Central do Timão
·08 de abril de 2026
André Luiz relembra título da Libertadores de 2012 e trajetória até o profissional do Corinthians

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O meio-campista André Luiz, revelado nas categorias de base do Corinthians, relembrou momentos marcantes de sua trajetória no futebol e a relação com o clube em entrevista concedida à ESPN no CT Dr. Joaquim Grava. O jogador destacou desde a infância como torcedor até a consolidação no elenco profissional.
Ao falar sobre sua principal lembrança envolvendo o Corinthians na Libertadores, o atleta voltou ao ano de 2012, quando acompanhou a conquista do título ainda fora dos gramados. “Estava assistindo lá onde eu morava, a gente pegou uma TVzinha e colocamos perto de um quiosque, todo mundo assistindo, segurando antena para não cair”, disse a joia do Terrão sobre a partida contra o Boca Juniors, em 2012, no ano em que o clube conquistou a América pela 1ª vez. Foi só felicidade na hora que saíram aqueles dois gols do Sheik… esquece”.

Fotos: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
A trajetória do jogador até chegar ao Corinthians também foi marcada por desafios. Após uma primeira avaliação sem aprovação, André conseguiu uma nova oportunidade e chamou atenção durante um amistoso ainda nas categorias iniciais.
“Foi meio inusitado”, brincou o garoto à ESPN ao lembrar da partida. “Foi um amistoso lá no Parque São Jorge, nosso time contra o deles. Tomamos um c…, 20 a 1. Fiz um golzinho bonito. Acho que o treinador deve ter gostado e me chamou para fazer avaliação. Fiquei uma semana, duas semanas, três semanas, fui voltando, voltando. E estou aqui até hoje”.
Durante o período nas categorias de base, o meio-campista também enfrentou dificuldades fora de campo, principalmente relacionadas ao deslocamento até o centro de treinamento.
“A distância de onde eu morava para vir para cá era muito difícil. Era menor (de idade), muito novo, minha mãe não deixava vir sozinho. Então sempre achar alguém para trazer era difícil. Muita gente já me trouxe: amiga da minha mãe, minha vó, minha tia, muita gente. Essa foi uma das maiores dificuldades. Com o tempo, a situação foi facilitada após a mudança de residência da família, permitindo maior proximidade com o clube.”
“Minha mãe conseguiu se mudar para perto do Parque São Jorge. Foi bom para ela também porque trabalhava na Liberdade. Facilitou para mim e para ela. Sempre quis dar o meu melhor, nunca pensei em desistir, nunca pensei em sair do Corinthians, sempre pensei em estar ali. Na minha cabeça, nunca pensei que ia sair”.
Mesmo com evolução, o atleta revelou que chegou a estar próximo de ser dispensado durante a base, situação que mudou com o apoio da comissão técnica.
“Ali do sub-15 para o 16 estava numa lista de ser dispensado. Acredito que o Vini [Vinícius Marques], que hoje está no Santos, falou para eu ficar. Continuei seguindo, e o Vini foi o treinador que me ajudou a me fixar no meio, falou que ali é onde eu teria mais facilidade, me adaptar melhor. Dali para frente ele me ajudou muito. No sub-16 consegui mais minutagem, no 17 foi um ano ruim, no segundo ano fui titular o ano todo, consegui ser regular e desempenhar meu futebol”.
A transição para o elenco profissional aconteceu após uma oportunidade em treinamentos com o grupo principal, ainda sob o comando de Dorival Júnior.
“Fiz um treino no profissional, o professor Dorival acabou gostando do meu trabalho e me chamou para treinar. O jogo foi numa quarta, vim treinar numa quinta, aí na sexta tinha uma viagem pra Ribeirão no Campeonato Paulista sub-20. Me mandaram para o jogo, fui, joguei. Na segunda já me apresentei no profissional e, desde lá, só fiquei aqui”, lembrou André à ESPN sobre o sonho de estar no time principal do Corinthians.”
O jogador também recordou os primeiros momentos vividos no profissional, desde a primeira convocação até a estreia oficial.
“O primeiro jogo que fui, contra o Vasco, não entrei. Já estava vivendo um sonho. Já estava deslumbrado. No primeiro jogo você vê que é diferente, a torcida dos caras gritando para caramba. Na base, ter torcida é difícil. Para mim, foi a primeira experiência no banco, experiência única que vai ficar marcada para sempre. Na estreia mesmo, contra o Fluminense, estava até tranquilo. Você se apega em Deus e fica mais tranquilo. Fiquei bem de boa”.
Por fim, André destacou a emoção do primeiro gol com a camisa do Corinthians, além da conquista da Copa do Brasil na temporada.
“O primeiro gol foi uma sensação muito boa. Quando eu fiz o gol, só vi a torcida gritando. O Yuri estava na minha frente, abracei ele, até o Hugo saiu do gol para me abraçar. Agradeci a Deus. Foi difícil chegar ali, era um sonho. Sempre foi meu sonho jogar no profissional do Corinthians e ganhar títulos. Vencer. Ganhar a Copa do Brasil como foi, com muitos altos e baixos, na semi contra o Cruzeiro, que era o favorito, a gente fez o que fez. Contra o Vasco a gente não era tão favorito também, e a gente fez o que fez. Foi inédito”, disse André à ESPN sobre a temporada que terminou com a taça da Copa do Brasil diante do Vasco, no mesmo Maracanã em que André estreou no profissional.
O Corinthians volta suas atenções para a sequência da temporada. A equipe entra em campo nesta quinta-feira (09), às 21h (horário de Brasília), quando enfrenta o Platense, na Argentina, pela primeira rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores.
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