Jogada10
·05 de setembro de 2026
Ataque destrói resort turístico de treinador português e deixa um morto

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·05 de setembro de 2026

Um ataque de forças paramilitares rebeldes destruiu um resort turístico ligado ao técnico português Carlos Queiroz, na província de Niassa, no norte de Moçambique, na África. A ação deixou pelo menos uma pessoa morta e obrigou cerca de 2 mil moradores a deixar a região. O episódio aconteceu na quinta-feira (3) dentro da Reserva Florestal do Niassa, uma área de disputa terrirorial.
Segundo as autoridades locais, os criminosos saquearam, queimaram e vandalizaram o acampamento Moçambique Wild Adventures (MWA), empreendimento que conta com a participação de Queiroz, que treinou a seleção de Gana na Copa do Mundo 2026. Além disso, os insurgentes incendiaram veículos, residências, um centro de saúde e um posto policial. Algumas viaturas foram roubadas durante a incursão.

Acampamento no Moçambique Wild Adventures (MWA) – Foto: Administração Nacional das Áreas de Conservação/Moçambique
O secretário de Estado de Niassa, Silva Livone, afirmou que mais de 2 mil pessoas foram encaminhadas para um centro de acolhimento após o ataque. Apesar da dimensão da ofensiva, as autoridades registraram uma única morte. Livone destacou, entretanto, que as equipes ainda trabalham no local para avaliar todos os danos.
O governo de Moçambique informou que os insurgentes provavelmente vieram da vizinha província de Cabo Delgado, região que enfrenta uma insurgência armada desde 2017. Segundo as autoridades, o grupo teria realizado a incursão em Niassa com o objetivo de reforçar sua base logística e obter mantimentos.
O ataque também provocou grandes prejuízos financeiros. De acordo com informações da imprensa portuguesa, o investimento associado ao acampamento alcançava cerca de 3,5 milhões de dólares (cerca de R$ 16 milhões) ao longo de mais de uma década. O local não possui comunicação com o exterior desde a ofensiva, o que dificulta a avaliação completa dos estragos.
Três turistas norte-americanos estavam no acampamento durante o ataque, mas conseguiram deixar a área em segurança. Eles, contudo, perderam passaporte e dinheiro durante o saque. Cerca de 15 funcionários também abandonaram as instalações e buscaram refúgio em área de mata fechada.
A violência preocupa porque a insurgência que atinge Cabo Delgado passou a alcançar outras áreas do norte de Moçambique. Segundo dados das ONU citados pela imprensa portuguesa, os ataques em Cabo Delgado provocaram 1.401 deslocados somente em agosto, enquanto os incidentes relacionados ao conflito aumentaram 10% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.







































