Alessandro recebe homenagem do Corinthians antes de amistoso e destaca legado, Fernando Diniz e momento do clube | OneFootball

Alessandro recebe homenagem do Corinthians antes de amistoso e destaca legado, Fernando Diniz e momento do clube | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Central do Timão

Central do Timão

·12 de julho de 2026

Alessandro recebe homenagem do Corinthians antes de amistoso e destaca legado, Fernando Diniz e momento do clube

Imagem do artigo:Alessandro recebe homenagem do Corinthians antes de amistoso e destaca legado, Fernando Diniz e momento do clube
  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

Na tarde deste domingo (12), antes da bola rolar para o amistoso entre Corinthians e FC Cascavel, no Estádio Olímpico Regional Jacy Miguel Scanagatta, em Cascavel, no Paraná, o ex-lateral-direito Alessandro foi homenageado pelo clube. Capitão das conquistas da Conmebol Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa, ambos em 2012, o ídolo recebeu uma placa e uma camisa oficial do Timão das mãos do executivo de futebol Marcelo Paz e do gerente de futebol Júlio César.

Morador da região de Cascavel, Alessandro participou da cerimônia e concedeu entrevista, na qual agradeceu o reconhecimento do clube, comentou o trabalho da atual diretoria, avaliou o início de Fernando Diniz no comando técnico e também falou sobre o momento político vivido pelo Corinthians.


Vídeos OneFootball


Imagem do artigo:Alessandro recebe homenagem do Corinthians antes de amistoso e destaca legado, Fernando Diniz e momento do clube

Foto: Divulgação / Corinthians

Ao comentar a homenagem recebida, Alessandro afirmou que o reconhecimento representa não apenas sua trajetória, mas também a história construída por todos os profissionais que fizeram parte do ciclo vitorioso entre 2008 e 2013.

“É um prazer reencontrá-los também. Bom trabalho a vocês aí na transmissão do Cascavel e Corinthians hoje aqui no nosso Oeste Paranaense. Fico muito feliz, agradeço muito à diretoria do Corinthians, ao presidente, ao Marcelo, que é o diretor de futebol, ao Julinho, que é o gerente, que está chegando há alguns meses ao clube. Desejo muito sucesso a ele, bom trabalho sempre a todos e fica a minha gratidão pelo reconhecimento.

É sempre bacana a gente ser lembrado por aquilo que foi feito, por muitas das conquistas. Hoje eu estou aqui na minha região recebendo uma placa, recebendo uma camiseta, mas ela é de todo torcedor corinthiano, de todo atleta que pertenceu a todos aqueles grupos desde 2008 até dezembro de 2013, onde foram anos vitoriosos. Fico muito feliz, fico orgulhoso, fico muito honrado de receber essa homenagem dessa instituição que é uma das maiores do mundo.”

Na sequência, o ex-capitão foi questionado sobre a chegada de Júlio César ao departamento de futebol e destacou a capacidade do novo gerente para exercer a função.

“O Julinho é um cara inteligentíssimo, ele já vem de um excelente trabalho no Red Bull, tem experiência, tem identificação com o clube, é um cara humilde, um cara trabalhador, um cara que conhece muito o futebol e, com certeza, junto ao Marcelo e com toda a equipe de trabalho, vai conseguir tomar grandes decisões, porque o futebol é feito de decisões, você toma decisão a cada minuto.

Então eu torço muito para que eles tenham bastante conexão nas decisões e façam o melhor deles aí, porque competência e conhecimento eles têm de sobra, especialmente o Julinho.”

Durante a entrevista, Alessandro também avaliou o trabalho desenvolvido por Fernando Diniz no Corinthians e ressaltou a preparação do treinador para assumir o comando da equipe alvinegra.

“O Diniz é uma pessoa que eu conheço já desde a época de atleta. Cara, o Diniz é um profissional competente demais, um cara que se preparou. Fora o conhecimento prático que tinha como atleta, buscou também um conhecimento didático. Então a gente sabe o quanto ele estudou, o quanto buscou realmente ocupar uma posição que hoje é ser treinador do Sport Club Corinthians Paulista. E não é fácil. Essa posição é para poucos. Você precisa ter uma preparação mental e uma competência muito grandes.

