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·30 de abril de 2026
Análise: Empate em Assunção expõe dificuldade do Palmeiras em transformar domínio em vitória

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·30 de abril de 2026

O empate do Palmeiras no Paraguai teve gosto amargo. O time controlou boa parte do jogo, criou as melhores chances, saiu na frente e parecia perto de encaminhar mais uma vitória sobre o Cerro Porteño, mas perdeu força no segundo tempo e deixou Assunção com apenas um ponto.
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O Palmeiras saiu de Assunção com um empate que machuca mais pelo roteiro do que pelo placar. O 1 a 1 com o Cerro Porteño, pela fase de grupos da Libertadores, mostrou um time capaz de controlar o jogo, criar as melhores chances e jogar com personalidade fora de casa, mas também voltou a expor uma dificuldade que pesa em noites assim: transformar superioridade em vitória.
Durante boa parte do primeiro tempo, o Verdão foi o dono da partida. Teve mais controle, encontrou espaços, trabalhou melhor a bola e construiu o gol em uma jogada que resumiu bem a fluidez do time naquele momento. No segundo tempo, porém, o cenário mudou. O Cerro conseguiu levar o jogo para um terreno mais físico, mais disputado e menos limpo tecnicamente. O Palmeiras não desmoronou, mas também já não teve a mesma autoridade para conduzir a noite.
A etapa inicial do Palmeiras foi das mais consistentes na competição até aqui. O time não se apressou, não entrou pilhado pela atmosfera do estádio e soube controlar o ritmo. Arthur assustou de fora da área, Flaco López exigiu defesa de Arias e Allan quase marcou ao acertar o travessão depois de sobra dentro da pequena área.
O gol saiu aos 32 minutos em uma jogada de qualidade. Allan recebeu lançamento, passou pela marcação, tabelou com Marlon Freitas e deixou Jhon Arias livre para empurrar para o gol. Foi uma construção limpa, inteligente e com o tipo de agressividade que o Palmeiras costuma apresentar quando joga com confiança.
Mais do que sair na frente, o time dava a impressão de que tinha o jogo nas mãos. O Cerro ameaçava pouco, não conseguia encaixar seu ataque e esbarrava em uma equipe alviverde mais organizada, mais lúcida e mais perigosa. O grande problema foi não encontrar o segundo gol quando o adversário ainda estava desorganizado.
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O segundo tempo teve outra cara. O Cerro Porteño não virou um grande time de uma hora para outra, mas empurrou a partida para um ambiente mais tenso, mais físico e mais confuso. O Palmeiras passou a ter menos fluidez, menos espaços e menos imposição com a bola.
Ainda houve momentos em que o time brasileiro ameaçou. Flaco López teve finalização defendida, Sosa participou bem em alguns lances e o Palmeiras seguiu chegando ao ataque. Mesmo assim, a equipe já não controlava o jogo da mesma forma. O empate surgiu justamente nesse contexto, em um lance infeliz que resume a noite: Iturbe chutou de longe, a bola desviou em Murilo, bateu na trave e voltou nas costas de Carlos Miguel antes de entrar.
Foi um empate cruel pelo desvio e pelo azar do goleiro, mas ele também nasceu de um momento em que o Palmeiras já não conseguia mais sustentar o jogo no campo que mais lhe interessava. O time não foi atropelado, nem dominado de forma clara. Apenas deixou a partida escapar aos poucos.
O ponto que mais incomoda é que, mesmo depois de sofrer o empate, o Palmeiras ainda teve a bola da vitória. Nos acréscimos, Andreas Pereira levantou na área, Murilo apareceu livre e finalizou à queima-roupa, mas Martín Arias fez uma defesa impressionante. Na sobra, Maurício ainda tentou completar, mas a defesa paraguaia conseguiu bloquear.
Esse último lance ajuda a explicar o sentimento deixado pelo jogo. O Palmeiras não produziu uma atuação ruim. Muito pelo contrário. Em vários momentos, mostrou força, organização e repertório. O problema foi não transformar esse volume em um resultado maior quando teve a oportunidade. Em Libertadores, fora de casa, isso costuma cobrar um preço alto.
No fim, o 1 a 1 não chega a ser um desastre. O Palmeiras segue competitivo, pontua fora de casa e mantém uma campanha viva na Libertadores. Mesmo assim, a sensação final é de que a equipe desperdiçou uma chance real de fazer uma noite grande no Paraguai.
O Verdão fez o mais difícil: silenciou o ambiente, controlou o rival durante boa parte da partida e construiu a vantagem. O que faltou foi a imposição definitiva para matar o confronto. E quando isso não acontece, um jogo que parecia sob controle pode virar uma história de pontos perdidos. Foi exatamente isso que aconteceu em Assunção.
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