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·09 de fevereiro de 2026

Árbitro é preso por suposta agressão a prostituta

Imagem do artigo:Árbitro é preso por suposta agressão a prostituta

Um árbitro profissional de futebol da Segunda Divisão da Espanha, de 33 anos, foi detido sob suspeita de agressão sexual contra uma mulher que atua como prostituta, em um caso que ganhou grande repercussão no país. A informação foi divulgada por diversos veículos espanhóis.

O episódio teria ocorrido há cerca de duas semanas, em Gijón, nas Astúrias, e está sendo investigado pela Justiça espanhola.


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Após prestar depoimento, o suspeito foi colocado em liberdade provisória, mas acabou suspenso preventivamente de suas funções pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

De acordo com as investigações, o árbitro teria contratado previamente os serviços da mulher e combinado um encontro em uma residência na cidade. No local, segundo a denúncia apresentada pela vítima, a situação teria se transformado em um episódio de coação e agressão sexual.

A mulher relatou que o homem se passou por agente da Polícia Nacional, utilizando distintivos para reforçar a falsa identidade, e a ameaçou por conta de sua suposta situação migratória irregular no país.

Ainda conforme a apuração policial, o suspeito teria afirmado que poderia abrir um procedimento contra a mulher caso ela não aceitasse manter relações sexuais.

Após o ocorrido, ele não teria pago pelos serviços combinados. Assustada, a vítima conseguiu pedir ajuda e acionou a polícia, que se dirigiu ao local e deu início às diligências.

Durante a investigação, as autoridades realizaram uma busca na residência do árbitro, onde encontraram uniformes e distintivos de diferentes forças de segurança, incluindo a Polícia Nacional, a Guarda Civil e polícias locais.

O material apreendido reforçou a suspeita de usurpação de função pública, além das acusações de agressão sexual e coação. O caso está sob responsabilidade de uma unidade especializada em crimes contra mulheres e famílias e tramita em um tribunal de instrução de Gijón.

Um dos pontos analisados pelos investigadores é a possibilidade de que não se trate de um episódio isolado, e as autoridades apuram se o árbitro pode ter usado o mesmo método em outras ocasiões, aproveitando-se do medo de mulheres em situação vulnerável para impedir denúncias. Esse fator, segundo fontes próximas ao caso, costuma dificultar a identificação desse tipo de crime.

Mesmo após ter sido detido e liberado, o árbitro chegou a apitar uma partida da Segunda Divisão, já que, segundo o Comitê Técnico de Árbitros (CTA), a entidade ainda não tinha conhecimento formal do caso naquele momento. A situação só veio à tona após a divulgação pela imprensa espanhola.

Diante da repercussão, a RFEF anunciou oficialmente a abertura de um processo de investigação e determinou, como medida cautelar, a suspensão imediata do árbitro de todas as atividades até a conclusão do procedimento. Em comunicado, a federação informou que tomou conhecimento da detenção por meio das reportagens e que a decisão segue os regulamentos internos da entidade.

O nome do árbitro não foi divulgado pelas autoridades nem pela federação. O processo criminal segue em andamento, e o juiz responsável pelo caso deverá decidir nas próximas semanas se haverá ampliação das acusações e quais medidas cautelares serão aplicadas ao investigado.

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