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·04 de maio de 2026

António Nobre como no Famalicão-Sporting e no Sporting-Alverca

Imagem do artigo:António Nobre como no Famalicão-Sporting e no Sporting-Alverca

Famalicão-Sporting foi um dos seis jogos que tínhamos apontado como exemplo dos encontros em que o Sporting saiu com a vitória depois de erros graves da equipa de arbitragem.

Nesse jogo, Gonçalo Inácio tinha de ver o segundo cartão amarelo no final da primeira parte, com o resultado ainda em 1-1. O Sporting viria a vencer por 2-1, mas a verdade é que devia ter jogado toda a segunda parte reduzido a dez jogadores. Pedro Henriques, na análise feita em A BOLA, foi claro: Gonçalo Inácio devia ter visto o segundo amarelo aos 45+4 minutos e, como consequência, ser expulso. Quem não mostrou esse segundo amarelo foi António Nobre.


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Sporting-Alverca é outro dos seis jogos. O jogo estava 0-0 quando Diomande carrega Milovanovic nas costas, num lance em que o jogador do Alverca seguia em direção à baliza. António Nobre estava lá. Viu o lance. Nada assinalou. Pedro Henriques voltou a considerar que houve erro, defendendo que Diomande devia ter sido expulso por anular uma clara oportunidade de golo e que o VAR devia ter intervindo.

E quem era o árbitro desse Sporting-Alverca? Mais uma vez, António Nobre. E quem vai apitar o Sporting-Vitória SC? António Nobre. Mais uma coincidência daquelas que já ninguém leva a sério. A nomeação de António Nobre para esse jogo da 32.ª jornada foi divulgada publicamente, com Manuel Oliveira no VAR.

Portanto, não estamos a falar de uma suspeita caída do céu. Estamos a falar de um padrão. Estamos a falar de jogos em que o Sporting foi beneficiado por decisões importantes e em que o nome de António Nobre aparece repetidamente no centro da história. Depois querem que ninguém fale. Depois querem que todos acreditem que é apenas azar, coincidência ou erro humano.

António Nobre também é conhecido pelos benfiquistas por outro motivo. É o árbitro que assinala penáltis contra o Benfica e que, muitas vezes, depois tem de ser corrigido pelo VAR. O Polígrafo recordou que, nessa época, António Nobre assinalou três penáltis contra o Benfica, tendo sido chamado pelo VAR em todos esses lances e revertendo dois deles.

E é também o árbitro da famosa “rasteira com a cabeça” de Otamendi, no Benfica-Arouca da época passada. A BOLA descreveu o lance em que António Nobre assinalou penálti por falta de Otamendi sobre Jason, depois de o central argentino ter derrubado o adversário com a cabeça, decisão mantida mesmo após chamada do VAR. Marco Ferreira, no Record, ironizou com o lance e disse que nunca tinha visto um jogador rasteirar outro com a cabeça.

Foi esse lance que ajudou a tirar o Benfica da luta pelo título na época passada. Um lance absurdo, uma decisão absurda e uma explicação ainda mais absurda. Curiosamente, muitos dos que hoje andam a falar do número de títulos conquistados pelo Benfica e a atacar constantemente Otamendi, como fizeram também nessa altura, nunca colocaram os interesses do Benfica acima de qualquer agenda pessoal.

Preferiram atacar o jogador. Preferiram alinhar na narrativa. Preferiram fazer de conta que não viram o que todos vimos. Porque há um tipo de benfiquismo que está sempre mais preocupado em provar que tinha razão do que em defender o Benfica quando o Benfica é prejudicado.

António Nobre tirou o Benfica do campeonato na temporada passada com uma decisão que ficará para a história da arbitragem portuguesa. Esta época, aparece ligado a jogos em que o Sporting saiu beneficiado em momentos decisivos. E agora volta a ser escolhido para um jogo importante do Sporting.

É caso para perguntar: isto é normal?

Famalicão-Sporting, Gonçalo Inácio perdoado. Sporting-Alverca, Diomande perdoado. Benfica-Arouca, penálti inacreditável contra Otamendi. Sempre o mesmo nome a aparecer nos momentos certos. Sempre as mesmas coincidências. Sempre a mesma sensação de que, quando chega a hora de decidir, há árbitros que parecem saber muito bem para que lado o vento deve soprar.

António Nobre tirou o Benfica do campeonato na temporada passada. E hoje, se for preciso, prepara-se para voltar a dar uma mão a quem já beneficiou das suas decisões.

Depois não digam que ninguém avisou.

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