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·16 de agosto de 2026

Atlético x Grêmio: os jogadores que vestiram as duas camisas e ajudam a contar a história do confronto

Imagem do artigo:Atlético x Grêmio: os jogadores que vestiram as duas camisas e ajudam a contar a história do confronto

Foto: (Montagem: Bruno Cantini/Atlético e Divulgação/Grêmio) 

Por: Thiago Florêncio


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Atlético e Grêmio entram em campo neste domingo (16), às 16h, na Arena MRV, em duelo válido pela 23ª rodada do Brasileirão. Times de peso, história pesada e uma rivalidade que ultrapassa a distância entre Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em 2016, os dois clubes se encontraram na decisão da Copa do Brasil. O Grêmio venceu e ergueu o troféu, um resultado que a torcida alvinegra carrega até hoje. Desde então, todo reencontro entre Atlético e Grêmio ganha um tempero a mais.

Mas essa rivalidade também tem outra camada, escrita por quem vestiu as duas camisas. Ao longo das décadas, vários jogadores atravessaram a ponte entre Minas e o Rio Grande do Sul. Alguns encontraram a consagração em um dos lados, outros dividiram bons momentos nos dois. Juntos, formam um fio que liga as duas histórias.

É uma lista extensa de jogadores, e fazemos também uma menção honrosa a Sergio Araújo, Nelinho, Maicosuel, Alex Mineiro, Buião, Hernani, Paulo Roberto Costa, Chiquinho, Edmar e outros também atravessaram a ponte entre Atlético e Grêmio ao longo da história. Selecionamos alguns nomes para contar em profundidade, mas cada um desses jogadores tem seu capítulo na história dos dois clubes. É sobre essas trajetórias que o Fala Galo se debruça nesta matéria especial, às vésperas de mais um Atlético e Grêmio pelo Brasileirão.

Ronaldinho Gaúcho

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Foto: (Montagem: Bruno Cantini/Atlético e Paulo Franken/Agencia RBS)

O primeiro desta lista não podia ser outro. Revelado pelo clube gaúcho, Ronaldinho surgiu no fim dos anos 1990 como promessa de talento raro. Dribles curtos, arrancadas e gols plásticos rapidamente o colocaram no radar do futebol mundial. No Grêmio, conquistou o Campeonato Gaúcho e a Copa Sul antes de seguir para a Europa, onde vestiu a camisa do PSG, marcou história no Barcelona, viveu o auge da carreira e conquistou os corações dos rossoneros no Milan.

Anos depois, já consagrado como melhor do mundo e campeão da Copa de 2002, após passagem conturbada pelo Flamengo, o Bruxo escolheu Belo Horizonte para escrever um dos capítulos mais marcantes da história recente do Atlético. Em 2013, foi o líder técnico e emocional da histórica campanha da CONMEBOL Libertadores. Assumiu a responsabilidade nos momentos decisivos e ajudou a transformar desconfiança em fé.

Ronaldinho não foi apenas um camisa 10. Foi protagonista de uma virada institucional. Trouxe visibilidade internacional, elevou o nível competitivo do elenco e recolocou o Atlético no centro das grandes decisões do continente. Poucos jogadores podem dizer que marcaram profundamente duas camisas pesadas do futebol brasileiro. Ronaldinho pode. E por isso abre esta lista com naturalidade.

Ao todo, o R10 vestiu a camisa alvinegra em 88 oportunidades e marcou 28 gols. Além da Libertadores, conquistou o Campeonato Mineiro (2013), a CONMEBOL Recopa (2014), participou da campanha do vice-campeonato Brasileiro (2012) e do terceiro lugar na Copa do Mundo de Clubes da FIFA (2013).

Victor

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Foto: (Montagem: Agência/Agencia Estado e Bruno Cantini/Atlético)

Depois de Ronaldinho, outro nome é inevitável nesta lista: o goleiro Victor. No Grêmio, chegou em 2008, após se destacar no Paulista, e fez parte do elenco campeão da Copa do Brasil de 2005. O arqueiro rapidamente assumiu a titularidade, disputou Libertadores e foi referência técnica em um período de reconstrução do clube gaúcho. Seguro, explosivo e líder silencioso, tornou-se capitão e um dos pilares do elenco.

