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·09 de março de 2026

Análise: Como Abel armou o Palmeiras para conquistar o Paulistão 2026

Imagem do artigo:Análise: Como Abel armou o Palmeiras para conquistar o Paulistão 2026

A final do Campeonato Paulista de 2026 expôs tanto as qualidades quanto as fragilidades do atual Palmeiras. O gol de Murilo aos 6 minutos, sofreu o empate por falha do goleiro Carlos Miguel aos 24, e só voltou a balançar as redes no segundo tempo, com Vitor Roque aproveitando erro do arqueiro Jordi.

Em um jogo onde as condições climáticas nivelaram as equipes nos primeiros 30 minutos, o que fez a diferença foi a organização tática de Abel Ferreira, a eficiência em bola parada e a solidez do bloco defensivo alviverde quando o placar ficou em 1 a 1.


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A formação e o sistema: o 4-2-3-1 como base de tudo

Abel Ferreira manteve seu sistema mais utilizado na temporada: o 4-2-3-1. A dupla de volantes formada por Marlon Freitas e Andreas Pereira funcionou como o coração do time — um mais box-to-box (Andreas), outro mais de proteção e distribuição (Marlon). Na frente da defesa, Maurício atuou como meia armador no espaço entre a dupla de volantes e a linha ofensiva. Pelos lados, Jhon Arias abriu pelo corredor direito e Flaco López pela esquerda, deixando Vitor Roque como referência central.

Com o gramado pesado e a bola escorregando, o Palmeiras foi forçado a usar lançamentos longos nos primeiros minutos — algo pouco usual para uma equipe que privilegia a saída de bola pelo chão. Mas à medida que a partida avançou, os volantes conseguiram dar mais ritmo ao jogo, e a circulação de bola passou a ser mais organizada. O Novorizontino de Enderson Moreira, no 4-3-3, pressionou com intensidade nos primeiros 25 minutos e criou ambiente de dificuldade para a saída alviverde.

Escalação Palmeiras — 4-2-3-1 · Final Paulistão 2026 · Novorizontino 1×2 Palmeiras

4-2-3-1

9

Vitor Roque

11

Jhon Arias

18

Maurício

31

Flaco López

17

Marlon Freitas

8

Andreas Pereira

22

Piquerez

26

Murilo

15

G. Gómez

12

Khellven

1

Carlos Miguel

O que funcionou: bola parada, intensidade e os reforços

Bola parada como arma cirúrgica. O gol que abriu o placar resumiu bem a preparação de Abel para a final. Aos 6 minutos, Andreas Pereira cobrou falta na entrada da área com velocidade baixa e trajetória cruzada. Marlon Freitas apareceu de carrinho e acertou a trave. No rebote, Murilo completou de coxa. A jogada não é improviso — é repetição de treinamento. O Palmeiras bateu mais de 30 faltas diretas no Paulistão 2026 com Andreas Pereira como cobrador-chefe, e a eficiência em bola parada foi um dos principais diferenciais da equipe ao longo da competição.

Jhon Arias: o reforço na decisão. A manchete que marcou a conquista não foi só o título — foi Jhon Arias como titular pela primeira vez em uma decisão. O colombiano, contratado junto ao Wolverhampton, atuou pelo corredor direito com intensidade, gerando profundidade e mantendo Mayk (lateral-esquerdo do Novorizontino) pressionado durante todo o primeiro tempo. Não marcou, mas sua presença abriu espaços centrais para Maurício e criou desequilíbrio na transição ofensiva palmeirense.

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Marlon Freitas: o metrônomo invisível. A chegada do volante foi muito discutida na janela, e a final serviu como vitrine. Marlon Freitas atuou como o equilíbrio do time — apareceu no rebote que culminou no gol, mas sua maior contribuição foi posicional: cobriu os espaços deixados por Andreas Pereira nas subidas e nunca deixou o Novorizontino transitar pelo setor central com facilidade. Uma final de alto nível exige exatamente esse tipo de atuação silenciosa e eficiente.

Vitor Roque: o centroavante que decide. O gol que definiu o título foi de Vitor Roque, mas a jogada diz mais do que o resultado. Carlos Miguel cobrou falta longa, Flaco López desviou de cabeça na entrada da área, o goleiro Jordi saiu errado na disputa com Jhon Arias, e o “Tigrinho” apareceu livre para empurrar. Oportunismo puro — mas oportunismo treinado. Vitor Roque terminou o Paulistão como uma das peças mais importantes do ataque alviverde.

