AVANTE MEU TRICOLOR
·11 de setembro de 2026
Após reunião de Massis com líderes do elenco, São Paulo quita salários em carteira atrasados

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·11 de setembro de 2026

O São Paulo quitou, no final da tarde desta sexta-feira (11), os salários registrados em carteira (CLT) referentes ao mês de agosto com todo o elenco profissional. Os vencimentos, que deveriam ter sido pagos na última terça-feira (8), foram regularizados após uma operação financeira escalonada pela diretoria.
Pela manhã, a gestão pagou cerca de 71 atletas de Cotia e os nomes de menor faixa salarial do CT da Barra Funda. Ao longo da tarde, o clube captou recursos para quitar o restante do grupo principal, zerando os débitos na carteira de trabalho antes do clássico contra o Palmeiras, neste sábado (12).
Conforme revelou o AVANTE MEU TRICOLOR, o pagamento ocorreu após nova reunião dos líderes do elenco com a diretoria, desta vez com a presença do presidente Harry Massis Júnior, que se fez necessária após os boatos de que o elenco planejava fazer greve. A informação, contudo, não procede e não passa de uma história inventada nas redes sociais, conforme jogadores relataram à reportagem.
Apesar da quitação da CLT, a diretoria são-paulina segue com pendências financeiras expressivas com o departamento de futebol:
Três meses de imagem em atraso: O Tricolor acumula três meses de débitos relativos aos direitos de imagem do elenco. A perspectiva interna aponta para o quarto mês de atraso consecutivo no próximo dia 28, data de vencimento da nova parcela.
Rede de apoio entre jogadores: O cenário de instabilidade gerou desconforto e reuniões internas no vestiário. As lideranças do grupo estabeleceram uma espécie de “pacto de solidariedade”, colocando-se à disposição para prestar auxílio financeiro direto a companheiros de elenco ou funcionários que enfrentem dificuldades em razão dos atrasos.
O AVANTE MEU TRICOLOR apurou com pelo menos quatro jogadores do São Paulo que o elenco soube antes mesmo da viagem à Argentina para o jogo de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors que o clube ia atrasar o pagamento dos salários em carteira (CLT).
Conforme relatado à reportagem, ainda na segunda-feira (7), um dia antes da viagem a Buenos Aires, o gerente de futebol Rafinha se reuniu com os líderes do plantel e comunicou sobre os problemas financeiros. Receberam também a promessa de tudo deverá ser quitado até segunda-feira (14). E é aí que os problemas se aprofundam.
Nenhum dos quatro jogadores ouvidos pelo AMT diz acreditar na promessa da diretoria encabeçada pelo ex-capitão Rafinha. Contratado em janeiro para ser uma espécie de fiador do mandatário Harry Massis Júnior, o ex-lateral perdeu credibilidade interna por outras promessas não cumpridas de pagamento dos direitos de imagem.
Outro atleta confirmou informação divulgada pelo ‘Globo Esporte‘, de que o elenco se reuniu na quinta-feira (10) e decidiu se criar uma espécie de vaquinha solidária de ajuda a jogadores que estejam passando por dificuldades financeiras. Até mesmo o técnico Dorival Júnior está colaborando.
Atualmente, o São Paulo deve três meses de direitos de imagem – referente a junho, julho e agosto – e, agora, um mês de salários em carteira, que deveria ter sido pago no último dia 8 de setembro.
O São Paulo também não vem honrando o acordo feito em fevereiro deste ano, já pela gestão de Harry Massis, de parcelamento dos direitos de imagem em atraso referentes a 2025. O clube dividiu o montante em dez parcelas, mas pagou somente cinco.
A acusação da gestão Massis é que a oposição, mais precisamente o presidente do Conselho, Olten Ayres de Abreu, trava a votação do contrato com a Ticketmaster, que assumiria a gestão da venda de ingressos e do Sócio-Torcedor, em acordo aprovado pelo Conselho de Administração desde 19 de agosto. A afirmação gerou ruídos internos entre os conselheiros contrários à gestão.
A proposta em disputa não é pequena: prevê a antecipação de R$ 110 milhões ao São Paulo em até 45 dias após a assinatura, na forma de um empréstimo a ser quitado em cinco anos, com juros de CDI mais 1,99%. É esse dinheiro — represado por uma queda de braço institucional que já dura semanas — que a diretoria aponta como a peça que falta para destravar o pagamento das dívidas com o elenco.
A crise de fluxo de caixa atinge o elenco em diferentes frentes financeiras:







































