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·09 de abril de 2026

Análise: Palmeiras empata na Colômbia, mas resultado deixa sinais de alerta

Imagem do artigo:Análise: Palmeiras empata na Colômbia, mas resultado deixa sinais de alerta

O empate do Palmeiras na Colômbia deixa uma leitura dupla. O time teve um começo ruim, sofreu com um pênalti logo nos primeiros minutos e passou boa parte da partida tentando corrigir o próprio roteiro. Ao mesmo tempo, mostrou reação no segundo tempo, cresceu com as mudanças e terminou mais perto da vitória do que da derrota.

  • O Palmeiras empatou por 1 a 1 com o Junior Barranquilla, fora de casa.
  • O time colombiano abriu o placar com Teófilo Gutiérrez, em cobrança de pênalti, aos 9 minutos.
  • O Verdão empatou aos 55 minutos, com Ramón Sosa, após jogada com participação direta de José López.
  • Abel Ferreira mexeu no time no intervalo, e as entradas de Khellven e Ramón Sosa mudaram o comportamento da equipe.
  • Nos minutos finais, o Palmeiras pressionou, criou chances e deixou a sensação de que poderia ter saído com mais.

Palmeiras sai devendo no início, reage na Colômbia e deixa empate com gosto misto na Libertadores

O empate do Palmeiras contra o Junior Barranquilla não foi um desastre, mas também não merece leitura acomodada. O 1 a 1 fora de casa, em Libertadores, pode parecer aceitável em um primeiro olhar. Só que o jogo mostrou mais do que o placar. Mostrou um time que demorou a entrar na partida, sofreu pelo próprio erro no começo e só conseguiu se reorganizar de verdade depois do intervalo.


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É justamente por isso que a análise precisa fugir do raso. O Palmeiras teve poder de reação e terminou o jogo em crescimento. Isso pesa a favor. Mas o início frouxo e a dificuldade para transformar presença em controle real também deixam recados importantes para a sequência da competição.

O Palmeiras entregou o jogo ao adversário nos primeiros minutos

A pior parte da atuação alviverde foi a largada. O Junior Barranquilla encontrou espaço, acelerou cedo e conseguiu um pênalti logo no início da partida. Com a cobrança convertida por Teófilo Gutiérrez aos nove minutos, o jogo passou a ser exatamente o que o time colombiano queria: vantagem no placar e um rival obrigado a correr atrás.

Esse detalhe muda tudo em Libertadores. Fora de casa, sair atrás tão cedo significa jogar com mais ansiedade, mais pressa e menos margem para erro. O Palmeiras até teve finalizações no primeiro tempo, tentou com Allan, Marlon Freitas, Arthur e Andreas Pereira, mas boa parte dessas ações não se traduziu em domínio real. Havia volume, mas faltava contundência.

Na prática do jogo, o Verdão ficou mais rondando a área do que machucando de verdade. E esse tipo de produção costuma cobrar preço em partida continental fora de casa.

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Jhon Arias controla a bola em Junior x Palmeiras pela Libertadores

Abel mexeu certo, e o Palmeiras mudou de cara

O segundo tempo contou outra história. As entradas de Khellven e Ramón Sosa no intervalo deram nova energia ao time, e o Palmeiras voltou com mais agressividade. Não foi uma mudança apenas de nomes. Foi uma mudança de postura. A equipe passou a jogar mais acelerada, mais vertical e mais conectada com a necessidade da partida.

O empate saiu aos 55 minutos, com Ramón Sosa aproveitando assistência de cabeça de José López em contra-ataque. O lance resume bem o melhor trecho do Palmeiras no jogo: ataque com mais rapidez, leitura melhor dos espaços e capacidade de aproveitar uma jogada decisiva.

Sosa, que saiu do banco, acabou sendo a peça que faltava ao time no primeiro tempo. Entrou participativo, agudo e decisivo. Flaco López também merece destaque pela jogada do gol e pela capacidade de participar de um lance que recolocou o Palmeiras no jogo.

O empate foi justo, mas a sensação final favorece o Palmeiras

Depois do 1 a 1, o Palmeiras ficou mais próximo da vitória do que o Junior. Andreas Pereira teve finalização defendida, Khellven arriscou de fora, Jhon Arias levou perigo, Luighi perdeu boa chance de cabeça, Felipe Anderson apareceu em finalizações perigosas, e Ramón Sosa ainda tentou no fim.

Por isso, o gosto do resultado é misto. O empate parece justo pelo conjunto da partida, principalmente porque o Palmeiras começou mal e demorou a se ajustar. Só que, olhando os minutos finais, fica a sensação de que havia espaço para sair da Colômbia com os três pontos.

Esse é o ponto central da análise: o Palmeiras teve maturidade para não se perder depois do golpe inicial, mas não teve força suficiente para transformar a reação em vitória.

O que o jogo diz sobre o Palmeiras na Libertadores

A estreia deixou uma mensagem importante. O Palmeiras segue competitivo, tem banco que muda jogo e mostrou capacidade de resposta emocional em um cenário desconfortável. Isso não é pouco. Em Libertadores, saber sobreviver a um contexto ruim também conta.

Por outro lado, a atuação também reforça que o time ainda precisa entrar mais pronto em jogos grandes fora de casa. Sofrer um pênalti cedo, permitir que o rival se organize a partir do placar e depender tanto do ajuste do intervalo não pode virar padrão. O Palmeiras cresceu porque tem elenco e repertório para isso. Mas nem sempre haverá tempo ou espaço para corrigir a rota em plena competição continental.

No fim, o 1 a 1 não compromete a campanha. O problema seria tratar esse empate como se ele resolvesse tudo. O resultado é administrável. A atuação, nem tanto.

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