O que não funcionou: a falha de Carlos Miguel e a pressão cedida

Carlos Miguel e o gol de presente. O empate do Novorizontino aos 24 minutos foi um presente dado pelo goleiro palmeirense. Vinícius Paiva cruzou da esquerda, a defesa se atrapalhou, e Carlos Miguel tentou agarrar a bola, mas a deixou escapar por baixo do corpo. Matheus Bianqui estava posicionado dentro da área e só empurrou para as redes. É o terceiro jogo no Paulistão 2026 em que Carlos Miguel comete falha que resulta em gol — um padrão que precisa ser corrigido antes da Copa Libertadores. A posição e o timing na saída de bola são as principais fragilidades do arqueiro inglês nesta temporada.

Os 20 minutos perdidos após o empate. Entre os 25 e os 45 minutos do primeiro tempo, o Palmeiras perdeu o controle do jogo. Com o gramado pesado e o placar empatado em 1 a 1, a equipe recuou excessivamente e entregou a posse para o Novorizontino. Enderson Moreira soube explorar esse momento: o time do interior circulou bem, chegou ao ataque com mais frequência e gerou lances perigosos pela faixa central. É um padrão recorrente no Palmeiras de Abel após sofrer gols — há uma tendência de acomodação tática que, em jogos mais duros, pode custar caro.

Flaco López apagado no segundo tempo. O argentino foi importante no jogo de ida — gol incluído — mas na segunda partida da final ficou abaixo do esperado. Pouca participação nas jogadas de construção pela esquerda, frequentes perdas de bola no campo adversário e saída do jogo sem grandes contribuições ofensivas. Sua importância no sistema é inegável, mas a consistência em decisões ainda é uma dúvida.

Os números da decisão

Palmeiras Estatística · Final Jogo 2 Novorizontino

2

Gols

1

3 a 1

Placar Agregado

6′

1º Gol (Murilo)

Empate (Bianqui)

24′

62′

Gol Decisivo (V. Roque)

4-2-3-1

Sistema Tático

4-3-3

Fonte: ESPN Brasil · Lance! · palmeiras.com.br · 08/03/2026 · Campeonato Paulista 2026 — Final (2º jogo)

Onde o Palmeiras atuou: análise por zonas

Mapa de Calor — Palmeiras · Novorizontino 1×2 Palmeiras · 08/03/2026

Alta atividade

Atividade moderada

Baixa atividade

Representação baseada em análise visual da partida · ↑ Ataque do Palmeiras na base do campo · Portal do Palestra

A análise por zonas revela duas realidades distintas dentro de uma mesma partida. No primeiro tempo, com o gramado saturado de água, o Palmeiras concentrou suas ações pelo corredor direito — Khellven e Jhon Arias formaram uma dobradinha que pressionou o setor esquerdo do Novorizontino com mais consistência do que Piquerez e Flaco López pelo lado oposto. A zona central, mesmo sob pressão do adversário entre os 25 e 45 minutos, foi mantida por Marlon Freitas como zona de equilíbrio defensivo. No segundo tempo, com o bloco do Novorizontino mais recuado, as zonas de alta atividade se deslocaram para a região ofensiva central — onde saiu o gol decisivo de Vitor Roque.

As decisões de Abel: gestão, titularidade e impacto dos reforços

A principal decisão de Abel Ferreira na final foi a titularidade de Jhon Arias. O colombiano, que havia entrado como reserva em jogos anteriores do Paulistão, foi escalado como titular pela primeira vez em uma decisão — e o técnico português foi recompensado. Arias cumpriu o papel de fixar Mayk, o lateral-esquerdo do Novorizontino, ofereceu profundidade e abriu espaço para Maurício picar pelo centro.

A manutenção de Vitor Roque como 9 titular foi outro acerto. Flaco López, artilheiro do jogo de ida, atuou pelos lados da linha ofensiva nesta partida — o que liberou Vitor Roque para trabalhar no espaço entre os zagueiros do Novorizontino. A permuta de posições criou dúvida na defesa adversária e foi determinante para o gol do título.

Quanto às substituições, Abel utilizou bem o banco para controlar o tempo e a intensidade no segundo tempo. Nenhuma mudança alterou significativamente o sistema — o 4-2-3-1 permaneceu intacto até o apito final. A opção por não alterar o sistema reflete confiança nas peças disponíveis e, ao mesmo tempo, pode ser lida como certa acomodação nos 15 minutos finais, quando o Novorizontino ainda buscava o empate.

