Jogada10
·01 de julho de 2026
Atacante da Austrália explica escolha pelo país em vez da Itália: “Meu coração mandou”

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·01 de julho de 2026

Mais uma vez classificada para um mata-mata de Copa do Mundo, a Austrália quer finalmente vencer uma partida eliminatória na maior competição do futebol. Para isso acontecer, os Socceroos precisam superar o Egito, na próxima sexta-feira, dia 3 de julho, no jogo da fase 16 avos de final.
E uma das armas da Austrália para tentar finalmente avançar em um mata-mata de Copa é o meia-atacante Cristian Volpato. Titular contra o Paraguai, na última partida da fase de grupos, o jogador do Sassuolo realizou um sonho de entrar em campo em um Mundial, mas isso quase não aconteceu, pelo menos não com a camisa da Austrália.
Nascido na Austrália, Volpato se mudou para a Itália ainda na adolescência para fazer parte das categorias de base da Roma, e tinha o desejo de representar a Itália como sua seleção. No entanto, depois de visitas da comissão técnica australiana ao jogador na Itália e muitas negociações, Volpato decidiu atuar pelo seu país natal, e a escolha culminou em ser convocado para a Copa do Mundo de 2026.
“Algo mudou e meu coração mandou: ‘Vá, você pertence a esse lugar’. Eu não queria ficar meio a meio, eu queria vir porque queria vir, e senti que era o certo. Não foram apenas os últimos seis meses, foram os últimos quatro anos e meio. Foi muito tempo e sou grata por ter tomado essa decisão, por ter vindo de mim e do meu coração. Estou muito feliz por tê-la tomado”, explicou Volpato em coletiva.

Volpato em sua estreia na Copa do Mundo de 2026 – Foto: Emilee Chinn/Getty Images
O jogador falou sobre a ida para a Itália para se tornar um jogador profissional. Volpato explicou que sempre teve desejo de ir para o país europeu, mas tudo aumentou após ter sido dispensado por clubes da Austrália, o que poderia ter criado um sentimento de rancor na hora de escolher qual seleção defender. Contudo, Volpato afirmou que não tem ressentimentos, e agradeceu a oportunidade no futebol italiano.
“Na verdade, não (rancor). Acho que, por ter crescido na Austrália e jogado nas duas melhores academias de Sydney, ouvi de ambas que basicamente eu não era bom o suficiente para jogar. Desde criança, sempre quis ir para a Itália, então acho que tudo saiu perfeito. Lembro-me da viagem de carro para casa com meu pai, eu chorando, e dissemos: ‘Vamos para a Itália agora e tentar’. Minha mãe vendeu a loja dela, alugamos nossa casa e deixamos tudo para trás, só para tentar. Graças a Deus, consegui e minha vida mudou. Tenho muito a agradecer à Itália, eles me deram uma segunda oportunidade”, afirmou o jogador.
A demora para decidir se jogaria pela Austrália ou não também gerou discussões nas redes sociais. Volpato admitiu que leu bastante coisa sobre a situação, mas que costuma usar mensagens de “hate” em combustível para fazer o que sabe dentro de campo.
“Sou humano como qualquer outra pessoa, sou viciado no meu celular como 90% das pessoas no mundo. Eu vejo tudo e às vezes vão falar coisas sobre mim, coisas boas ou ruins. Sinto que, como jogador de futebol, você precisa ser resiliente e, às vezes, usar isso como combustível”, finalizou.







































