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·06 de julho de 2026

Após queda histórica, Ancelotti define próximos passos

Imagem do artigo:Após queda histórica, Ancelotti define próximos passos

A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 levantou questionamentos sobre o futuro de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira. No entanto, a continuidade do treinador italiano já estava definida antes mesmo do Mundial. Com contrato renovado pela CBF pouco antes da competição, Ancelotti permanecerá no cargo até a Copa do Mundo de 2030.

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Carlo Ancelotti, Head (Foto: Dan Mullan/Getty Images)


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Mesmo após a pior campanha brasileira em Mundiais desde 1990, quando a Seleção também caiu nas oitavas de final, o técnico evitou tratar o resultado como o fim de um projeto e afirmou que a derrota representa o início de um novo ciclo.

“Essa derrota é o princípio de um novo ciclo”, declarou o treinador durante a entrevista coletiva após a partida.

A renovação contratual também manteve Carlo Ancelotti como o técnico de seleção mais bem pago do futebol mundial. Segundo informações do jornalista Diogo Dantas, o italiano seguirá recebendo 10 milhões de euros por ano, cerca de R$ 59,3 milhões anuais, valor estabelecido desde sua chegada à Seleção em maio de 2025. Apesar da permanência, o treinador deixou de receber um bônus de 5 milhões de euros previsto em contrato caso conquistasse o título mundial.

A renovação também contemplou toda a comissão técnica. Os auxiliares Paul Clement, Francisco Mauri, Mino Fulco e Simone Montanaro tiveram seus vínculos prorrogados e receberam reajustes salariais, reforçando a intenção da CBF de manter estabilidade no projeto.

Logo após a derrota para a Noruega, Ancelotti optou por não conceder entrevistas na saída do gramado. Quem falou inicialmente foi seu filho e auxiliar técnico, Davide Ancelotti. Somente mais tarde o treinador apareceu na coletiva oficial para explicar decisões tomadas durante a partida.

Entre os temas abordados, o italiano justificou as substituições realizadas durante o confronto, afirmando que buscava dar mais profundidade e intensidade ao time nos minutos finais. Ancelotti também revelou que a escolha de Bruno Guimarães para a cobrança do pênalti decisivo seguiu um levantamento estatístico desenvolvido pela comissão técnica ao longo do último ano.

Segundo o treinador, a ordem de preferência entre os cobradores colocava Neymar como primeira opção, seguido por Igor Thiago, Raphinha e Bruno Guimarães. Como os três primeiros não estavam disponíveis naquele momento da partida, o volante do Newcastle assumiu a responsabilidade. Gabriel Martinelli aparecia como a quinta alternativa da lista.

Além das explicações sobre o jogo, Ancelotti confirmou que o planejamento para a Copa do Mundo de 2030 já começou. O treinador pretende manter uma base jovem, mesclando atletas experientes com novos nomes que possam surgir ao longo do próximo ciclo.

Apesar da eliminação precoce, a CBF demonstra confiança na continuidade do trabalho. Para a entidade, interromper o projeto neste momento significaria reiniciar mais uma reconstrução, cenário que a direção pretende evitar após anos de mudanças frequentes no comando técnico da Seleção Brasileira.

Ao projetar o futuro, Ancelotti reforçou que derrotas fazem parte do processo de evolução.

“Quando passamos por um momento assim, temos que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura, uma nova temporada. Temos que seguir trabalhando, melhorando e encontrando novas ideias. Acho que esse não é o final”, concluiu o treinador italiano.

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