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·06 de fevereiro de 2026

Após nova derrota, Tite assume responsabilidade e aponta dificuldade em reagir a gols sofridos

Imagem do artigo:Após nova derrota, Tite assume responsabilidade e aponta dificuldade em reagir a gols sofridos

O Cruzeiro voltou a ser derrotado no Campeonato Brasileiro. Na noite desta quinta-feira (5), no Mineirão, a Raposa perdeu por 2 a 1, de virada, para o Coritiba, em duelo válido pela segunda rodada da Série A. Após a partida, o técnico Tite concedeu entrevista coletiva, assumiu a responsabilidade pelo momento da equipe e destacou como principal problema a dificuldade do time em lidar com gols sofridos durante os jogos.

Na análise do confronto, o treinador avaliou que o Cruzeiro apresentou dois tempos distintos e lamentou a falta de efetividade nas oportunidades criadas ainda na primeira etapa. Segundo ele, o time poderia ter ampliado o placar antes de sofrer o empate e perder o controle da partida.


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“Um jogo com dois tempos distintos. Um primeiro tempo onde teve volume, oportunidades, poderia ter feito o segundo gol e efetividade conta no futebol. E fechando tomamos o gol de empate. Veio o segundo tempo e num momento de contra-ataque, a infelicidade de tomar o segundo. E não tivemos a força suficiente pra buscar o empate ou a vitória.”

Tite também comentou a inversão de posicionamento entre Christian e Wanderson ao longo da partida. O treinador explicou que manteve inicialmente a formação por conta do bom desempenho do meio-campista na primeira etapa e pelas jogadas que vinham sendo construídas pelo lado esquerdo.

“Começou dessa forma, porque o Christian tava bem no primeiro tempo. As oportunidades com Kaiki e com o Gerson estavam fluindo. Então eu esperei alguns momentos pelo lado direito com o Wanderson e se não fluir, eu tenho a condição de trocar, que foi o que aconteceu.”

Sobre as substituições na etapa final, Tite afirmou que buscou dar mais apoio pelos lados do campo e aumentar o ritmo da equipe, além de valorizar a qualidade de passe de alguns atletas que entraram ao longo do jogo. Ele também comentou as vaias e xingamentos vindos das arquibancadas.

“Eu respeito o torcedor (sobre as vaias). Tenho comigo o sentimento do torcedor, de compreensão, da busca do resultado, dele querer que seu time vença. Não tenho nada a falar a respeito a não ser respeitar. Ele é o objetivo maior do clube. Quando a gente tem dois laterais apoiadores e afogou pelo lado esquerdo com o Kaiki, tem o Prattes que tem bom apoio, é um dos porquês da entrada. Fagner te da um pouco mais do passe, colocar jogadores descansados te dão um ritmo melhor. Essa foi a ideia (com as substituições).”

Um dos pontos centrais da coletiva foi a análise sobre a dificuldade do Cruzeiro em transformar o volume de jogo em resultados. Para Tite, o time precisa melhorar tanto na conclusão das jogadas quanto na consistência defensiva após sofrer gols.

“O primeiro tempo teve volume e um número de oportunidades pra definir com um placar mais dilatado. Se a gente buscar os contra-ataques, as finalizações, as bolas atravessadas na área… e ela não foi efetiva. Em contrapartida, quando o adversário fez, nós não tivemos a consistência. Então é da efetividade na frente e a consistência atrás. Os fatores estão conjugados. Tenho que transformar minha conversa em atitude e comportamento dentro de campo pra reverter isso com futebol e resultado, não tem outra forma.”

O treinador também explicou a escolha pela entrada do lateral Fagner no lugar de William, em detrimento do jovem Kauã Moraes, justificando a necessidade de um jogador com maior capacidade de construção contra um adversário mais fechado.

“Você tem um Fagner, contra uma equipe que tá com bloco baixo, tu precisa de um passador. E o Fagner é um construtor. Diferente do Moraes que é um jogador de área. A característica foi importante pra que eu tivesse um jogador, essa foi a ideia. O técnico é o primeiro na visibilidade a ter sua cobrança, faz parte da atividade.”

Com dois resultados negativos nas primeiras rodadas, além dos tropeços do Mineiro, Tite reconheceu a pressão crescente e foi enfático ao assumir a responsabilidade pelo momento do Cruzeiro.

“Não sei quantificar. De culpa, também não. Acredito em responsabilidade, a do técnico é a maior de todos. Percentual não sei quantificar, mas a culpa é do técnico.”

Projetando o próximo compromisso, considerado decisivo contra o América, o treinador utilizou uma metáfora para explicar o momento da equipe e reforçou a necessidade de maturidade emocional em caso de gols sofridos.

“Encarando a verdade dos fatos. Dois resultados negativos. Dois momentos de performance. Eu uso algumas metáforas pra comparar: quando tá lutando boxe, você toma um jab, um cruzado, fica um pouco tonto. Calma, você vai reestabelecer pra retomar o seu ritmo. É assim que se faz. Saber absorver os gols faz parte dessa maturidade.”

Tite confirmou que houve conversa no vestiário após a partida, incluindo participação do dirigente Pedrinho, mas evitou revelar detalhes.

“Nós conversamos sim. Pedrinho conversou conosco. Na semana passada não. Nós tivemos outro encaminhamento. Dessa vez foi o Pedrinho. Tem certas coisas que são de vestiário. Vestiário é sagrado e temos que saber absorver essas situações, pela grandeza do clube.”

Por fim, o treinador voltou a apontar a dificuldade da equipe em reagir após sofrer gols como um fator determinante para a queda de desempenho na etapa final.

“São fatores que coincidentemente tão tomando gols. E o fator de saber absorver o gol e transformar isso, é do jogo, vamos continuar jogando bem, continuar produzindo, colocando volume, que era uma das minhas atenções no vestiário, não aconteceu. Talvez esse processo de maturidade, talvez essa expectativa que o Cruzeiro trouxe, justa, se faz e faz com que a equipe desequilibre. O aspecto físico eu não gostaria de colocar, não dessa forma.”

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