Clube Atlético Mineiro
·02 de março de 2026
América x Atlético: coletiva de imprensa com Eduardo Domínguez

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·02 de março de 2026

Pergunta: O que você viu nesse jogo? Os atletas conseguiram assimilar o que você pensou? E, no final das contas, mais uma final. E você, com um jogo disputado, já podendo estar numa decisão com a camisa do Galo?
Eduardo Domínguez: Foi um jogo correto, apenas correto. Sem sofrer sobressalto, com algumas chances para marcar, mas a equipe ainda pode crescer muito. As sensações são boas, porque acredito que o time defendeu bem, controlou a bola com critério, no primeiro tempo um pouco mais lento, mas mais verticalidade no segundo tempo. Esses jogos são assim.
Poderíamos ter aberto o placar no primeiro tempo. Algumas jogadas que fizemos no segundo, também poderíamos ter feito o gol, e a partida se desenvolveria de maneira diferente. Por sorte, os jogadores foram mais intensos no segundo tempo, e colocaram o clube em outra final, que não sei quantas são consecutivas nesses últimos anos…
Pergunta: Na sua apresentação você disse que o Hulk precisava ter alguém mais próximo dele. Hoje você optou pelo Reinier. Ele pode ser esse jogador? E no segundo tempo você colocou o Dudu e mudou um pouco a característica do ataque?
Eduardo Domínguez: Vai depender muito de como os jogadores se apresentarem durante a semana. É jogo a jogo. Pode depender do Reinier, do Cassierra, pode depender de vários fatores. Pode jogar outro jogador, como você citou o Dudu. Sim, se precisamos de uma característica de 1 contra 1. Porque o rival, jogando cada vez mais baixo, nos oferece menos espaço. Assim, precisamos de mais individualidade. Fizemos as trocas, entrou o Minda, o Victor Hugo fez uma grande partida, mas estava cansado. Depois, teve que entrar o Cassierra para gerar situações, e é difícil gerar situações contra um time recuado. Geramos situações por fora, por dentro. É preciso ter paciência para a confiança ir crescendo, e eu tenho paciência.
Pergunta: O Cissé entrou novamente com intensidade, jogando para frente. Falta algo para ele ainda começar como titular?
Eduardo Domínguez: Quantas partidas tem o Cissé aqui? Jogou alguma vez de titular? Ele é um jogador que precisa crescer, de acordo com o meu critério. Ele corre muito, e em uma equipe organizada, talvez ele a desorganize. É tempo, dar dinâmica, dar intensidade. Joga bem, mas é um jovem jogador. Esse tipo de partidas decisivas, precisamos ter uma ordem no princípio. Uma desordem nos geraria distrações na nossa própria equipe. É ter paciência, tempo, joga bem, temos ele aqui com a gente para seguir crescendo.
Pergunta: Você terá a primeira semana cheia antes da final do Campeonato Mineiro. Qual o principal ponto a trabalhar para deixar o Atlético mais competitivo?
Eduardo Domínguez: Temos que crescer na dinâmica de jogo e nas intensidades defensivas. Há que se trabalhar muito. Hoje, não conseguimos ganhar, mas sabemos da hierarquia do adversário, sem menosprezar. Agora, vamos começar a jogar com rivais de igual ou maior hierarquia. E precisamos melhorar. Precisamos melhorar nas disputas, aumentar a agressividade e a exigência competitiva.
Pergunta: O que você não gostou na equipe hoje e entende que precisa ser modificado?
Eduardo Domínguez: No primeiro tempo, nos faltou ser mais fortes no ritmo de jogo, mais rápidos e mais agressivos. Houve vários momentos no primeiro tempo em que estávamos com muito espaço entre os jogadores. Precisamos ser mais compactos, estar mais curtos para pressionar melhor e evitar as transições do adversário. Também precisamos gerar mais recuperações para não perder valor com a bola. São várias situações que vamos trabalhar para corrigir.
Pergunta: O time hoje não sofreu gols, algo raro na temporada. Como você classifica esse desequilíbrio entre defesa e ataque? É emocional, físico ou tático?
Eduardo Domínguez: Criamos muitas situações dentro da área, mas precisamos rever o jogo para entender por que não finalizamos melhor. Às vezes faltou o chute e optamos pelo passe. A troca de treinador gera expectativa: para alguns aumenta a confiança, para outros pode gerar dúvidas se os resultados não vinham acontecendo. Precisamos ter paciência para elevar a confiança e manter todos em um nível emocional alto e alinhado. A partir do trabalho, acredito que temos uma boa sensação de crescimento.
Pergunta: Sobre a solidez defensiva e o espaço na entrada da área, algo que já foi problema em outros momentos, você identificou isso como ponto de evolução?
Eduardo Domínguez: Sim, é uma situação que já vimos acontecer e sabemos que precisamos trabalhar e melhorar. Temos tempo e precisamos ter paciência para que a equipe evolua nesse aspecto.
Pergunta: Você optou por Victor Hugo como titular. Por que essa escolha?
Eduardo Domínguez: Porque o Victor Hugo não estava 100%. Precisamos que todos estejam preparados para entrar. O Júnior é um jogador com muita experiência. O que aconteceu anteriormente não me corresponde. Olhamos para frente. É um novo caminho, com os mesmos objetivos, e temos muito ainda por escrever.
Pergunta: Depois dessa classificação, você entende que o Galo precisa de reforços, especialmente no sistema defensivo?
Eduardo Domínguez: Primeiro vamos revisar os jogos e ser críticos como devemos ser para melhorar. Precisamos analisar com cuidado para encontrar pontos positivos e corrigir o que for necessário. A autocrítica é importante para evoluirmos.
Pergunta: Sobre o Preciado, como você vê a questão defensiva dele e a possibilidade de usar Alan Franco para potencializá-lo?
Eduardo Domínguez: Precisamos ser críticos, analisar bem a partida e entender as características dos nossos jogadores. O Preciado foi crescendo durante o jogo, mas sabíamos que não tinha condição de atuar em alta intensidade o tempo todo. É um jogador muito ofensivo, com potência, e precisamos ajudá-lo a evoluir junto com a equipe. Não podemos exigir tudo de imediato. Com confiança e entendimento da proposta de jogo, ele pode alcançar um nível melhor.
PerguntaVocê gosta de pontas mais próximos do centroavante. Com as características do elenco, isso pode acontecer aqui?
Eduardo Domínguez: Todos que entram em campo precisam se sentir confortáveis. Se se sentem melhor por fora, jogam por fora. Se por dentro, por dentro. O mais importante é identificar qual é o melhor esquema para os jogadores que temos.
PerguntaO Atlético é bicampeão mineiro e o rival vive grande cobrança. A motivação pode ser diferente na final?
Eduardo Domínguez: Qual é a nossa motivação? O que nos move? Não podemos nos enganar. São situações opostas, mas confiamos em nossos torcedores, que foram fantásticos, empurrando o time o tempo todo. Vivemos um momento muito bonito e queremos continuar escrevendo páginas melhores na nossa história. A motivação depende de onde escolhemos nos apoiar para seguir crescendo.
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