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·02 de setembro de 2026

Artur Jorge explica trocas em eliminação do Cruzeiro: “Tinha que agir”

Imagem do artigo:Artur Jorge explica trocas em eliminação do Cruzeiro: “Tinha que agir”

O Cruzeiro está fora da Copa do Brasil. Assim como foi na Libertadores, a Raposa não conseguiu abrir vantagem na ida como mandante, e sofreu uma derrota por 2 a 1 na volta. Se na Libertadores o algoz foi o Flamengo, desta vez foi o seu maior rival, o Atlético Mineiro, o carrasco da desclassificação da equipe no mata-mata nacional.

Desta vez, o Cruzeiro chegou a sair na frente do placar com gol de Kaio Jorge. Contudo, a expulsão de Lucas Villalba, aos 15 minutos do segundo tempo, fez Artur Jorge ter que fazer mudanças no time. Para azar do Cruzeiro, as trocas do treinador – aliada ao fato de ter um homem a menos em campo – pioraram o time, e a virada do Galo foi questão de tempo.


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Após a eliminação, Artur Jorge tentou dar explicações sobre as mudanças no time. O treinador detalhou porque decidiu tirar Kaio Jorge, Matheus Pereira e Gerson, seus três melhores jogadores, com cerca de 35 minutos restantes para o fim da partida.

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Villalba foi expulso por falta em Cuello  – Foto: Pedro Souza / Atlético

“Quando nós sofremos essa expulsão, nós ficámos com uma substituição para fazer. Faltavam 30 minutos para o final do jogo. Tivemos um pedido do Gerson para sair, que estava a sentir desconforto e pediu para sair. Portanto, eu tinha que agir imediatamente naquele momento”, iniciou o português, que complementou:

“O Gerson pediu para ser substituído, o que nos forçou a agir rápido. A estratégia foi ajustar as laterais, utilizando Matheusinho e Kenji para fechar os corredores. A meta era manter em campo três jogadores com fôlego e capacidade de explorar o que o novo cenário passou a oferecer: as transições rápidas. Reorganizamos a equipe em um 5-3-1 para estancar os espaços e garantir a nossa sobrevivência na partida”, disse.

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Por fim, Artur Jorge também se explicou por ter mantido Lucas Villalba na partida mesmo pendurado com o cartão amarelo. O treinador assumiu a responsabilidade pela derrota, mas cobrou um pouco mais de maturidade dos seus jogadores.

“O elenco precisa saber administrar o peso de jogar pendurado. Não podemos perder a confiança no nosso modelo. Se o critério de substituição fosse apenas o cartão, eu seria obrigado a sacar o Kaio Jorge, o Otávio e o Villalba de uma só vez. Fizemos uma troca apenas quatro minutos antes da expulsão. É fácil ser engenheiro de obra pronta e criticar a manutenção do Villalba, mas adotei exatamente a mesma postura com o Kaio e funcionou. O ônus dessas escolhas nos 90 minutos é meu. Há sempre margem para evolução, tanto nos acertos quanto nos erros, mas a premissa é clara: ganhamos e perdemos juntos”, finalizou.

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