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·05 de março de 2026

Alerta no Flamengo: diretor da Betano prevê fim de contratos recordes e queda no mercado

Imagem do artigo:Alerta no Flamengo: diretor da Betano prevê fim de contratos recordes e queda no mercado

O contrato de R$ 268 milhões entre Flamengo e Betano atingiu o teto do mercado e, segundo o diretor da marca, Guilherme Figueiredo, os valores recordes estão com os dias contados. Em meio à pressão no Senado contra a publicidade das bets, o executivo projeta um ajuste que reduzirá drasticamente os montantes das próximas renovações.

Para o diretor da Betano, o ciclo de crescimento desenfreado chegou ao fim. Ele projeta que o mercado passará por um ajuste técnico para retornar a patamares mais realistas. Sobre o cenário atual de renovações, o executivo foi direto:


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"Seria uma surpresa muito grande [contrato superior ao do Flamengo], acho difícil, ao menos no curto prazo. O Corinthians acabou de renovar o contrato por um valor maior, 150 milhões, e eu até parabenizei o diretor de marketing, disse que provavelmente ele fez o último grande contrato nesses valores com casas de apostas. A tendência é, sim, haver uma redução. É uma questão de ajuste de mercado."

Essa retração reflete o avanço do PL 3.563/2024, que já passou pela Comissão de Ciência e Tecnologia e agora aguarda relator na CCJ do Senado. O texto proíbe anúncios em camisas, placas de estádios, redes sociais de influenciadores e até a pré-instalação de apps em aparelhos. Se passar pela CCJ e pelo Plenário, o projeto segue para a Câmara antes da sanção presidencial.

A proposta quer extinguir as campanhas que dominam os intervalos comerciais para conter o gasto de R$ 30 bilhões mensais dos brasileiros com apostas. Com o risco de perder a vitrine que justifica o alto investimento, as bets recuam.

O cerco jurídico remove a vantagem de exclusividade na publicidade em massa. Sem poder estampar o peito da camisa no "momento em que o jogo acontece", o modelo de negócio pode passar por uma grande reformulação. Essa insegurança empurra o mercado de volta para a realidade financeira de anos anteriores.

Betano não vai sair do futebol caso projeto contra bets seja aprovado

Diferente de marcas que já passaram pelo Manto e saíram, como Samsung ou Fiat, as bets dependem do esporte para existir. O diretor reforçou que a saída dessas empresas é improvável, mas o preço a ser pago vai mudar radicalmente:

"As bets não vão sair do futebol. Samsung, LG entraram e saíram; Fiat, Chevrolet, Parmalat, Caixa. As bets não têm como sair do futebol, porque nosso core business é o futebol e o esporte. Vai ter uma redução de valores, mas a chance dessas camisas serem ocupadas por casas de apostas continua muito grande, porque as casas precisam estar no momento que o jogo acontece."

A projeção da Betano é que os valores voltem aos padrões de 2018, quando os patrocínios master giravam em torno de R$ 30 milhões. Isso representaria uma queda drástica em relação ao faturamento que o Flamengo ostenta hoje no uniforme:

"Repito, as bets vão continuar lá, vão seguir investindo e devemos ter uma média de 12 a 15 times da Série A patrocinados. Mas em valores mais próximos do que eram na realidade. Em 2018, os valores eram 25, 30 milhões de reais por ano."

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