Central do Timão
·11 de fevereiro de 2026
Associados repudiam suspensão de investigações internas contra ex-presidentes do Corinthians

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·11 de fevereiro de 2026

A decisão de Romeu Tuma Jr, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians,de suspender os processos contra os ex-presidentes do clube investigados pelas Comissões de Ética e de Justiça segue repercutindo entre a torcida, coletivos e associados do Parque São Jorge.
O movimento Arquibancada 85 publicou na manhã desta quarta-feira (11) uma nota de repúdio contra a decisão de Tuma, citando a suspensão do processo de expulsão dos ex-presidentes André Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo. Na nota, o grupo afirma que a medida ignora o próprio posicionamento do promotor do Ministério Público, que considerou desnecessária a suspensão do processo interno, e ressalta que a torcida exige responsabilização de todos que prejudicaram o clube ou que tentam encobrir tais atos administrativos.

Foto: Henrique Vigliotti/Central do Timão
Por sua vez, o Coletivo Família Corinthians, também formado por associados do Parque São Jorge, se posicionou em nota de repúdio nominal a Romeu Tuma Jr., apontando que, segundo o entendimento do grupo, a decisão do presidente do Conselho Deliberativo contraria o princípio da independência das esferas administrativa e criminal (Súmula 18 do STF), que estabelece que as instâncias penal, civil e administrativa são autônomas.
O coletivo ressalta que a suspensão dos processos contra os ex-presidentes Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo não possui respaldo jurídico e configura uma medida de caráter estritamente político, que, segundo o grupo, busca retardar ou blindar os envolvidos, em detrimento da transparência e da responsabilização administrativa que o clube exige.
Em entrevista à imprensa na última segunda-feira (9), Tuma afirmou que a decisão não paralisa os procedimentos em curso no clube, mas suspende temporariamente, até que o Conselho tenha acesso aos autos judiciais, a tramitação das apurações no caso do uso do cartão corporativo pelos ex-presidentes, com o objetivo de proteger a Comissão de Justiça e a Comissão de Ética. Segundo ele, a medida visa evitar qualquer impressão pública de desrespeito à Justiça, ao Poder Judiciário ou ao Ministério Público, enquanto as diligências e cobranças enviadas à diretoria continuam sendo processadas normalmente.
“Hoje mesmo eu tomei uma atitude, que vocês devem ter acompanhado, de suspender o processo de tramitação no caso dos ex-presidentes Andrés, Duilio e Augusto, no que se refere ao uso do cartão corporativo. Quero deixar claro, como eu deixei para o Conselho, que isso não paralisa os processos. Os processos estão andando, porque tem várias diligências, várias cobranças que nós enviamos para a diretoria, que ela tem que responder. O que a gente fez foi, excepcionalmente, proteger a própria Comissão de Justiça e a Comissão de Ética, para que não façam nada que possa transparecer publicamente que estão desrespeitando a Justiça, o Poder Judiciário e o Ministério Público”, afirmou o presidente do Conselho.
Tuma ainda justificou que a suspensão das apurações envolvendo os ex-presidentes ocorreu devido à falta de acesso do CD aos autos e às decisões judiciais, ressaltando que o órgão não tem autonomia para se comunicar diretamente com o Poder Judiciário, tarefa que cabe à diretoria executiva.
Ministério Público também se manifestou
O promotor responsável pela investigação criminal que denunciou os ex-presidentes Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves enviou ofício ao presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, afirmando que não há base jurídica para a suspensão das investigações internas contra eles.
Segundo o Ministério Público, o clube tem obrigação estatutária de dar continuidade às apurações, mesmo diante de medidas cautelares da Justiça, que só restringem contato físico direto. A recomendação é usar videoconferências para garantir contraditório e ampla defesa, mantendo os procedimentos regulares.
O MP ressalta que o Conselho Deliberativo possui autonomia administrativa e que decisões judiciais cautelares não anulam suas competências previstas no estatuto. O órgão também afasta qualquer irregularidade em eventuais contatos de Andrés Sanchez com conselheiros durante as oitivas e solicita a apresentação do relatório final das investigações.
