Esporte News Mundo
·26 de fevereiro de 2026
Anselmi reconhece segundo tempo abaixo e elogia classificação do Botafogo

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·26 de fevereiro de 2026

Com gols no primeiro tempo, o Botafogo venceu o Nacional Potosi por 2 a 0, nesta quarta-feira (26), no Nilton Santos, e se classificou para a terceira fase da Pré LibertadoresPré-Libertadores. Com o resultado, o Alvinegro reverteu a derrota na ida por 1 a 0, vencendo no agregado por 2 a 1.
Por conta disso, o Alvinegro agora vai enfrentar o Barcelona de Guayaquil, do EquadorPré-Libertadores, na próxima fase. No entanto, a equipe não fez um bom segundo tempo e sofreu alguns sustos, o que foi reconhecido pelo técnico.
“Acho que não foi em todo o segundo tempo (a reação adversária), começamos bem, tivemos chances de fazer o terceiro gol e tentamos defender com a bola. Depois eles cresceram e não soubemos tirar a bola deles. Tentamos saindo com três, depois com um a mais no meio-campo. Acumulamos muita gente na última linha e isso provoca confusão. Eu queria pressionar e tirar a bola, mas na Libertadores há muita tensão, coisas acumuladas… Acho que tínhamos que ganhar e às vezes não se pode fazer tudo o que quer. Os jogadores terminaram muito cansados, fizeram muito esforço. O importante era virar o placar. Acho que deveríamos ter marcado mais um no primeiro tempo. No segundo tempo,tempo, eles souberam jogar, não sei se chegaram tanto, mas chegaram”, disse.
Ao ser questionado sobre o sentimento de ter estreado na Libertadores com o clube em casa, o técnico disse que vai celebrar e ainda agradeceu o apoio da torcida. Por outro lado, voltou a reconhecer que tem coisas a serem melhoradas.
“Acho que o futebol brasileiro não deixa muito espaço para o sentimento. Amanhã eu já terei outro sentimento. Vamos celebrar, é um pequeno presente para nossa torcida, que nos acompanhou e nos deu seu apoio. E também é um presente para nós, que vínhamos trabalhando e nos esforçando para conseguir uma recompensa. Hoje tivemos essa recompensa, só nós sabemos como foi toda essa sequência, como foi o trabalho interno no clube e como foi a viagem para a Bolívia, não é fácil jogar lá. Meu sentimento… Obviamente estou feliz porque conseguimos lutar e virar. Mas também, nesse perfeccionismo com o qual trabalho, que talvez não seja bom, acho que temos muita coisa para melhorar. Meu sentimento é pensar nas coisas que temos que fazer para seguir melhorando”, explicou.
Anselmi ainda elogiou Alex Telles, autor do primeiro gol, e ressaltou o seu esforço em campo. Além de explicar algumas situações que aconteceram durante o jogo.
“Fico feliz por ele, jogar ali não é fácil. Tem que fazer muito esforço, estou conversando muito com ele. Para jogar nessa posição, precisa de muita força. Eu achava que com essa linha de cinco eu queria jogar com Vitinho e Telles, mas também com o Ponte pelo meio. Mas também que Montoro e Barrera saltem dúvida nos zagueiros se devem sair ou não, que abram espaço. Depois mudou, fizemos outra linha, com diferença de altura na linha. Defensivamente, ele foi muito bem, o Vitinho também. Estou contente, está fazendo um bom trabalho. Depois, jovens muito bons também. Às vezes podemos jogar com dois, com o Villalba como extremo, por exemplo.”, disse.
O argentino ainda explicou sobre a utilização de Mateo Ponte na linha de três em seu esquema tático e disse que hoje sua equipe construiu com três defensores, mas que defendeu com quatro jogadores na primeira etapa. Anselmi argumentou que queria ter o controle da posse de bola e falou sobre os jogadores da base do clube.
“Nós construímos hoje com três, mas no primeiro tempo defendemos com quatro. Ponte jogou como lateral. Se eu coloco um zagueiro a mais, não posso defender com quatro jogadores. E eu queria defender assim. No primeiro tempo, defendemos no 4-3-1, 4-4-2 por vezes. Se eu coloco o Justino ou o Ythallo, não consigo defender dessa forma. Meu trabalho como treinador é ter todas as possibilidades. Eu gosto muito de analisar o rival. Mas, nesse caso, não tenho muita informação do rival, não estão jogando ainda o Campeonato Boliviano, eles tinham vantagem em casa. Eu achava que eles iam jogar com cinco atrás e atacar com quatro, tinha que estar preparado para qualquer mudança que iam fazer. A versatilidade que me dá o Mateo nesse caso, além de ser um jogador importante… Nós também estamos preparados para uma construção com dois, dependendo da pressão do Potosí. Todas essas coisas eu penso quando armo uma escalação. Se você me pergunta: por que escolhi construir a três no início do jogo? Porque queria ter o controle do jogo, o jogo é muito longo. Eu sabia que, se construísse com dois jogadores e perdesse a bola, a transição deles ia criar espaço. Tenho que analisar tudo. Eu queria ter o controle do jogo para fazer um jogo de ter a bola e causar danos. É muito mais amplo. De outra parte, o Justino e o Ythallo são jogadores jovens, estão aqui para evoluir e nos dar um suporte. Minha tarefa é ajudar. O Justino jogou, ele gostou, teve sua estreia na Libertadores. Então, calma! São jovens, mas acredito muito neles. Se não, eu não colocaria o Justino hoje.”, disse.







































