AVANTE MEU TRICOLOR
·06 de julho de 2026
Aliados alertam e Massis vai questionar contrapartidas em acordo discutido com a XP

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·06 de julho de 2026

Depois de consultar aliados, o presidente do São Paulo, Harry Massis, deve organizar uma nova reunião com a financeira XP para dar a resposta do clube à proposta de investimentos feita no final do mês passado.
Dois pontos desagradaram bastante os são-paulinos, conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou.
O primeiro, óbvio até, a taxa de juros. A reportagem apurou que o teto da operação pode ultrapassar a marca de R$ 1,7 bilhão, mantendo o modelo estrutural pré-estabelecido, com cerca de R$ 700 milhões para o abatimento de débitos e R$ 500 milhões para a modernização do Morumbi e investimentos no futebol profissional.
As informações preliminares indicam que o contrato de investimento teria vigência de 30 anos, com incidência de juros estimados em 1,1% ao mês.
Aliados políticos de Massis avaliam que os juros são desvantajosos e o longo período de pagamento do empréstimo poderia tornar o valor impagável. Um dos pontos a ser discutido é a implantação de uma taxa anual, pelo menos.
Mas o ponto que mais pegou mal para o lado tricolor foi a obrigatoriedade do São Paulo atrelar o investimento da XP aos naming rights do Morumbi.
Adicionalmente, a empresa deteria os direitos de nome (naming rights) do estádio e participação percentual direta sobre as receitas globais do clube, incluindo arrecadações com bilheteria, direitos de transmissão televisiva, patrocínios comerciais e eventos.
Conforme o AMT apurou, alguns setores do clube reclamaram que o mínimo aceitável para o São Paulo continuar conversando com a XP é exigir que valores de acordos comerciais, como os naming rights, sejam descontados da dívida pelo empréstimo.
Ademais, pessoas do clube entendem que os naming rights do Morumbi são uma importante receita para o clube.
Atualmente, a Mondelez paga R$ 25 milhões por ano, em acordo assinado no final de 2023 e que tem duração até dezembro.
O São Paulo estaria pedindo cerca de R$ 60 milhões por temporada para interessados no mercado. O principal deles é a montadora de carros elétricos BYD, que ofereceu um acordo de dez anos de duração ao Tricolor.
O formato do negócio com a XP não prevê a transformação do São Paulo em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Em contrapartida ao aporte, a XP assumiria prerrogativas de cogestão financeira por meio da indicação de um gerente para o departamento de finanças tricolor.







































