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·29 de julho de 2026

Alemanha mira sediar a Copa do Mundo de 2038 ou 2042

Imagem do artigo:Alemanha mira sediar a Copa do Mundo de 2038 ou 2042

A Alemanha deu o primeiro passo para tentar voltar a receber uma Copa do Mundo. De acordo com Axel Hellmann, CEO do Eintracht Frankfurt e integrante da diretoria da Federação Alemã de Futebol (DFB), o país trabalha com a possibilidade de lançar uma candidatura para sediar o Mundial de 2038 ou 2042.

Anfitriã das edições de 1974 e 2006, a Alemanha acredita que reúne todas as condições para organizar novamente o principal torneio do futebol mundial. Segundo Hellmann, a infraestrutura de estádios, mobilidade e rede hoteleira coloca o país em posição privilegiada para receber o evento.


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“Adoraríamos, e existe uma iniciativa de Neuendorf e da DFB para concorrer em 2042, talvez 2038. Depende das normas da Fifa”, afirmou Hellmann ao The Athletic. “A Alemanha tem a infraestrutura de estádios, de mobilidade e hoteleira. Todos os jogos terão ingressos esgotados. Será um sucesso.”

O presidente da DFB, Bernd Neuendorf, é um dos principais defensores da candidatura, embora exista preocupação com os altos preços dos ingressos cobrados pela Fifa na Copa do Mundo de 2026.

Rodízio pode dificultar candidatura

O principal obstáculo para a Alemanha é a política de rodízio continental adotada pela Fifa. A Copa de 2030 será disputada em países da Europa, África e América do Sul, enquanto a Arábia Saudita receberá a edição de 2034. Em tese, isso reduziria as chances de um país europeu ser escolhido para 2038.

Apesar disso, Hellmann acredita que o formato excepcional da Copa de 2030, distribuída por três continentes, pode abrir espaço para uma flexibilização das regras.

“Há espaço para uma candidatura em 2038, mas estou bastante certo de que em 2042 temos ótimas chances de realizar uma campanha bem-sucedida.”

Os Estados Unidos, que receberam a Copa de 2026 ao lado de Canadá e México, também já manifestaram interesse em sediar novamente o torneio em 2038.

Fifa vive pressão internacional

O movimento da Alemanha ocorre em um momento delicado para a Fifa. A entidade comandada por Gianni Infantino enfrenta forte resistência ao projeto de criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), empresa avaliada em US$ 20 bilhõesque administraria as competições da entidade. O plano prevê a venda de 20% da companhia, equivalente a cerca de US$ 4 bilhões, para investidores privados.

A proposta gerou críticas de diversas entidades do futebol mundial, que alegam falta de transparência e ausência de consultas antes do anúncio oficial.

A Associação de Futebol da Inglaterra (FA) afirmou estar “profundamente preocupada” com a iniciativa e criticou a condução do processo. Já a Uefa classificou o projeto como uma medida que “ultrapassa uma linha que as instituições do futebol jamais deveriam cruzar”, afirmando que “a alma e a governança do futebol não são ativos para serem comercializados”.

A oposição também ganhou força fora da Europa. A Concacaf declarou que tomou conhecimento da proposta apenas por meio da imprensa e manifestou “profunda preocupação com a falta do devido processo”. A entidade afirmou que um projeto dessa dimensão deveria ter sido discutido previamente com os órgãos de governança e destacou que todas as decisões precisam ser pautadas pela boa governança, processos sólidos e compromisso de longo prazo com o esporte.

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) adotou posição semelhante. Em comunicado, afirmou estar decepcionada por não ter sido consultada antes da divulgação pública da proposta e defendeu que mudanças capazes de alterar o futuro comercial e financeiro do futebol mundial precisam ser debatidas com transparência, ampla consulta e tempo suficiente para análise por parte das confederações, federações nacionais e demais envolvidos.

Com os posicionamentos da Uefa, Concacaf e AFC, metade das seis confederações continentais já demonstrou oposição ao projeto liderado por Gianni Infantino.

Segundo a imprensa britânica, o presidente da Fifa estabeleceu o dia 19 de setembro como prazo para que as 211 federações filiadas decidam se aderem ao projeto. A entidade promete ampliar os recursos destinados às associações que aprovarem a iniciativa, mas ainda enfrenta crescente pressão internacional por maior transparência na condução do processo.

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