Confira na íntegra as manifestações do movimento Arquibancada 85 e do Coletivo Família Corinthians, respectivamente:
A Arquibancada 85 repudia veementemente a decisão do presidente do CD Romeu Tuma Junior em suspender o processo de expulsão dos ex presidentes André Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo.
O próprio promotor do Ministério Público declarou desnecessária a suspensão do processo interno do clube, uma vez que não conflita com o processo em curso no Ministério Público.
O Corinthians precisa ser passado a limpo e a velha política do PSJ parece ser contra que todos aqueles que lesaram o Corinthians nos últimos anos sejam responsabilizados pelos atos administrativos que levaram o clube até a calamitosa situação financeira em que se encontra.
A Fiel Torcida, que é a razão do gigantismo do maior clube do Brasil, exige que todos que prejudicaram ou passam pano para aqueles que prejudicaram o Corinthians, saiam definitivamente da direção do clube, seja no executivo ou nos órgãos que, de alguma forma, tem poder de decisão nos destinos do Corinthians.
NOTA DE REPÚDIO AO PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO ROMEU TUMA JUNIOR
O Coletivo Família Corinthians Associados recebeu com perplexidade a decisão veiculada pela mídia ao qual o Presidente do Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista Sr. Romeu Tuma Junior determinou a suspensão dos processos na Comissão de Ética em relação aos ex-presidentes: (Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo) sob o pífio argumento de preservação dos conselheiros; das comissões de justiça e ética para que essas comissões não demonstrem que estão desrespeitando ao Poder Judiciário e o próprio Ministério Público. Segundo o ilustre Presidente do Conselho Deliberativo, a diretoria executiva deve questionar a Juíza que preside a ação penal, que tramita em segredo de justiça, e requerer autorização para a continuidade dos processos disciplinares envolvendo os ex-presidentes.
A infeliz decisão do Presidente do Conselho Deliberativo ofende o princípio da independência das esferas administrativa e criminal (Súmula 18 do STF) ao qual estabelece que as instâncias penal, civil e administrativa são autônomas. Isso significa que um mesmo fato pode ser analisado por diferentes ramos do poder público e administrativo, resultando em sanções diversas, semque uma decisão necessariamente vincule a outra no campo administrativo, ou seja, não existe subordinação ao Poder Judiciário, a questão dos processos éticos envolvendo os ex-presidentes, poderia normalmente ter sua tramitação de forma regular. Portanto, as decisões de suspensão desses procedimentos não encontram respaldo jurídico, mas única e exclusivamente POLÍTICA.
As medidas impostas pelo Poder Judiciário são medidas cautelares que em nenhum momento tiveram o condão de impor qualquer óbice as questões administrativas relacionadas aos processos disciplinares em desfavor dos envolvidos, causa mais estranheza ainda a coletividade Alvinegra que tais medidas foram impostas e aqui especificamente ao ex-presidente Andrés Sanchez em dezembro de 2025 e somente agora foi determinada a suspensão dos processos, o que causou indignação da coletividade.
A decisão de suspensão dos processos por deliberação do Presidente do Conselho Deliberativo demonstrou mais uma vez que a velha Política dentro do Parque São Jorge respira a plenos pulmões, com todo respeito a suspensão dos processos disciplinares é manifestamente POLÍTICA, os argumentos jurídicos não se sustentam e mais uma vez isso reflete os motivos pelos quais os associados e a torcida não confiam nas autoridades que exercem o Poder dentro do clube.
A suspensão dos processos éticos determinada pelo presidente do Conselho Deliberativo é única e exclusivamente POLÍTICA, nós como Coletivo de Associados, somos favoráveis que o direito de ampla defesa e contraditório sejam garantidos a todos os envolvidos, mas também exigimos que o Sport Club Corinthians Paulista seja passado a limpo e decisões como essas demonstram a falta de respeito para com os sócios e torcedores. O poder e a influência dos ex-presidentes não podem estar acima do Sport Club Corinthians Paulista, o que a nefasta decisão demonstrou foi isso, uma forma de retardar e blindar os envolvidos, pois não existe razão para a suspensão dos referidos processos.
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