Balancete do São Paulo aponta déficit de R$ 18,5 milhões em março e salto no endividamento | OneFootball

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·15 de junho de 2026

Balancete do São Paulo aponta déficit de R$ 18,5 milhões em março e salto no endividamento

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O São Paulo apresentou o relatório financeiro consolidado referente ao primeiro trimestre do ano, exibindo uma reestruturação visual em relação aos balancetes internos anteriores para conferir maior legibilidade aos dados. Entre as principais alterações estruturais, os gráficos de resultado econômico mensal e de fluxo de pagamentos foram convertidos em tabelas. Diferente do demonstrativo de janeiro, a instituição restabeleceu a publicação do balancete acumulado e o detalhamento das movimentações de operações de crédito.

Os indicadores de março apontam que o clube registrou um déficit de R$ 18,5 milhões no mês, valor que superou em R$ 12,3 milhões a meta estipulada no orçamento diretivo.


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Com o desempenho, o resultado acumulado do ano apresenta uma variação negativa de R$ 3,6 milhões além do previsto, revertendo o superávit de R$ 11,4 milhões obtido em janeiro, que havia sido impulsionado pela transferência do atleta Rodriguinho ao Bragantino.

Apesar da receita com a venda de direitos econômicos de jogadores ter superado as projeções orçamentárias em mais de R$ 15 milhões — sob o impacto da negociação de Rodriguinho —, o departamento de futebol registrou arrecadação abaixo do esperado e despesas acima do teto previsto para o período. O comportamento financeiro replica a tendência de descompasso entre receitas e custos operacionais observada em exercícios anteriores.

O passivo total da instituição também apresentou elevação expressiva no período. Após encerrar o balanço de 2025 auditado em R$ 858,2 milhões, o endividamento consolidado do clube voltou a subir no primeiro trimestre, atingindo a marca de R$ 936,2 milhões.

FUTEBOL PROFISSIONAL

O departamento de futebol profissional do São Paulo apresentou uma variação negativa de R$ 2,3 milhões em sua receita líquida no período corrente. O resultado é reflexo direto do recuo financeiro nas rubricas de direitos de transmissão, publicidade, patrocínio, programa de sócio-torcedor e arrecadação de bilheteria em dias de jogos. Esse impacto negativo mitigou os ganhos obtidos com o licenciamento de marca e com a transferência do atleta Rodrigo Huendra para o Red Bull Bragantino.

A diretoria projeta uma recomposição orçamentária ao longo do exercício. As receitas de direitos de transmissão devem ser reconhecidas conforme o avanço das competições e o consequente recebimento das cotas de performance do Campeonato Brasileiro. No setor comercial, a expectativa é de recuperação do faturamento a partir da formalização de dois novos contratos corporativos de publicidade e patrocínio, previstos para o primeiro quadrimestre.

No plano de metas anual, o clube estipulou uma redução de R$ 73 milhões na folha salarial do elenco, contrapondo um teto de R$ 17 milhões para novos investimentos em reposição de peças. A folha sofreu alívio parcial com o encerramento do vínculo de atletas como Oscar dos Santos Emboaba, Erick de Arruda Serafim, Giuliano Galoppo e Rodrigo Huendra, além do empréstimo de jogadores como Jandrei Chitolina Carniel, Maílton dos Santos, Nahuel Adolfo Ferraresi e Álisson Euler.

Por outro lado, visando manter a competitividade técnica e o consequente retorno esportivo e financeiro, o São Paulo realizou contratações expressivas. Chegaram por empréstimo os atletas Artur Victor e Cauly Oliveira, enquanto Marcos Antônio, Carlos Miguel Coronel, Daniel de Oliveira, Lucas Ramon e Matheus Dória foram adquiridos em definitivo. A diretoria também efetuou a extensão contratual de Luciano da Rocha Neves, Felipe Negrucci, José Sabino e Nícolas Bosshardt, além de novos contratos de profissionalização de atletas oriundos da equipe Sub-20.

Balanço das despesas operacionais

Em decorrência das movimentações de mercado e manutenções de elenco, as despesas operacionais superaram as projeções iniciais em setores específicos. O descompasso foi puxado principalmente pelas rubricas de salários e direitos de imagem, que registraram um acréscimo de R$ 15,2 milhões além do orçado, e de custos com intermediações e comissões de agentes, que somaram R$ 801 mil acima do teto.

Em contrapartida, o clube obteve atenuações importantes em outras áreas do balanço:

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