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·30 de março de 2026
Anistia Internacional alerta para “sérios riscos” aos torcedores da Copa do Mundo nos EUA

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·30 de março de 2026

A Anistia Internacional alertou para os “graves riscos” para populações e torcedores durante a Copa do Mundo de 2026, especialmente nos Estados Unidos, onde observa “uma crise de direitos humanos”.
“Sob o governo do presidente Donald Trump, os Estados Unidos, onde serão realizados três quartos dos jogos da Copa do Mundo, são palco de uma crise de direitos humanos”, enfatizou a Anistia em um comunicado que acompanha seu relatório “A Humanidade Deve Prevalecer”, publicado na segunda-feira.
Essa “crise” é “marcada por políticas de imigração discriminatórias, detenções em massa e prisões arbitrárias por agentes mascarados e armados do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), da Alfândega e Proteção de Fronteiras e outras agências”, diz a Anistia.
“Apesar do número alarmante de prisões e expulsões, nem a FIFA nem as autoridades (dos EUA) deram qualquer garantia aos torcedores e às comunidades locais de que estarão protegidos contra discriminação racial e étnica, batidas policiais indiscriminadas e prisões e expulsões ilegais”, disse Steve Cockburn, diretor do programa de Justiça Econômica e Social da Anistia Internacional.
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A Copa do Mundo de 2026, que será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, terá um total de 104 partidas, das quais 78nserão disputadas nos Estados Unidos.
Países como o Irã — cuja participação está em dúvida devido ao conflito em curso —, Senegal e Costa do Marfim podem ter seus torcedores impedidos de comparecer devido às restrições de viagem impostas pelo governo Trump, que fez da política de imigração uma marca registrada de seu segundo mandato na Casa Branca.
Outros torcedores de futebol estão expostos à “vigilância intrusiva” de suas contas nas redes sociais na “busca por conteúdo anti-americano”, estima a ONG.
Além disso, “membros de grupos LGBTQI+ no Reino Unido e na Europa afirmaram que era perigoso para eles terem sua presença visível durante o torneio”, diz a organização de direitos humanos, que também expressa preocupação com as restrições ao direito de manifestação e à liberdade de expressão no México e no Canadá.
“A apenas dez semanas do início da Copa do Mundo, o compromisso da Fifa em organizar um torneio no qual todos se sintam ‘seguros, incluídos e livres para exercer seus direitos’ exige ação urgente para evitar que esta maravilhosa competição termine mal”, afirma a Anistia Internacional.
*Com conteúdo da AFP









































