Jogada10
·08 de agosto de 2026
Amante de Infantino recebeu dinheiro para deixar Uefa, diz jornal

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Uma investigação do jornal britânico The Telegraph revelou que a Uefa pagou uma indenização de seis dígitos a uma funcionária. Ela teria mantido um relacionamento com Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, na época em que ele atuava como secretário-geral da entidade europeia.
O episódio ocorreu quando Infantino atuava como secretário-geral da confederação europeia. Ele assumiu o posto em 2009 e permaneceu no cargo por sete anos, até se eleger presidente da Fifa, em 2016. O dirigente italiano é casado desde 2001 com a libanesa Leena Al Ashqar, com quem tem quatro filhos.
De acordo com a informação, Infantino promoveu a mulher, mantida sob sigilo, de uma função administrativa a um cargo de chefia enquanto mantinham o caso. A mudança elevou o salário da funcionária em 30%, atingindo cerca de 160 mil francos suíços (R$ 1 milhão) anuais. As denúncias apontam que recursos deveriam ser destinados ao desenvolvimento de categorias de base, futebol feminino e infraestrutura.

Infantino com a taça da Copa do Mundo – Foto: Daniel Torok / White House
Além da rescisão, a funcionária recebeu o custeio de um MBA de £ 45 mil (R$ 308 mil) anuais e apoio para recolocação no mercado, a mando de Infantino. O estopim para a saída ocorreu após o então presidente da Uefa, Michel Platini, descobrir o caso e exigir o desligamento de um dos dois.
A Uefa confirmou os pagamentos e as alegações de relacionamento, mas garantiu que seguiu as normas vigentes na época. Em nota, a Fifa negou as acusações em nome de Infantino, classificando-as como falsas e difamatórias.
As revelações sobre o caso ocorrem em meio à crescente pressão pela renúncia de Gianni Infantino, que busca apoio político na cúpula da Fifa para se manter no cargo. A crise se intensifica logo após o fracasso de um plano da entidade para reestruturar os direitos comerciais de suas principais competições, projeto que sofreu forte rejeição do futebol europeu e de federações da Concacaf.
O novo escândalo amplia o desgaste do dirigente, que já acumulava críticas pela gestão comercial da Fifa e por suas relações com investidores e governos. O presidente da Fifa, entretanto, não demonstra intenção de deixar a presidência.
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