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·25 de julho de 2026
André Silva e uma videochamada com Farioli e Villas-Boas: “Soube 15 minutos antes, comecei a suar”

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O FC Porto atravessou profundas mudanças, desde a tribuna presidencial até ao relvado. Este FC Porto é muito diferente daquele que o André deixou há quase uma década, não é?
“Basicamente, nas pessoas, porque no resto acho que aquilo que faz o clube são as suas tradições, os seus valores e isso acho que está bastante vincado. A raça com que se trabalha, a resistência que as pessoas demonstram e manifestam todos os dias, todos os trabalhadores. Alguns que são conhecidos desde a minha altura, mas a maior parte são novas caras. Mas nota-se que os valores se mantêm e que são manifestados dentro da nossa casa e no nosso clube.”
Com quem foi a videochamada? “Com o presidente André Villas-Boas e com o míster Farioli. E com o meu agente. Foi uma surpresa porque pronto, não esperava que acontecesse porque, também através daquilo que ia ouvindo e ia sabendo, essa expectativa colocava-me um pouco longe. Mas surgindo a oportunidade, acho que foi algo que tinha de acontecer e foi no momento certo.”
Como decorreu essa conversa? Pelo que percebi, não foi necessário convencê-lo. “Não, foi basicamente o míster a dizer a forma de jogar, a forma de ver o trabalho. O presidente também a demonstrar a razão pela qual estávamos a fazer aquela chamada. Acho que da minha parte já sabiam, mas eu também aproveitei para transmitir quais eram as minhas vontades. Depois foi uma questão de contrato e de números que rapidamente se solucionou.”
Que opinião tem formado sobre o treinador? Depois de lhe apresentar as suas ideias, como tem sido o trabalho no relvado? A exigência é máxima, isso já ficou claro, não é? “Sim, acho que é um treinador à Porto. Acho que representa bastante bem os valores do clube e além disso traz uma parte única enquanto a sua personalidade. Mas posso dizer que é bastante exigente, é bastante… principalmente exigente aos pormenores. É bastante rigoroso também com aquilo que pede e acho que procura bastante a união da equipa, união tática, união de trabalho e que sejamos… sejamos um dentro de campo e um fora de campo.”
Até que ponto o FC Porto da época passada o surpreendeu? O que mais apreciou naquela equipa campeã orientada por Farioli? “Acho que o ponto mais forte que me salta assim à mente é a estabilidade ao longo da época, tentarem dar o máximo que podiam enquanto clube, enquanto jogadores de qualidade. Acho que foi sempre essa estabilidade e nunca baixar um ponto porque sempre estavam preparados para os desafios e para lutar.”
E como caracteriza a ideia de jogo de Farioli, agora que também a conhece por dentro? “Acho que é tentar trabalhar a equipa como um todo, um bloco em que defendemos todos, atacamos todos, intensos, sem deixar o adversário respirar, o que faz com que também nós estejamos sempre preparados para não respirar e, por isso, precisamos da parte física e mental para estar sempre atentos e acho que é intensidade, união e trabalho.”
Além desses princípios, quais têm sido as principais ideias transmitidas no balneário para preparar a nova época? “O que aconteceu já aconteceu, já foi, já desfrutámos, já aprendemos, e agora temos de trabalhar o dobro, dar um pouco mais daquilo que foi dado no ano passado. Principalmente porque somos isso, somos o alvo a bater. Temos a honra do clube para defender e é isso, trabalhar pelo nosso orgulho, por nós e contra todos que nos quiserem tirar do nosso sítio.”
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