Jogada10
·30 de janeiro de 2026
Atuações do Botafogo contra o Cruzeiro: um tapa na cara de Textor

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·30 de janeiro de 2026

Segue o líder! John Textor queria se desfazer de Danilo e Montoro. Pois a dupla mostrou que o Godfather anda muito alheio à realidade (para ser educado). O Botafogo passou o trator no Cruzeiro, 4 a 0, com grande atuação do volante e do meia, na noite desta quinta-feira (29), no Estádio Nilton Santos, pela rodada 1 desta edição do Campeonato Brasileiro. No Colosso do Subúrbio, uma noite memorável de um time que deu uma resposta extraordinária a toda incerteza que cercava o clube. Vejamos, então, como a Coluna do Léo Pereira avaliou o desempenho dos alvinegros.
NETO – Salvou o Botafogo, fechando o ângulo para Kaiki. Agigantou-se, assim, em um lance capital. Voltou a brilhar durante a segunda etapa. Seguro com as mãos e os pés. Parecia o Neto do início da carreira, dos tempos do Paranaense e da Seleção Brasileira – NOTA: 8,0
PONTE – Improvisado na zaga pela terceira vez, não encontrou o posicionamento e tampouco a dupla Kaiki/Pereira nos 45 minutos iniciais do espetáculo. Ao menos, compensou com velocidade – NOTA: 6,0
NEWTON – Não conseguiu se entender com Ponte e deixou Wanderson aparecer em boas condições de concluir. Melhorou um pouco quando trocou de posição com Barboza – NOTA: 6,0
BARBOZA – Vendido no primeiro lance perigoso da Raposa. Não viu Kaio Jorge às suas costas. Flertou com o perigo e não conseguiu acompanhar os homens de ataque do Cruzeiro na velocidade. Compensou, contudo, brecando uma finalização do centroavante celeste diante de Neto. Importante para liderar o setor defensivo – NOTA: 7,0
VITINHO – Com liberdade, avançou e deixou uma passarela para os velocistas do Cruzeiro na etapa inicial. Cresceu, entretanto, ao entender o jogo do rival, bloqueando suas ações no corredor. Determinado e vibrante. Muito firme na marcação e no apoio ao ataque – NOTA: 7,0
ALLAN – Intenso. Começou o jogo muito bem, acertando nos botes, cobertura e recuperação do tempo de bola. Arriscou um chute perigoso também. No decorrer da peleja, contudo, foi cansando, algo que não comprometeu o seu desempenho. Saiu, assim, no segundo tempo, para a entrada de Artur – NOTA: 7,0
DANILO – Textor tentou vendê-lo. Mas havia gente com o interesse maior no Botafogo para brecar a megalomania do Godfather. Apareceu no ataque e concluiu com destreza para cravar o 1-0 no Colosso do Subúrbio. Decisivo e com qualidade para envolver a defesa celeste. Depois, tirou o doce da boca da criança (Pereira) ao evitar o empate. Um leão. Não satisfeito, pisou na área outra vez e, como elemento surpresa, meteu o terceiro – NOTA: DEZ

Alerta de foto pesada. Danilo e Montoro ditaram o ritmo do prélio – Foto: Vitor Silva/Botafogo
MONTORO – Flutuou pelo meio de campo para tentar sair de uma marcação bem ajustada do rival. Chamou a partida para si. Participou da trama de ataque no 1-0. Soube prender a bola para conseguir faltas, esfriar o Cruzeiro e acelerar o jogo a bel-prazer. O Monstrinho é muito diferenciado. Doutrinador! Passe pornográfico no segundo gol do Mais Tradicional. Saiu, consagrado, para a entrada de Nathan – NOTA: DEZ
SANTI – Polivalente. Um pouco apagado, apesar de qualidade em trocas rápidas de passe. Chegou, por exemplo, a escorregar sozinho no tapetinho em um contra-ataque. Na etapa final, cedeu a vaga a Barrera – NOTA: 6,0
TELLES – Outro que deu alguns moles. Errou passes de curta distância. Teve muita dificuldade com as subidas de Arroyo. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Marçal – NOTA: 6,0
CABRAL – Tem irritado muito a torcida. Principalmente quando não dá prosseguimento às jogadas. Mas se redimiu de uma forma… Inteligente, encontrou Danilo livre para balançar o coreto mineiro. Lembrou aquele jogador do futebol europeu ao protagonizar o lance que valeu o ingresso. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Martins – NOTA: 7,0
ARTUR – Partiu a mil por hora, deixou Cássio na saudade e a zaga do Cruzeiro a ver navios. Ligeirinho, fechou a goleada. Golaço! O Bebê Reborn honrou a 7 de Garrincha – NOTA: 8,0
MARTINS – Confundiu a defesa da Raposa com muita movimentação. Aparece como um raio para definir o contra-ataque mortal do 2-0, vencendo o mastodôntico Cássio – NOTA: 8,0
MARÇAL – Cumpriu bem a missão de segurar a onda e não deixar ninguém do Cruzeiro se criar pela defesa do Alvinegro – NOTA: 7,0
NATHAN – Arisco e perigoso pelo lado esquerdo no pouco tempo em que esteve em campo – NOTA: 6,5
BARRERA – Entrou no fim. Fica, portanto, SEM NOTA
TÉCNICO: MARTÍN ANSELMI – O esquema tático bielsista é faca de dois gumes. A defesa alvinegra ficou exposta muitas vezes por conta da marcação em linha alta. Escapou de levar o 0-1 por milímetros (Kaio Jorge estava em posição irregular). Aos poucos, o Botafogo deixou o Cruzeiro, sempre perigoso, gostar do jogo. Foram, aliás, minutos de apavoro. Só que o segundo tempo do Glorioso… Algo de almanaque! Uma loucura! O Mais Tradicional colocou um dos melhores times do país na roda com objetividade e, sobretudo, velocidade máxima. E graças à alteração do treinador argentino. Execução com maestria! – NOTA: 8,5








































