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·12 de maio de 2026

“Ativo Imobilizado”: baixa utilização de atletas da base irrita estafes de jogadores

Imagem do artigo:“Ativo Imobilizado”: baixa utilização de atletas da base irrita estafes de jogadores

Por Betinho Marques e Jonatas Berto

O Atlético vive momento instável na temporada. Muitos dos “medalhões” não conseguem demonstrar um bom futebol, e a demanda por contratações – além da valorização dos jovens da base – está cada vez mais presente no imaginário do torcedor. Focando nos jovens, a falta de oportunidade tem causado revolta nas equipes dos atletas. O sentimento é que “nomes prontos” estão sendo preteridos, apesar de promessas feitas pela diretoria de futebol.


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Iván Román

Iván Román (19) começou como titular contra o Botafogo, mas foi substituido no segundo tempo. Ele deixou o campo com cãibras, mas depois se levantou, correu na linha lateral para voltar ao jogo, mas foi informado por Eduardo Domínguez de que seria substituido. O chileno não gostou da decisão.

A situação de Román no Atlético tem gerado irritação nas pessoas próximas ao jogador. Os responsáveis pela carreira do jovem avaliam tentar tirá-lo do clube, caso surjam propostas do mercado. Publicamente, o zagueiro adota um discurso de respeito às decisões de Eduardo Domínguez, e humildade para conquistar o seu espaço.

Gabriel Veneno e a rotatividade

Em 2025, Gabriel Veneno (16) não parou quieto: ora era relacionado pelo sub-20, ora pelo profissional, ou o sub-17. Apesar disso, não entrou muito em campo, mesmo com tamanha rotatividade. Em 2026, foi titular na Copa São Paulo de Futebol Jr, mas depois “desceu” para jogar na Copa do Brasil sub-17, que está em andamento. Internamente, o que é dito é que o atacante vai continuar ganhando minutos na base, e estar no sub-17 não significa que ele não possa rotacionar entre o sub-20 e o time principal.

Após o “trauma da rotatividade”, no ano passado, o próprio estafe de Veneno prefere que o atacante esteja no sub-17, já que está jogando. Mesmo assim, há um sentimento de que o “ativo está imobilizado” e “desvalorizando”. O ponta chegou a ser relacionado em jogos da Sul-Americana – perdendo assim algumas datas da Copa do Brasil sub-17 – mas não foi acionado. A equipe que cuida da carreira de Gabriel Veneno estuda, inclusive, a possibilidade de uma venda, caso surjam propostas. Como ele ainda tem 16 anos, e transações profissionais para outras equipes só são permitidas a partir dos 18, o atleta teria a possibilidade de permanecer no Galo até 2028, mesmo com o passe vendido. Os direitos do jogador estão divididos da seguinte forma: Galo tem 65%, 20% são alocados para o clube formador, 10% estão com o agente, e 5% pertencem ao próprio Veneno.

Maturação

Mosquito (18) é outro jovem com projeção de chegar ao profissional, mas, no seu caso, a equipe do jogador interpreta que ele está passando por um processo de maturação no sub-20. Mosquito tem sido titular do Galinho, e, segundo pessoas do Atlético, ele está jogando bem, e precisa apenas de evoluir alguns pontos de seu jogo, como as tomadas de decisão no terço final.

Falta de Minutos, e Retorno ao Sub-20

Vitão (18) é um nome que tem sido convocado para os jogos do time principal com alguma regularidade ao longo do ano, mas não tem jogado. A falta de minutagem causou preocupação, e o zagueiro acabou sendo cedido, nas últimas semanas, para o sub-20. O defensor, que é figurinha carimbada nas convocações da Seleção Brasileira de base, está acompanhado do goleiro Pedro Cobra (19). Também relacionado várias vezes por Eduardo Domínguez, o arqueiro tem situação mais compreensível, já que Everson é titular absoluto da Meta Alvinegra.

É consenso, nos estafes de múltiplos jovens jogadores, de que os nomes deveriam estar recebendo mais confiança no time de cima. Caso a situação da falta de minutos não seja contornada, é real a possibilidade de que os agentes peçam que o Atlético negocie os atletas.

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