Em 2012, trocou Porto Alegre por Belo Horizonte, em negociação que envolveu o zagueiro Werley. No Atlético, encontrou o momento mais marcante da carreira. A Libertadores de 2013 consolidou seu nome na galeria de ídolos do clube. A defesa do pênalti contra o Tijuana, nos acréscimos, virou São Victor do Horto. Ali, o goleiro deixou de ser apenas destaque para se tornar símbolo.

Victor foi além das defesas difíceis. Transmitiu confiança a um time que precisava acreditar. Em decisões, mostrou frieza. Em momentos de pressão, respondeu com presença. Encerrou a carreira no Atlético, no início de 2021, como um dos maiores goleiros da história do clube. Depois de pendurar as luvas, também foi dirigente do Galo entre 2021 e o final de 2025.

Esteve no gol do Galo em 424 jogos, sendo o 10º jogador que mais vezes entrou em campo pelo clube. Tem 205 vitórias e participou das conquistas dos Campeonatos Mineiros (2013, 2015, 2017, 2020 e 2021), da CONMEBOL Libertadores (2013), da CONMEBOL Recopa (2014) e da Copa do Brasil (2014). Pelo Grêmio, conquistou o Gaúchão (2010).

Diego Tardelli

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Foto: (Montagem: Bruno Cantini/Atlético e Pedro H. Tesch/AGIF)

Se Ronaldinho representou genialidade e Victor virou santo, Diego Tardelli foi intensidade pura. O camisa 9 não chegou ao Atlético com status de astro mundial. Construiu a própria idolatria na marra, jogo após jogo. Foi contratado junto ao Flamengo para a temporada de 2009 e, por três anos, viveu fase artilheira, entrando entre os principais atacantes do país. Voltou em 2013, vindo do Al-Gharafa, para participar da campanha mais importante da história do clube: a conquista da América. Foi decisivo em diversos jogos, como no gol marcado na goleada sobre o São Paulo, pelas oitavas de final.

Sua passagem pelo Grêmio aconteceu em outro contexto. Em 2019, já experiente, chegou para agregar maturidade ao elenco gaúcho. Não repetiu o brilho vivido em Minas, mas somou experiência e leitura de jogo a um grupo que disputava competições grandes.

O Dom Diego sempre foi atacante de deslocamento. Ataca o espaço, flutua entre zagueiros, busca o facão nas costas da defesa. Vive de leitura e tempo de bola, nunca dependeu apenas da força física. Pelo Galo, foram 230 jogos e 112 gols marcados, com as conquistas dos Campeonatos Mineiros (2010, 2013, 2020 e 2021), da CONMEBOL Libertadores (2013), da CONMEBOL Recopa (2014) e da Copa do Brasil (2014).

Réver

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Foto: (Montagem: Bruno Cantini/Atlético e Reprodução/Site oficial do Grêmio)

Réver defendeu o Grêmio entre 2008 e 2010. Jovem ainda, ganhou sequência, amadureceu em jogos grandes e disputou competições continentais. Ali começou a consolidar a imagem de zagueiro firme, de imposição física e bom jogo aéreo. Jogou ao lado de Victor no clube gaúcho.

No Atlético, o cenário mudou. Chegou em 2010 e, pouco a pouco, assumiu o comando da defesa. Em 2013, já capitão da equipe, levantou a taça da Libertadores. Não foi o jogador mais midiático daquele elenco, mas foi o eixo. Organizou a última linha, puxou a responsabilidade nas decisões e virou referência interna ao lado de Leonardo Silva. Foi vendido ao Internacional em 2015, passou pelo Flamengo e voltou ao Atlético em 2018. Se aposentou pelo clube em 2023, como um dos maiores zagueiros que já passaram pela Cidade do Galo.

Vestiu o manto alvinegro por 356 vezes, ocupando a 20ª posição entre os que mais entraram em campo na história do clube. Marcou 31 gols e conquistou os Campeonatos Mineiros (2012, 2013, 2020, 2021, 2022 e 2023), a CONMEBOL Libertadores (2013), a CONMEBOL Recopa (2014), o Brasileirão (2021), a Supercopa do Brasil (2022) e a Copa do Brasil (2014 e 2021). Pelo tricolor gaúcho, não conquistou títulos.

