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·30 de agosto de 2026

Alisha Lehmann no Brasil? Veja quanto custaria contratar a suíça

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Uma eventual saída de Alisha Lehmann do futebol inglês abriria uma possibilidade até então pouco explorada: a suíça poderia jogar no Brasil. A contratação teria forte impacto comercial, mas também exigiria um investimento muito acima do padrão nacional.

A Agência RTI Esporte apurou que o salário da atacante é estimado em 200 mil euros (R$ 1,2 milhão, na cotação atual) por ano, ou cerca 16,6 mil euros (R$ 100,2 mil por mês). A cifra está acima dos maiores vencimentos praticados atualmente no futebol feminino brasileiro.


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Nos principais clubes do país, os maiores salários ficam entre R$ 20 mil e R$ 50 mil mensais. A diferença seria o principal obstáculo para uma eventual negociação. O clube interessado precisaria encontrar uma fórmula para viabilizar o investimento.

Salário seria o principal desafio

A média salarial das atletas que disputam o Brasileirão Feminino A1 gira em torno de R$ 5 mil mensais. Entre jogadoras de destaque, titulares de grandes clubes e atletas convocadas para a Seleção Brasileira, os valores podem superar os R$ 10 mil.

Os maiores salários chegam a R$ 40 mil mensais, ainda abaixo do valor estimado de Alisha Lehmann. Duda Sampaio, do Corinthians, por exemplo, recebe cerca de R$ 35 mil por mês. A suíça exigiria um investimento acima do padrão nacional.

O que poderia viabilizar a contratação?

A negociação não precisaria necessariamente depender apenas do salário pago pelo clube. O peso comercial de Lehmann poderia ser determinante para a construção de um eventual acordo. A suíça está entre as jogadoras de futebol mais populares nas redes sociais.

Essa exposição representa um ativo que poderia ser explorado em campanhas publicitárias, ações com torcedores e projetos comerciais. Um contrato poderia envolver salário, direitos de imagem e acordos com patrocinadores.

Experiência internacional aumenta o valor

Aos 27 anos, Alisha Lehmann também chegaria ao Brasil com experiência acumulada em diferentes mercados. A atacante passou por clubes da Suíça, Inglaterra e Itália. Depois de surgir no Young Boys, transferiu-se para o West Ham.

Depois, passou por Everton e Aston Villa antes de seguir para a Itália, onde defendeu Juventus e Como. Pela Juventus, disputou 22 partidas, marcou dois gols e deu duas assistências. A experiência internacional pode aumentar o interesse de clubes brasileiros.

Alisha Lehmann poderia mudar de mercado?

A possibilidade de jogar no Brasil dependeria, primeiro, da decisão da própria atleta sobre o próximo passo da carreira. Caso deixe o futebol inglês, a atacante suíça precisaria avaliar propostas esportivas e financeiras.

Nesse cenário, o futebol brasileiro poderia oferecer uma combinação diferente: mercado relevante, clubes estruturados e grande potencial de exposição. Para os clubes, entretanto, a conta precisaria fechar.

Um salário próximo de R$ 100 mil mensais está distante da realidade do futebol feminino nacional. A contratação só seria viável com um projeto esportivo capaz de justificar o investimento dentro e fora de campo.

Hoje, não há indicação de negociação entre Lehmann e clubes brasileiros. A hipótese, portanto, é apenas uma projeção de mercado. Mas, se a suíça decidir deixar a Inglaterra, seu nome certamente terá peso em qualquer discussão sobre grandes contratações no futebol feminino.

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