Forma recente: a campanha que construiu o título

Palmeiras — Últimas 5 Partidas no Paulistão 2026

V

Novorizontino × Palmeiras — Final, jogo 2 · Título 1–2 Paulistão 2026

V

Palmeiras × Novorizontino — Final, jogo 1 1–0 Paulistão 2026

V

Palmeiras × São Paulo — Semifinal 2–1 Paulistão 2026

V

Palmeiras × Capivariano — Quartas de Final 4–0 Paulistão 2026

E

Palmeiras × Guarani — Fase de Grupos, últ. rodada 1–1 Paulistão 2026

Fonte: ogol.com.br · ESPN Brasil · palmeiras.com.br · Dados verificados em 09/03/2026

Quatro vitórias e um empate nas últimas cinco partidas. A campanha do mata-mata foi consistente: goleada sobre o Capivariano (4-0), semifinal vencida contra o São Paulo (2-1, com gols de Maurício e Flaco López) e a final dominada em dois jogos contra o Novorizontino. O único tropeço na fase final foi o empate por 1 a 1 com o Guarani na última rodada da fase de grupos — quando Abel poupou titulares. Dentro das partidas que importavam, o Palmeiras foi impecável: 4 jogos de mata-mata, 4 vitórias, 10 gols marcados, 3 sofridos.

O que este título revela sobre o Palmeiras de 2026

O Campeonato Paulista de 2026 mostrou um Palmeiras em transição bem gerenciada. Os reforços chegaram e foram absorvidos sem traumas — Marlon Freitas se firmou como o volante que o time precisava desde a saída de Zé Rafael, e Jhon Arias chegou devagar mas com qualidade crescente. Vitor Roque, em seu segundo Paulistão com a camisa alviverde, assumiu de vez a titularidade de centroavante e carimbou o título com um gol importante.

O sistema 4-2-3-1 de Abel Ferreira segue sendo o mais coerente com o elenco disponível. A dupla de volantes oferece equilíbrio entre criação e proteção; Maurício como camisa 10 tem liberdade para aparecer entre as linhas; e a linha ofensiva com Arias, Flaco e Vitor Roque tem velocidade, profundidade e pressão alta eficiente. As vulnerabilidades estão claras: Carlos Miguel precisa melhorar na saída de bola, e o time tende a recuar e ceder posse após sofrer gols — um comportamento que não pode se repetir na Libertadores.

Com 11 títulos e agora o maior campeão da história do Palmeiras, Abel Ferreira tem tempo e equipe para atacar a Copa Libertadores de 2026 com o mesmo padrão que já levou o clube a dois títulos sul-americanos. O Paulistão foi o aquecimento.

Perguntas frequentes sobre a final do Paulistão 2026

Como foi o gol de Murilo na final?

Aos 6 minutos do primeiro tempo, Andreas Pereira cobrou falta na área. Marlon Freitas tentou a finalização e acertou a trave. No rebote, Murilo completou de coxa para abrir o placar para o Palmeiras em Novo Horizonte.

Por que o Palmeiras levou o empate do Novorizontino?

Aos 24 minutos, o goleiro Carlos Miguel falhou ao tentar defender um cruzamento de Vinícius Paiva. A bola escapou por baixo de seu corpo, e Matheus Bianqui apareceu dentro da área para empurrar para as redes. O erro do goleiro foi o principal motivo do gol adversário.

Qual foi o placar agregado da final do Paulistão 2026?

O Palmeiras venceu com 3 a 1 no agregado: 1 a 0 no jogo de ida (04/03/2026, Arena Crefisa Barueri, gol de Flaco López) e 2 a 1 no jogo de volta (08/03/2026, Estádio Jorge Ismael de Biasi, gols de Murilo e Vitor Roque).

Quantos títulos Abel Ferreira tem pelo Palmeiras?

Com o Paulistão 2026, Abel Ferreira chegou a 11 títulos pelo Palmeiras, tornando-se o técnico mais vitorioso da história do clube — superando os 10 de Oswaldo Brandão. Em seu currículo estão duas Libertadores, dois Brasileirões, uma Copa do Brasil, quatro Paulistões, uma Recopa Sul-Americana e uma Supercopa do Brasil.

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