Assim como Paul McCartney e Avril Lavigne, aparentemente o Flamengo de 2025 morreu e foi substituído | OneFootball

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·20 de fevereiro de 2026

Assim como Paul McCartney e Avril Lavigne, aparentemente o Flamengo de 2025 morreu e foi substituído

Imagem do artigo:Assim como Paul McCartney e Avril Lavigne, aparentemente o Flamengo de 2025 morreu e foi substituído
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Ainda que não faltem narrativas absurdas no mundo em que vivemos (“o homem nunca pousou na Lua”, “a vacina da COVID envolve um chip 5G”, “Sport Recife é campeão brasileiro de 1987”), e que algumas coisas que antes pareciam totais disparates hoje não pareçam tanto assim (“existe uma cabala de bilionários que vive acima da lei e comete atrocidades”), uma das mais antigas e mais inofensivas teorias da conspiração é a de que o músico Paul McCartney teria morrido e sido substituído.

Surgida originalmente em 1966, ela afirmava que naquele ano o integrante dos Beatles havia falecido num acidente de carro e sido “trocado” por um sósia, com diversas “pistas” espalhadas através da discografia do grupo. Uma teoria absurda? Sim, mas que cativou toda uma geração de defensores, que se dedicaram a encontrar provas de que um dos mais importantes artistas daquela época não era o que parecia ser.


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E após a derrota de 1x0 para o Lanus, pela partida de ida da Recopa Sul-Americana, já é possível dizer que, ainda que um tanto quanto improvável, a teoria de que todo o time do Flamengo multicampeão em 2025 morreu e foi substituída por sósias nível “Gabigordo” já é no mínimo mais plausível do que aquela envolvendo o baixista nascido em Liverpool.

Isso porque poucas outras coisas conseguiriam justificar o desempenho lamentável que a equipe de Filipe Luís exibiu em mais uma partida decisiva. O ataque deu apenas um chute a gol, se mantendo inoperante seja com a formação inicial ou com as substituições. O meio de campo falhou em criar e também em marcar. A defesa, um dos pontos fortes da temporada passada, foi vazada pela oitava vez seguida no ano e ainda estamos em fevereiro.

Como conciliar então essa equipe perdida, sem organização, condicionamento físico ou qualquer resquício de alma, com o time técnico, eficiente e decisivo que vimos no fim do ano passado? São os illuminati? Os reptilianos? É obra da maçonaria? Os títulos de 2025 foram uma farsa filmada por Stanley Kubrick num estúdio em Jacarépaguá? Ou toda a equipe rubro-negra, tal qual Paul McCartney, sofreu um terrível acidente e precisou ser substituída?

Quer dizer, não como McCartney, já que se a teoria estiver correta, não apenas o sósia conseguiu realizar um trabalho impecável imitando Paul como ainda participou de alguns dos mais importantes discos dos Beatles, como Sgt Pepper’s Loney Hearts Club Band, Abbey Road e o chamado Álbum Branco, enquantos os sósias rubro-negros estão muito longe de conseguir tocar uma cover seguida dos jogos realizados em 2025. Talvez a comparação que faça mais sentido então seja a de outra substituição, a da cantora Avril Lavigne, que também teria falecido e sido trocada por outra artista.  Porém essa não apenas era uma imitadora menos convincente como causou mudanças visíveis no estilo musical da cantora, com discos muito mais próximos do pop do que a obra da Avril “original”. Basicamente perdemos o antigo Flamengo de Filipe Luís e recebemos uma banda cover da equipe rubro-negra comandada por Zé Ricardo, com Trauco, Pará, Vizeu e Berrío.

Parece maluquice? Obviamente sim. Mas ainda parece fazer mais sentido do que apenas aceitar que aquele grande time do Flamengo de 2025, por falta de planejamento, organização e vontade, se transformou nessa massa amorfa de jogadores correndo sem rumo que estamos vendo em 2026.

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