Danrlei

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Foto: (Montagem: Foto/Portal Jogada de Terno e Reprodução/Gazeta Press)

Goleiro da geração mais vitoriosa do clube gaúcho nos anos 1990, Danrlei foi titular nas conquistas da Libertadores de 1995, do Campeonato Brasileiro de 1996 e das Copas do Brasil de 1997 e 2001. Era dono da camisa 1 em um time cascudo, competitivo, acostumado a decisões. Seguro sob pressão, vibrante e identificado com a torcida, virou símbolo de uma era. Ficou no clube por dez anos, até ser negociado com o Fluminense.

Quando chegou ao Atlético, em 2004, o cenário era outro. Já não era o mesmo goleiro explosivo dos tempos de auge. O clube passava por dificuldades dentro e fora de campo, e a passagem do arqueiro por Belo Horizonte foi discreta, sem protagonismo nem identificação mais profunda com o torcedor atleticano. Pelo Galo foram 67 jogos e 97 gols sofridos. Já pelo Grêmio, Danrlei entrou em campo 591 vezes, sendo o terceiro jogador com mais partidas na história do clube.

Paulo Isidoro

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Foto: (Montagem: Reprodução/Galo Digital e Divulgação/Grêmio)

Revelado pelo Atlético, iniciou a trajetória profissional no clube e teve duas passagens marcantes: de 1975 a 1979 e depois entre 1985 e 1987. Pelo Galo, disputou 399 partidas, número que o coloca na 12ª posição entre os jogadores que mais vestiram a camisa alvinegra. Marcou 98 gols, índice expressivo para um meio-campista.

No período em Minas, acumulou títulos. Conquistou as Taças Minas Gerais de 1975 e 1976 e os Campeonatos Mineiros de 1975, 1976, 1978, 1985 e 1986. Foi peça constante em uma das gerações mais competitivas do clube na década de 1970.

Em 1979, foi negociado com o Grêmio. Em Porto Alegre, também viveu momentos relevantes. Levantou os Campeonatos Gaúchos de 1979 e 1980 e integrou o elenco campeão brasileiro de 1981, título que consolidou o Grêmio no cenário nacional.

Paulo Isidoro deixou números e conquistas nos dois lados. No Atlético, construiu longa história e entrou para o grupo dos atletas mais presentes em campo. No Grêmio, participou de um dos capítulos mais importantes da trajetória do clube.

Éder Aleixo

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Foto: (Montagem: Reprodução/Portal Terceiro tempo e Divulgação/Grêmio)

Éder chegou primeiro ao Grêmio, em 1977, vindo do América Mineiro. Em Porto Alegre, viveu fase decisiva da afirmação nacional do clube. Disputou 159 partidas e marcou 79 gols, números expressivos para um ponta. Conquistou os Campeonatos Gaúchos de 1977 e 1979, sendo peça ofensiva de destaque, com chute potente e presença constante na área.

Em 1980, transferiu-se para o Atlético. A primeira passagem, entre 1980 e 1985, foi a mais marcante. Participou da campanha do vice-campeonato brasileiro de 1980 e conquistou os Campeonatos Mineiros de 1980, 1982 e 1983. Tornou-se referência técnica do time, especialmente pela qualidade nas cobranças de falta e finalizações de média distância. Marcou 122 gols e é o 13º maior artilheiro da história do clube.

O “Bomba de Vespasiano” ainda retornaria ao Galo em duas oportunidades: de 1989 a 1990 e depois entre 1994 e 1995. Ao todo, somou 368 partidas com a camisa alvinegra, sendo o 17º jogador que mais atuou pelo Atlético, dado que reforça sua relevância histórica.

Diego Costa

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Foto: (Montagem: Pedro Souza/Atlético e Lucas Uebel/Divulgação Grêmio)

Chegou ao Galo em agosto de 2021. Fez sua estreia contra o Bragantino e marcou o gol do empate. Mesmo como reserva, teve sua importância nos títulos do Brasileirão e da Copa do Brasil. Com contrato até dezembro de 2022, rescindiu com o Galo antes do previsto. Pelo Atlético, foram 19 jogos e cinco gols. Em 2024, já com a camisa do Grêmio, fez 26 jogos e marcou oito. O clube gaúcho foi o último da carreira de Diego Costa.

Vantuir

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Foto: (Montagem: Foto: Divulgação/Site Atlético Mineiro e Divulgação/OGol)

O lendário zagueiro atuou pelo Galo entre 1968 e 1978. Entrou em campo 507 vezes e fez parte da equipe campeã brasileira em 1971. Foi eleito o melhor quarto zagueiro da temporada pela revista Placar. No fim dos anos 1970, vestiu a camisa do Grêmio, onde também conquistou o Brasileirão, em 1981.

