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·28 de agosto de 2026

As cinco maiores vendas da era Leila saíram todas da mesma casa

Imagem do artigo:As cinco maiores vendas da era Leila saíram todas da mesma casa

O Palmeiras fechou a semana com um número que explica boa parte do orçamento recente do clube: 414,2 milhões de euros, ou cerca de R$ 2,4 bilhões, arrecadados em 27 vendas diretas de atletas do futebol masculino desde o início de 2022, quando Leila Pereira assumiu a presidência. A conta é do próprio clube e considera valores fixos somados a bônus, sem incluir os percentuais mantidos para negociações futuras.

O empurrão mais recente veio da ida de Allan ao Manchester City, operação que pode alcançar cerca de R$ 240 milhões entre fixos e variáveis. Mas o dado que organiza a lista não é o valor de uma venda isolada: é de onde vieram os jogadores. Das 27 negociações, 18 são de atletas formados na Academia de Futebol.


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18 de 27

Das vendas diretas fechadas pelo Palmeiras desde 2022, 18 envolveram jogadores formados nas categorias de base do clube.

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O topo da lista é integralmente da base

Não há um único contratado entre as cinco operações mais caras do período. Endrick, Estêvão, Allan, Vitor Reis e Luis Guilherme saíram todos da Academia, e três deles foram para clubes ingleses.

As cinco maiores vendas do Palmeiras desde 2022

  1. 1 Endrick 72 milhões de euros ao Real Madrid
  2. 2 Estêvão 61,5 milhões de euros ao Chelsea
  3. 3 Allan 40 milhões de euros ao Manchester City
  4. 4 Vitor Reis 37 milhões de euros ao Manchester City
  5. 5 Luis Guilherme 30 milhões de euros ao West Ham

O padrão se repete mais abaixo. Giovani, Vanderlan, Thalys, Kaique, Naves, Fabinho, Wesley, Gabriel Veron, Patrick de Paula, Danilo, Kevin, Artur e Jhon Jhon também vieram das categorias de base. O caso de Jhon Jhon é o exemplo mais claro de que a receita não termina na assinatura: ele saiu por 7 milhões de euros ao Bragantino, e o Palmeiras voltou a faturar com ele em 2026, na transferência ao Zenit, por ter mantido 20% dos direitos econômicos.

Entre os contratados, só um caso de valorização real

Os outros nove nomes chegaram ao clube já como profissionais. Nesse recorte, a maior operação é a de Richard Ríos, vendido por 30 milhões de euros ao Benfica depois de ter custado R$ 6 milhões ao Guarani, em 2023. É o único da lista em que houve valorização direta e expressiva do atleta: a saída aconteceu por um valor cerca de cinco vezes maior do que o investimento inicial.

Os oito restantes — Facundo Torres, Rony, Aníbal Moreno, Rafael Navarro, Merentiel, Luan, Zé Rafael e Bruno Tabata — deixaram o clube depois de perder espaço no elenco, em operações de valores bem menores. O contraste com o topo da lista ajuda a entender por que a diretoria vem tratando a formação como a principal engrenagem financeira do clube, tema que o dirigente João Paulo Sampaio já havia colocado publicamente.

A conta ainda deve crescer

O total tende a subir nos próximos dias. O atacante Riquelme negocia a transferência ao Inter Miami, da MLS, por valores entre 5,5 milhões e 6 milhões de euros, referentes a 60% dos direitos econômicos.

O volume acumulado já havia colocado o Palmeiras à frente de Barcelona e Real Madrid em receita com vendas desde 2022/23, e a saída de Allan sozinha empurrou as negociações de Crias para além de R$ 2,1 bilhões. Quanto disso entra efetivamente no caixa, e como se distribui entre receita, dívida e folha, está detalhado na página de finanças do Palmeiras.

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