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·05 de setembro de 2026
Avaliado como péssima, gestão Massis perde chance até de concorrer à nova Presidência do São Paulo

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Avaliado como péssima, gestão Massis perde chance até de concorrer à nova Presidência do São Paulo
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Desgaste político, problemas financeiros, troca constante de treinadores e críticas internas fazem apoio a Harry Massis Júnior diminuir dentro da situação
A gestão de Harry Massis Júnior perdeu força política dentro do São Paulo e, neste momento, o presidente não conta com apoio suficiente para construir uma candidatura competitiva à presidência do clube no fim do ano. O cenário representa uma mudança importante em relação aos planos que vinham sendo discutidos nos bastidores.
De acordo com informações divulgadas pelo UOL, apenas o Vanguarda, grupo do qual Massis faz parte, mantém apoio ao dirigente para uma eventual disputa pela continuidade no cargo. Outros quatro grupos que integram a coalizão da situação estariam insatisfeitos com os primeiros meses da administração.
A avaliação predominante entre esses grupos é de que Massis perdeu capacidade de articulação política e chegaria enfraquecido a uma eleição.
Uma das críticas recorrentes é relacionada ao perfil considerado centralizador de Massis. Conselheiros ligados à situação reclamam de pouco espaço para participação dos grupos aliados nas decisões e de dificuldades para administrar divergências dentro da própria coalizão.
Esse desgaste, segundo os relatos, não surgiu de uma única decisão, mas foi crescendo ao longo dos primeiros meses da gestão.
A demissão de Hernán Crespo, quando o São Paulo ocupava a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, aparece entre os episódios que mais provocaram insatisfação.
A instabilidade no futebol também pesa contra a administração.
Nos primeiros cinco meses da gestão Massis, o São Paulo já passou por três treinadores. O número chama atenção porque é equivalente à quantidade de técnicos que passaram pelo clube durante os últimos três anos da gestão de Julio Casares.
Além das mudanças no comando técnico, a diretoria também promoveu alterações importantes no departamento de futebol.
Após a saída de Rui Costa, o setor passou a ser comandado pelo ex-jogador Rafinha, outra mudança que gerou discussões internas.
Dentro de campo, o São Paulo vive uma temporada irregular no Brasileirão e chegou a flertar perigosamente com a parte inferior da classificação. Por outro lado, o Tricolor segue vivo na Copa Sul-Americana, enquanto acabou eliminado da Copa do Brasil.
A situação financeira é outro fator que coloca pressão sobre o presidente.
O São Paulo voltou a enfrentar um transfer ban, além de registrar atrasos relacionados aos direitos de imagem de jogadores do elenco.
O clube também encontra dificuldades para definir o futuro do naming rights do Morumbi, cujo contrato atual com a Mondelez se aproxima do fim.
A combinação de problemas financeiros, resultados esportivos abaixo do esperado e instabilidade no futebol alimenta a percepção, entre membros da própria situação, de que Massis teria dificuldades para defender uma candidatura competitiva.
Enquanto a situação discute alternativas, a oposição trabalha com o nome de Marcelinho Portugal Gouvêa como principal candidato para a eleição presidencial.
A avaliação entre integrantes da situação é de que Massis, no cenário atual, teria dificuldades para derrotá-lo.
A perda de apoio ao atual presidente também abriu espaço para que outros nomes sejam discutidos dentro do grupo governista.
O nome considerado mais forte internamente neste momento é o de Adilson Alves, apontado como um dos principais aliados de Massis e responsável por atuar ao lado do presidente na condução das questões financeiras do clube.
Existe, porém, uma dificuldade: a candidatura depende da disposição do próprio conselheiro em entrar na disputa.
Com Adilson ainda indeciso, outros nomes começaram a ganhar espaço nas conversas políticas.
Um deles é Vinícius de Medeiros, líder do Legião, considerado um dos grupos de maior influência dentro do Conselho Deliberativo e cotado para ocupar a vice-presidência em uma eventual chapa.
A eleição presidencial do São Paulo está prevista para dezembro e será marcada por uma intensa disputa entre os diferentes grupos políticos do clube.
O atual cenário mostra uma situação ainda sem candidato definido e um presidente que perdeu parte importante do apoio que poderia sustentar uma tentativa de continuidade.
Massis ainda pode tentar recuperar espaço nos próximos meses, principalmente se conseguir apresentar resultados esportivos melhores e avançar em soluções para os problemas financeiros do clube.
No entanto, a fotografia política neste momento é desfavorável ao presidente.
A gestão ainda terá tempo para mudar esse cenário, mas a perda de apoio dentro da própria base transforma a sucessão presidencial em uma questão cada vez mais importante nos bastidores do São Paulo.
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