Guilherme Alves

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Foto: (Montagem: Foto: Reprodução/Site Atlético Mineiro e Divulgação/Grêmio)

Outro jogador que dispensa comentários. O atual coordenador técnico do Atlético é o oitavo maior artilheiro da história do Galo, com 139 gols. Marcou gerações e vestiu o manto alvinegro em 205 oportunidades. Atuou pelo Grêmio antes de chegar ao Galo, em 1997 e 1998. Pelo tricolor gaúcho, o camisa 7 marcou 20 gols em 34 jogos.

Rafael Carioca

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Foto: (Montagem: Wesley Santos/PressDigital e Bruno Cantini/Atlético)

O volante começou nas categorias de base do Grêmio, em 2008, e teve ali sua primeira chance no time principal. Por lá, fez apenas 37 jogos e não marcou nenhum gol. Chegou ao Galo em 2014 e, pelo clube mineiro, foi campeão da Copa do Brasil em 2014 e vice-brasileiro em 2015. Fez 172 jogos e marcou cinco gols. Deixou o Atlético em 2017, negociado com o Tigres, do México.

Alfinete

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Foto: (Montagem: Divulgação/Joguei no Galo e Divulgação/Já Joguei no Grêmio)

Carlos Alberto Dario de Oliveira, mais conhecido como Alfinete, foi lateral-direito do Galo entre 1991 e 1992. Em 82 partidas com a camisa 2, marcou 10 gols. Foi campeão da Copa CONMEBOL de 1992, titular em todos os jogos. Antes de chegar ao Galo, vestiu a camisa do Grêmio, onde foi tetracampeão gaúcho e campeão da Copa do Brasil em 1989.

Nathan

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Foto: (Montagem: Pedro Souza/Atlético e Maxi Franzoi/AGIF)

O meia Nathan, carinhosamente chamado de Nathan Pescador, chegou ao Galo por empréstimo em 2018. Em 2019, marcou cinco gols e se mostrou versátil, atuando em várias funções no meio de campo.

Diante do bom desempenho, o Atlético buscou um novo empréstimo junto ao Chelsea, válido até o meio da temporada 2020. Por causa da pandemia de Covid-19, boa parte do contrato foi cumprida sem jogos. Ao fim do vínculo, o clube anunciou a compra do atleta em definitivo. Não foi titular na campanha histórica de 2021, mas teve sua importância: iniciou a jogada que terminou no gol de Keno na virada histórica sobre o Bahia, que culminou no título brasileiro daquele ano.

Já pelo Grêmio, o meia não conseguiu desempenhar o mesmo papel. Ficou no clube gaúcho por duas temporadas: foram 47 jogos e apenas um gol.

Humberto Ramos

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Foto: (Montagem: Divulgação/Portal Terceiro Tempo e Divulgação/Já joguei no Grêmio)

O meia chegou ao Atlético com apenas 16 anos. Fez 110 jogos pelo Galo e marcou 12. Campeão Mineiro em 1970 e Campeão Brasileiro em 1971, foi responsável pela jogada do principal gol da história do clube, ajudando Dadá a marcar o gol do título inédito. Em 1999, foi técnico do clube, na campanha do vice-campeonato brasileiro. Saiu do Galo em 1973 para o Grêmio. Pelo tricolor gaúcho, marcou 11 gols em 75 jogos.

Rafael Marques

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Foto: (Montagem: Bruno Cantini/Atlético e Maxi Franzoi/AGIF)

Atuou pelo Grêmio entre 2009 e 2011. Ao todo, foram 139 jogos e oito gols. Em 2012, chegou ao Galo com contrato de dois anos. Não foi titular absoluto, mas seu melhor momento com a camisa alvinegra foi na partida de ida das semifinais da Libertadores de 2013. Com a zaga titular suspensa, coube a Rafael Marques e Gilberto Silva a responsabilidade de segurar o poderoso ataque do Newell’s Old Boys. Mesmo perdendo por 2 a 0, o zagueiro salvou um gol em cima da linha. Além da Libertadores, Rafael Marques conquistou os Campeonatos Mineiros de 2012 e 2013.


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