Jogada10
·05 de fevereiro de 2026
Atuações do Botafogo contra o Grêmio: time desequilibrado e fragilidade defensiva

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O Botafogo perdeu para o fraco Grêmio, de virada, por 5 a 3, nesta quarta-feira (4), na Arena do Grêmio, pela rodada 2 do Campeonato Brasileiro. Com elenco curto graças a John Textor, o Glorioso levou três gols em dez minutos. Veja, na sequência, como a Coluna do Léo Pereira avaliou o desempenho dos alvinegros.
NETO – Duas defesas diante do ataque tricolor. Mas foi buscar a bola cinco vezes no gol. Algumas ficou estático. Goleiro tem de pular em todas as bolas, mesmo que não alcance a pelota. Não transmitiu confiança – NOTA: 3,0
PONTE – Péssimo. Lambuzou-se todo com a bola e garantiu uma “assistência” para Carlos Vinícius empatar o jogo. Ficou marcando o vento quando Amuzu passou como um verdadeiro trator por cima dele. Parece que não se acostumou a jogar como zagueiro pela direita. Será que não seria prudente trocar de posição com Vitinho? Após desempenho desastroso, cedeu a vaga a Martins – NOTA: ZERO
NEWTON – Quem menos comprometeu no trio de zaga, algo que não é grande coisa quando o time leva cinco gols. Sobrecarregado pelas falhas dos companheiros. Terminou o prélio extenuado – NOTA: 5,5
BARBOZA – Sempre no limite. Não tem medo do erro. Cada vez que se equivoca, compensa na ação seguinte. Desta vez, um lançamento digno de Gerson na Copa de 1970 para Cabral no 0-1. E não é a primeira vez que ele mostra esta qualidade com a bola nos pés. No entanto, chegou atrasado algumas vezes e foi envolvido pelo ataque do Grêmio no segundo tempo. O amarelo, logo de cara, condicionou o seu desempenho – NOTA: 5,0
VITINHO – Encurtou a marcação e tentou ajudar na dobra quando o Grêmio vinha para cima. Mas deixou Amuzu passar como quis e contribuiu muito pouco no ataque. Na teoria, deveria estar mais espetado à frente, com liberdade. Ficou devendo na marcação e nos quesitos ofensivos – NOTA: 4,5
ALLAN – Sustentou uma boa cobertura para as subidas dos alas durante o primeiro tempo. Se eles não aparecem na frente como deveriam, é outra história. Correu muito. Às vezes, contudo, teve que recorrer às faltas. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Marquinhos – NOTA: 5,5
DANILO – Dois gols e a consolidação como artilheiro do Brasileirão-2026. O segundo, de voleio. Golaço! Pisou na área várias vezes e aproveitou as bolas que recebeu. Qualificou o meio de campo. Jogador de nível de Seleção Brasileira. Vai se cacifando para a próxima Copa do Mundo – NOTA: 9,0
MONTORO – Simplesmente, es-pe-ta-cu-lar o passe que entregou para Danilo cravar o 1-2. Lance de rara genialidade do Monstrinho. Sabe muito. Cerebral outra vez. Saiu, entretanto, no segundo tempo, para a entrada de Barrera. Pode ter sentido algumas dores. Que não seja nada – NOTA: 7,0
SANTI – Pouco tempo em campo. Saiu, logo no início, lesionado. Artur entrou no seu lugar. Fica, portanto, SEM NOTA!
TELLES – Uma partida que não condiz com seu histórico no Mais Tradicional. Completamente perdido, levou um vareio dos atacantes do Tricolor pelo lado esquerdo e ainda cometeu um pênalti bobo ao meter a mão na bola. Desastroso! O pior é que Textor enfiou o Botafogo no transfer ban e não há ninguém para substituir o camisa 13 – NOTA: 1,0
CABRAL – Não é à toa que passou por grandes ligas europeias durante um longo período. Em velocidade, cortou o zagueiro e acertou em cheio o gol. Saiu da área e proporcionou espaços a quem chegava por dentro. Quase brinda Barrera com uma assistência. Vai ganhando protagonismo. Cresceu como Anselmi projetava – NOTA: 7,5
ARTUR – Assim como Ponte, outro que pecou demais e teve uma atuação lamentável. Escondeu-se o jogo inteiro até que Anselmi perdeu a paciência e resolveu sacá-lo de campo para colocar Nathan – NOTA: ZERO
MARTINS – Deu movimentação à equipe, mas estava tímido. Chutou longe quando a pelota parou em seus pés – NOTA: 5,0
BARRERA – Na oportunidade que teve, fez tudo certinho. Tirou de Weverton, mas a trave salvou o Grêmio. Um pouco melhor do que em encontros anteriores – NOTA: 6,0
NATHAN – Entrou no fim. Fica, portanto, SEM NOTA
MARQUINHOS – Entrou no fim. Fica, portanto, SEM NOTA
TÉCNICO: MARTÍN ANSELMI – Refém dos desmandos do parlapatão John Textor. Não teve material para contrabalançar as mudanças do Grêmio durante a segunda etapa da peleja. O Botafogo, pelo menos, não desistiu e, de forma corajosa, brigou até o fim. A linha alta, como mencionamos nas duas últimas partidas, não estava bem ajustada. Contra o Cruzeiro, a equipe escapou. Desta vez, porém, o Glorioso do técnico rosarino mostrou a outra moeda do bielsismo. Ofensivamente, ótima partida – NOTA: 5,5








































