”, finalizou.

Com a derrota, o Palmeiras estacionou nos 38 pontos, na vice-liderança do Brasileirão. Agora, o time muda a chave para a Libertadores, já que nesta terça-feira encara o Atlético-MG, pela volta das semifinais do torneio.

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