Portal dos Dragões
·18 de agosto de 2026
Alexis Guérin, vencedor da Volta a Portugal, é adepto do FC Porto: “Vi a grande equipa de 2004”

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Alexis Guérin conquistou a Volta a Portugal e partiu para França depois de celebrar o triunfo com a Anicolor-Campicarn. Aos 34 anos, o ciclista francês vive o maior êxito da carreira, alimenta uma ligação antiga ao FC Porto e aponta já a novas metas no pelotão. Sobre a vitória que perseguia, garantiu: “Foi uma honra ter conseguido vencê-la e sinto-me como se estivesse num sonho.”
O momento é de celebração e de viagem, mas também de balanço para Alexis Guérin, que deixou Portugal para estar com o filho Liam, fruto de um casamento anterior. A conquista da Volta a Portugal encerra uma obsessão assumida pelo francês e abre espaço para um desejo pessoal fora da estrada: conhecer mais de perto o clube que adoptou desde 2004.
Questionado sobre o significado de vencer a Volta a Portugal, Guérin não escondeu a dimensão emocional de uma corrida que ocupou o centro da sua preparação desde a edição anterior.
“Tudo. Desde a Volta do ano passado andei completamente concentrado na corrida deste ano. Para mim, vencer significou algo enorme, foi o concretizar de um sonho. Era uma obsessão, um dos meus principais objetivos para 2026.”, afirmou. “Vencer a Volta a Portugal representa vencer a quarta maior prova de ciclismo de estrada do mundo, a seguir a Giro, Vuelta e Volta a França. Como disse no ano passado, para mim, a Volta a Portugal é como o Tour. Foi uma honra ter conseguido vencê-la e sinto-me como se estivesse num sonho.”
Nas palavras do vencedor, a prova portuguesa surge com o peso de uma grande consagração, não apenas como mais uma vitória no calendário. A intensidade da preparação explica a libertação de quem vê concretizado um objetivo que tratava como prioridade.
A recepção no Porto confirmou-lhe a dimensão popular do triunfo e acrescentou uma imagem forte ao desfecho da corrida.
“Totalmente. Fiquei impressionado com tanta gente.”
A resposta curta transporta o impacto de uma festa que correspondeu às expectativas do ciclista. Depois da exigência da estrada, ficou a memória de uma celebração partilhada.
A conversa desviou-se depois para o futebol e para uma paixão que Guérin diz trazer de uma família ligada à modalidade. O francês explicou a sua admiração pelo FC Porto e pelo desporto português, ancorando-a numa final europeia que acompanhou em 2004.
“Comecei a andar de bicicleta tarde; sou oriundo de uma família ligada ao futebol, por isso sempre fui adepto de futebol e também adepto do FC Porto e do futebol português em geral. Descobri que têm um sistema de treino incrível. O FC Porto é a grande equipa de Portugal e lembro-me de os ver vencer o Mónaco, na final da Liga dos Campeões de 2004, com um grande Ricardo Carvalho, mais Maniche, Deco e Alenichev.”, explicou. “Essa era uma grande equipa do FC Porto, mas eles chegam sempre longe na Liga dos Campeões e são muitas vezes os melhores do campeonato português, em minha opinião. É um grande clube, o maior de Portugal. Formam campeões ganhando todos os anos. Este país tem uma incrível cultura de desporto e consegue muitos feitos sem grandes orçamentos.”
A admiração de Guérin mistura memória, cultura desportiva e reconhecimento pelo que identifica como uma capacidade competitiva constante. A referência à equipa de 2004 funciona como o ponto de partida de uma ligação que se manteve para lá do futebol.
Perante a hipótese de ser chamado a um jogo do FC Porto, o vencedor da Volta a Portugal deixou claro que esse convite teria um significado especial.
“Será mais do que especial, será um sonho.”
O desejo mantém a mesma simplicidade com que descreveu a vitória na estrada: para Guérin, estar próximo do clube seria outra forma de concretizar uma ambição pessoal.
Quanto ao futuro competitivo, o francês olha para uma Grande Volta e para a possibilidade de voltar a vencer em Portugal, sem esconder a ambição de reforçar o palmarés.
“-Gostaria muito de ganhar uma etapa numa Grande Volta. Seria a minha maior consagração.”, sublinhou. “Mas, por que não?, espero é repetir esta vitória na Volta a Portugal. Colocar duas Grandíssimas, talvez três, no meu palmarés até ao fim da minha carreira seria incrível. Seria maravilhoso.”
Depois de alcançar o maior triunfo da carreira, Guérin não trata a Volta como um ponto final. A vontade de repetir a conquista convive com o sonho de vencer uma etapa numa Grande Volta, numa ambição que deixa claro o caminho que quer continuar a percorrer.







































