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·15 de julho de 2026
Antes de duelo contra Inglaterra, Scaloni lembra passagem frustrada no país e define estratégia: 'Controlar a bola'

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Inglaterra e Argentina definem nesta quarta-feira, no Marcedes-Benz Stadium, quem enfrentará a Espanha na final da Copa do Mundo. Lionel Scaloni tentará um feito único: se tornar bicampeão mundial como treinador. Na coletiva prévia do encontro, Scaloni relembrou duelos históricos entre os países, como La Mano de Dios, tentou não misturar política, projetou a estratégia da equipe e ainda lembrou, sem muita saudade, dos tempos em que jogou em Londres.
O lateral direito Lionel Scaloni foi para o West Ham na reta final de preparação para o que seria sua única Copa do Mundo como jogador. Foram 17 partidas, e uma última lembrança amarga na derrota para o Liverpool, nos pênaltis, na decisão da Copa da Inglaterra em Cardiff.
"As pessoas do West Ham provavelmente não se lembram muito bem de mim. Reconheço que as coisas poderiam ter dado mais certo. Fui para lá pensando em disputar a Copa do Mundo com a Argentina. No último jogo eu cometi um erro, e na final da Copa da Inglaterra também errei, o que acabou fazendo com que eu não permanecesse lá. No fim, isso acabou sendo bom para mim, porque depois conheci minha esposa e vieram meus filhos", recordou.
Sobre o passado, falou com saudosismo do lendário duelo entre Inglaterra e Argentina na Copa do Mundo de 1986, que terminou com um dos gols mais famosos da história das Copas, marcado por Diego Armando Maradona.
"Todo mundo se lembra daquela partida, da atuação do Diego, sobretudo do segundo gol, que foi maravilhoso e aconteceu contra a Inglaterra. Mas, se tivesse sido contra qualquer outro adversário, continuaria sendo um gol igualmente bonito", destacou.
Scaloni evitou falar sobre política, rechaçando comentar sobre a Guerra das Malvinas. Recentemente, a ministra da segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva, confirmou a proibição da entrada no estádio de faixas com mensagens sobre o conflito. Scaloni não comentou.
"É apenas uma partida de futebol, e não posso misturar as coisas, principalmente por respeito ao que aconteceu há muitos anos. É um jogo de futebol. Misturar isso seria uma loucura, ainda mais quando há tantas coisas acontecendo em outras partes do mundo e guerras em andamento. Não podemos nos confundir. Nós, como argentinos, devemos lembrar das pessoas que estiveram lá e de seus familiares. Mas que culpa têm os jogadores e as pessoas de hoje? Estaremos errados se misturarmos as coisas", reforçou.
Sobre campo e bola, Scaloni garantiu que a postura de sua equipe será propositiva, tentando controlar o jogo através de posse de bola. "Precisamos voltar a jogar futebol, a controlar a bola, que foi o que nos tornou fortes", começou a analisar.
"A ideia é ficar com a bola e, quando não a tivermos, sofrer o mínimo possível. A Inglaterra tem bons jogadores, explosivos e com características diferentes das de outras seleções. Quando estivermos com a bola, vamos tentar surpreendê-los", completou.
Sobre a escalação, Scaloni foi enigmático: "podemos fazer alguma alteração pensando no rival. Mas vamos com o que temos de melhor, os meninos estão bem". A formação provável tem Dibu Martínez; Montiel, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Rodrigo De Paul, Paredes, Mac Allister e Enzo Fernández; Lionel Messi e Julián Álvarez.







































