Esporte News Mundo
·19 de julho de 2026
Agentes pressionam por mudança no fair play financeiro após atrasos do Flamengo

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·19 de julho de 2026

A Associação Brasileira de Agentes de Futebol (Abaf) intensificou o movimento para que empresários passem a integrar o Sistema de Sustentabilidade Financeira do futebol brasileiro, conhecido como fair play financeiro. O pedido foi encaminhado ao presidente da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), Caio Resende, e ganhou força após a reprogramação de pagamentos de comissões anunciada pelo Flamengo.
Segundo informações divulgadas pelo ge, o documento é assinado pelo presidente da Abaf, Jorge Moraes, e conta com o apoio de 41 agentes de futebol. No texto, a entidade utiliza o caso do Flamengo como exemplo para defender a inclusão dos empresários entre os credores que podem acionar diretamente a Anresf em casos de inadimplência.
A carta destaca que a situação chama atenção pelo perfil financeiro do clube carioca. De acordo com a manifestação, o episódio é considerado ainda mais relevante por envolver uma equipe reconhecida como uma das mais sólidas economicamente no futebol brasileiro.
Atualmente, quando um clube deixa de pagar valores referentes a comissões, os agentes podem recorrer à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF ou buscar a Justiça Comum. Caso a proposta da Abaf seja aceita, os empresários também poderão registrar essas pendências junto à Anresf, mecanismo que prevê punições esportivas para clubes que descumprirem regras financeiras.
Nos últimos dias, o departamento de negociações e contratos do Flamengo enviou comunicados a empresários informando a necessidade de revisar o calendário de pagamentos das comissões previstas para este ano.
Em um dos e-mails obtidos pelo ge, o clube afirma ter identificado a necessidade de renegociar e reprogramar pagamentos de comissões acordadas até o fim de 2026. Em outra mensagem, o Flamengo informa que os valores pendentes deste ano serão transferidos para 2027, sem detalhar um novo cronograma para a quitação das obrigações.
Segundo a reportagem, o clube adota como prática o pagamento de 7% do valor das negociações a título de comissão para intermediários.







































