oGol.com.br
·05 de julho de 2026
Ancelotti lamenta 'virada de maré', explica escolhas e projeta próxima Copa: 'Encontrar novas ideias'

In partnership with
Yahoo sportsoGol.com.br
·05 de julho de 2026

O Brasil se despediu da Copa do Mundo após ser derrotado pela Noruega, por 2 a 1, e deixou o sonho do hexa para 2030. Carlo Ancelotti, garantido no cargo pela CBF e com contrato até 2030, foi questionado em entrevista coletiva sobre os motivos desta queda precoce no Mundial.
"Bem, acho que no primeiro tempo tivemos muitas oportunidades, quando estava 0 a 0, e depois a maré virou. Estávamos tentando chegar mais fundo para tentar empatar a partida, mas não conseguimos. Em determinado momento, eu acho que deveríamos vencer", disse o italiano.
O fato da derrota simbolizar o início de um novo ciclo, de olho na Copa de 2030, foi bastante citado pelo treinador. Outro fator comentado pelo comandante foi como essa eliminação pode ser sintetizada pela Canarinho de olho nos próximos capítulos.
"Obviamente, todos estão profundamente decepcionados com o que aconteceu. Acho que não fizemos uma campanha espetacular na Copa do Mundo, mas fizemos uma boa campanha. Precisamos melhorar. Temos que encontrar novas ideias. Não acho que seja o fim. Acho que é o começo de um novo ciclo", adicionou.
A seleção brasileira terminou o confronto com pouco mais de 30% de posse de bola, algo inédito para a equipe até aqui neste Mundial. Ancelotti também foi questionado sobre isso, mas, em sua visão, era uma alternativa para não demonstrar fragilidades contra a Noruega.
“Acho que o Brasil poderia ter competido até o fim desta Copa do Mundo, mesmo com o resultado desta partida.” Foi muito mais complicado pressionar uma equipe de alto nível porque ela fechou bem os espaços defensivos e permaneceu em uma linha alta no campo. Havia risco demais para eles pressionarem", respondeu.
De olho no próximo ciclo, o Brasil tem algumas pendências. Nomes como Danilo, Alex Sandro, Casemiro e Neymar certamente fizeram sua última partida em Copas do Mundo, e a reestruturação da seleção, algo comum após uma queda, já está batendo na porta.
"Bem, na verdade, temos que pensar nisso, é muito evidente que, no meio-campo, eu acho que, sim, acho que temos que mexer em alguns jogadores. Precisamos de alguns jovens talentos que vão surgir ou até já surgiram no futebol brasileiro. Alguns veteranos que poderão continuar, também", pontuou.
A derrota deste domingo (5) ficou muito marcada por um lance que ocorreu ainda cedo. Após Matheus Cunha ser derrubado, a arbitragem, com o auxílio do VAR, assinalou pênalti para o Brasil, mas Bruno Guimarães desperdiçou a cobrança. Esse tema também foi abordado na coletiva.
"Fizemos uma análise estatística de um ano, incluindo também os jogadores adversários, e, com base nisso, para a seleção, o Raphinha era a melhor opção. Naquele momento, a melhor pessoa para bater o pênalti seria o Neymar, mas ele não estava em campo. Depois dos dois, vinha o Bruno e, em seguida, o Martinelli. Sentimos que ele (Bruno) era a melhor opção", adicionou.
As substituições de Ancelotti na segunda etapa, como as entradas de Endrick, Neymar e Danilo Santos, foram questionadas. De acordo com o comandante, a ideia era oxigenar o ataque e trazer repertório, mas isso não funcionou. Depois das alterações, inclusive, saíram os dois gols dos noruegueses.
“Acho que o Endrick entrou para dar muito mais profundidade à partida. Isso funcionou por um ou dois minutos. Para trazer essa qualidade ao terço final, colocamos o Neymar. O Bruno estava cansado e queria pernas novas no meio-campo", falou.
Antes de se despedir dos jornalistas na entrevista coletiva, Ancelotti foi enfático quando perguntado sobre sua permanência na Granja Comary. O contrato entre ambas as partes vai até 2030 e, de acordo com o treinador, ele será cumprido. "Enquanto eu tiver paixão, eu manterei esse trabalho", finalizou.







































