Jogada10
·09 de julho de 2026
Alheio a polêmicas, Deschamps avança por um final apoteótico na França

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A imprensa do Marrocos até que tentou tirar Didier Deschamps do prumo nesta quarta-feira (8), no Gillette Stadium, em Boston, Massachusetts. Os profissionais de imprensa daquele país instigaram o comandante e atiraram cascas de bananas para o treinador da França derrapar sobre um suposto “oba-oba” da França. Antes, contudo, houve perguntas sobre a arbitragem argentina da partida desta quinta (9), no mesmo local, às 17h (horário de Brasília), pelas quartas de final da competição internacional. Dédé, conforme é conhecido na terra de Napoleão Bonaparte, se esquivou com elegância, contrariando a época em que, como volante, a principal demanda era por uma marcação implacável e lances mais ríspidos, quando ganhou o Mundial de 1998.
“Não estamos em clima de festa. Respeitamos o Marrocos. Há apenas uma vaga na semifinal e não queremos faltar com respeito ao nosso rival. Sobre Facundo Tello (o juiz do match), espero que seja tão bom quanto o senhor François Letexier (árbitro que apitou Argentina x Egito) e seus assistentes”, afirmou o treinador francês.
De fato, Didier Deschamps, aos 57 anos, segue, portanto, alheio a polêmicas e a caminho da última dança pela França, com a possibilidade de um final apoteótico, no dia 19 de julho, em Nova Jersey. Afinal, ele tem contrato até o fim deste mês e já avisou que não renovará o vínculo. Ou seja, abrirá o espaço para outro treinador começar um novo ciclo nos Bleus. Para a trajetória não ser interrompida, a seleção europeia precisa repetir o Mundial de 2022 e eliminar o Marrocos.

Mbappé e Deschamps podem se ajudar mutuamente por recordes – Foto: Divulgação/FFF
Técnico mais longevo desta edição do torneio, Deschamps, há 14 anos na seleção gaulesa, encara a sua quarta Copa do Mundo como treinador com apenas duas derrotas em 24 partidas (uma nas quartas de final e outra na fase de grupos). São 19 vitórias e três empates. Campeão em 2018 e vice em 2022, o treinador igualará o italiano Vittorio Pozzo, o único da profissão com duas taças, se conseguir o tricampeonato para a França.
Além dos títulos, os recordes estão em jogo. Se a França confirmar o favoritismo diante dos norte-africanos, Deschamps ainda terá mais dois compromissos pela frente nos Estados Unidos, ultrapassará o alemão Helmut Schön (1915-1996) e entrará para a história como o treinador com mais partidas em Copas do Mundo. Neste cenário, restará saber se, depois das semis, ele fechará a conta em outra decisão ou na disputa pelo terceiro lugar.
Com Deschamps, aliás, a França tornou-se uma potência e uma seleção com credenciais para não sair mais do topo do planeta. Além de saber gerir o ego dos jogadores, como o atacante Mbappé, Dédé é visto, no universo do esporte bretão, como alguém com a capacidade acima da média de mudar o curso das partidas e com um exímio conhecimento tático.
“Ele não treina o jogo que todo mundo está assistindo. Deschamps treina o jogo prestes a acontecer. A maioria dos treinadores espera pelos problemas. Didier cria soluções antes mesmo de os problemas existirem. Contra o Paraguai, Barcola não estava jogando mal, mas Deschamps viu algo que ninguém notou. Colocou Doué em campo. Alguns minutos depois, Doué conquistou o pênalti que levou a França adiante. As pessoas chamam de sorte. É experiência e entender o ritmo de um jogo melhor do que todo mundo. É por isso que os jogadores confiam nele completamente. Eles nem sempre entendem a substituição no momento. Mas, no apito final, passam a compreender”, ilustrou o ex-atacante Ibrahimovic, hoje comentarista.







































