Blog do São Paulo
·02 de setembro de 2026
Após mudança de técnico e Diretor, zagueiro vai de relegado a capitão no São Paulo

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Poucos meses depois de viver um dos episódios mais delicados de sua passagem pelo São Paulo, o zagueiro Arboleda alcançou um novo patamar de confiança dentro do clube: a braçadeira de capitão. O equatoriano usou a faixa na vitória por 2 a 1 sobre o Red Bull Bragantino, no último sábado, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, recebendo-a das mãos de Luciano, substituído aos 25 minutos do segundo tempo.
A ascensão de Arboleda à hierarquia de capitães — hoje ele figura logo atrás de nomes como Calleri e Luciano — é o capítulo mais recente de uma história que começou de forma bem diferente. Em abril, o zagueiro simplesmente não se apresentou para a concentração antes do duelo contra o Cruzeiro, após viajar ao Equador sem aviso prévio ao clube. O paradeiro dele só foi confirmado no dia seguinte, e o São Paulo chegou a notificá-lo judicialmente, cogitando uma rescisão unilateral de contrato.
Arboleda voltou a se apresentar somente em 4 de maio, exatamente um mês após o sumiço, e passou a treinar em horários separados do restante do elenco. O clube chegou a tentar negociá-lo — Santos e Vitória demonstraram interesse, mas nenhuma negociação avançou.
O cenário mudou com a demissão de Rui Costa do cargo de diretor de futebol, no fim de junho — ele era um dos principais defensores do afastamento do zagueiro. Dias depois, com a chegada do técnico Dorival Júnior, o São Paulo anunciou, após “diversas avaliações”, a reintegração de Arboleda aos treinos com o grupo, mediante multa.
Foi nesse momento que o zagueiro revelou publicamente ter enfrentado um quadro de depressão, usado por ele para justificar a viagem sem aviso ao clube. Em seu retorno aos gramados, foi alvo de vaias, mas voltou a balançar as redes diante do Bolívar-BOL, pela Sul-Americana, e afirmou, em entrevista, compreender que levaria tempo para reconquistar o carinho da torcida — além de relatar ter buscado apoio psicológico ao longo do processo.
Desde a reintegração, Arboleda vem sendo peça constante no time titular: disputou seis dos oito jogos do São Paulo após a pausa para a Copa do Mundo, sendo titular em todos eles. Na temporada, soma 17 partidas, com um gol e uma assistência — desempenho que embasou a defesa pública feita por Dorival Júnior em coletiva de imprensa: “Ele vem fazendo grandes jogos. O Arboleda sempre foi um jogador muito confiável (…) É um dos capitães da equipe, como o Rafael, de repente o Tolói e outros mais.”
Nem todos os são-paulinos aprovaram a escolha. Nas redes sociais, a decisão de ver Arboleda com a braçadeira gerou críticas de parte da torcida, que ainda associa o zagueiro ao episódio de abril e questiona a decisão da comissão técnica de elevá-lo à hierarquia de capitães do time.
Com Arboleda consolidado no time titular, o São Paulo volta a campo no sábado (5), diante do Atlético-MG, às 18h30, no Morumbis, pela 26ª rodada do Brasileirão. Na sequência, encara o Boca Juniors, no dia 8, às 21h30, na Bombonera, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana.
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