Ele tem buscado fazer um grande trabalho. Não é nada fácil. A gente sabe que o clube vive uma realidade financeira difícil. Isso traz muitas dificuldades nos resultados dentro de campo. O Corinthians é um time que tem tudo para ter os melhores atletas do Brasil e do mundo e, por uma questão financeira, não consegue.

Mas fica a competência dele, fica o excelente trabalho que ele sempre faz por onde passa e a nossa torcida para que ele consiga levar o nosso Corinthians nesse segundo semestre. São muitos jogos, grandes competições e um trabalho muito árduo e muito difícil.”

Ao projetar o confronto diante do Rosario Central pelas oitavas de final da Conmebol Libertadores, Alessandro afirmou que desafios como esse fazem parte da essência do futebol.

“Essa é uma das partes mais importantes do futebol: o desafio. O futebol move a gente pelo desafio, pela dificuldade, pelo jogo difícil, pelo campo onde está o mais lotado possível, mais barulhento possível, mais adverso possível.

O esporte é coletivo, especialmente o futebol, e é feito de um detalhe muito importante. Se os atletas realmente entenderem e deixarem toda e qualquer vaidade de lado, olharem uns para os outros, entenderem que, pelo talento, pela qualidade e pela entrega, a capacidade de uma vitória fica mais próxima, eles serão capazes de fazer grandes competições, seja na Libertadores, na Copa do Brasil ou no Brasileiro.

Mas é jogo a jogo. Não adianta mirar uma das competições. Tem que já concentrar no Remo, que vai ser o primeiro jogo da retomada do Brasileiro. E o Campeonato Brasileiro, para mim, é mais difícil do que a própria Libertadores e a Copa do Brasil.”

Por fim, o ex-lateral comentou o atual cenário político do Corinthians. Alessandro afirmou que o ambiente institucional interfere diretamente no desempenho esportivo e defendeu mais estabilidade para que os profissionais possam trabalhar.

“Olha, minha última passagem, que foi de 2021 a 2023, foram três anos extremamente políticos. Talvez esse seja um ponto de mais atenção que a instituição deveria ter. Uma união política leva o futebol para um sentido de calmaria, de tranquilidade e, automaticamente, o atleta concentra só no desempenho dele.

A gente vive hoje uma outra realidade. O atleta está dentro de uma rede social, assiste a todos os programas possíveis e, cara, tudo que é falado de uma forma negativa em alguém vai chegar. Num esporte coletivo, algumas pessoas absorvem bem, outras nem tanto. E a gente precisa que os 11 elementos façam a sua parte da melhor forma possível.

Então, foram anos difíceis politicamente falando. O meu desejo é de que o clube se acalme, de que as pessoas entendam que quem está hoje ocupando uma posição importante, liderando os trabalhos, precisa ter paciência, precisa ter tempo de fazer o seu trabalho. O presidente precisa ter o tempo dele, a diretoria, a comissão técnica e, assim, sucessivamente, cada um na sua posição.

Se a gente ficar constantemente numa guerra política, só quem perde somos nós, torcedores corinthianos, porque isso vai refletir dentro de campo. Então, o meu desejo é de que as coisas se acalmem e de que a gente olhe de uma forma diferente para o futebol, para que o clube volte a conquistas importantes, mas conquistas equilibradas, e não conquistas onde, ao final delas, a gente só mascara os problemas que, na sua grande maioria, quando se conquista um título, vão para debaixo do tapete.

Mas o tempo passa rápido e os problemas, ali na frente, vão nos alcançar. Eu vivenciei muito isso e torço para que todos os profissionais que hoje estão à frente do clube tenham tranquilidade e paz para trabalhar.”

Contratado pelo Corinthians em 2008, Alessandro disputou 259 partidas pelo clube, marcou quatro gols, distribuiu 24 assistências e conquistou sete títulos oficiais: a Série B do Campeonato Brasileiro (2008), o Campeonato Paulista (2009 e 2013), a Copa do Brasil (2009), o Campeonato Brasileiro (2011), a Conmebol Libertadores (2012) e o Mundial de Clubes da Fifa (2012).

Capitão nas principais conquistas da história recente do Timão, encerrou a carreira ao fim da temporada de 2013 e permanece como um dos maiores ídolos da história alvinegra.

Saiba mais sobre o veículo