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·20 de setembro de 2026

Análise: Apesar da vitória, São Paulo fez jogo paupérrimo ofensivamente repetiu erros de recuar demais

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Análise

O São Paulo venceu o Internacional por 1 a 0, chegou aos 36 pontos e ganhou distância da zona de rebaixamento. Mas o resultado não esconde uma atuação ofensiva muito pobre.

O Tricolor criou poucas oportunidades, não conseguiu aproveitar os contra-ataques e voltou a recuar excessivamente quando passou a ser pressionado. O gol de Calleri, de pênalti, acabou sendo suficiente para garantir três pontos em uma partida de baixa qualidade técnica.

O triunfo alivia a situação na tabela, mas não resolve os problemas que apareceram na eliminação para o Boca Juniors e na derrota para o Palmeiras.

Mudanças melhoraram o time

Rafael Tolói entrou na defesa, enquanto Djhordney ganhou uma oportunidade no meio-campo. A dupla melhorou a organização do São Paulo e deu mais segurança ao time.

A principal novidade, porém, foi Pedro Lima. O lateral-direito fez sua estreia como titular, substituiu Lucas Ramon e foi o jogador mais participativo nas ações ofensivas.

Pedro Lima avançou pelo lado direito, ganhou duelos e criou a jogada mais promissora do São Paulo no primeiro tempo. Depois de passar pela marcação, ele rolou para trás, mas Domingos Duarte finalizou por cima.

A estreia foi positiva, embora o reforço tenha deixado o campo no segundo tempo.

Mudança tática não resolveu ataque

Dorival também alterou o posicionamento de Artur e Luciano.

Artur passou a atuar pelo lado esquerdo, enquanto Luciano apareceu mais pela direita. No momento defensivo, o desenho se transformava em um 5-3-2, com Artur ajudando a compor a linha e Djhordney centralizado.

Na frente, Calleri e Luciano tiveram uma aproximação maior do que em outros jogos da temporada.

As alterações, entretanto, não produziram volume ofensivo. O São Paulo continuou dependendo de bolas longas e jogadas individuais para chegar à área adversária.

A melhor construção do jogo veio de um passe de Marcos Antônio por cima da linha defensiva. A jogada terminou com o pênalti sofrido por Luciano.

Pênalti foi a principal jogada

O lance que originou o gol foi praticamente a única construção realmente eficiente do São Paulo.

Marcos Antônio encontrou espaço com um passe por cobertura. Luciano recebeu dentro da área e foi atingido por Maripán.

Calleri cobrou o pênalti e marcou aos 14 minutos do primeiro tempo.

O gol deu ao Tricolor a vantagem, mas não mudou a postura ofensiva. A equipe não conseguiu criar uma sequência de ataques e teve dificuldade para manter a bola no campo de ataque.

A produção ofensiva ficou muito abaixo do necessário para um time que jogava em casa contra um adversário que estava na zona de rebaixamento.

São Paulo recua no segundo tempo

O Internacional cresceu depois do intervalo e passou a controlar as ações.

O Colorado teve mais posse de bola e ocupou o campo de ataque, mesmo sem criar muitas oportunidades claras. O São Paulo recuou suas linhas e não conseguiu responder à pressão.

Dorival fez substituições para fortalecer o meio-campo e a defesa, mas as mudanças não devolveram o controle da partida.

A entrada de Lucas Ramon no lugar de Pedro Lima reduziu a capacidade de atacar pelo lado direito. Danielzinho também entrou na vaga de Luciano, mas a equipe continuou sem criatividade.

O Tricolor passou a defender a vantagem até o fim, em vez de buscar o segundo gol.

Inter teve mais posse, mas pouca profundidade

O Internacional dominou territorialmente a segunda etapa, mas também mostrou limitações no ataque.

Segundo dados da partida, o Colorado terminou com 55,7% de posse de bola contra 44,3% do São Paulo. O Inter finalizou 13 vezes, enquanto o Tricolor teve seis tentativas.

Apesar da diferença, cada equipe acertou apenas uma finalização no alvo. Isso mostra que o domínio colorado não se transformou em chances reais de gol.

A principal oportunidade do Internacional surgiu após erro defensivo do São Paulo. Alan Patrick finalizou de primeira, mas a bola passou perto da trave.

Vitória importante, atuação preocupante

O São Paulo precisava vencer depois de uma semana de crise, eliminação e protestos da torcida. Nesse aspecto, o resultado cumpre o objetivo.

O time chegou a 36 pontos, subiu para a 11ª posição e abriu oito pontos de vantagem sobre o primeiro clube dentro do Z-4.

Mas a atuação deixou sinais de alerta. O ataque continua dependente de bolas paradas, pênaltis e lampejos individuais.

O Tricolor também repetiu um problema recorrente: depois de abrir o placar, recuou demais e perdeu a capacidade de controlar o jogo.

A vitória foi importante, mas não pode ser confundida com evolução completa da equipe.

O que funcionou

  • Pedro Lima deu mais profundidade pelo lado direito.
  • Rafael Tolói melhorou a saída de bola e a organização defensiva.
  • Djhordney apresentou boa participação no meio-campo.
  • Calleri voltou a marcar e decidiu a partida.
  • O sistema com três zagueiros protegeu o resultado.
  • A defesa suportou a pressão do Internacional.

O que precisa melhorar

  • O São Paulo criou poucas chances claras.
  • O time não aproveitou os contra-ataques.
  • As linhas recuaram excessivamente no segundo tempo.
  • A equipe teve pouca criatividade pelo centro.
  • O ataque dependeu de um pênalti para marcar.
  • Dorival não encontrou resposta para recuperar o controle do jogo.
  • A posse de bola no campo ofensivo continua insuficiente.

Próximo desafio

O São Paulo volta a campo contra o Santos, no dia 2 de outubro, no MorumBIS, em partida atrasada da 21ª rodada do Brasileirão.

Calleri não poderá atuar porque recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Internacional.

Gustavo Santana e Ryan Francisco são as principais opções para substituir o centroavante.

O intervalo até o clássico dará tempo para Dorival trabalhar a equipe, mas também aumentará a cobrança por uma evolução ofensiva.

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